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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Cheira a Metro, cheira a Lisboa

Ontem tive um final de dia na cidade muuuuuuuuito complicado. Ao fim da tarde a família combinou um local para nos encontrarmos. Dirigi-me ao Metropolitano e logo ali antes de entrar eis que surge a primeira dificuldade. O meu cartão não tinha saldo suficiente. Fui a uma máquina e já no fim das operações apercebi-me que aquela máquina não aceitava dinheiro em notas, somente moedas ou cartões. Optei por outros equipamentos onde notei que todos tinham a entrada das notas tapadas com a sinalética “Avariado”. Lá coloquei o cartão e após ter carregado o dito entrei para seguir viagem. Já na plataforma onde apanhei a composição reparei que está indicado que o próximo comboio chegaria daí a 7 minutos e 50 segundos. Aguardei. Peguei no telemóvel e fui pesquisando os mails. Finalmente dei por mim a olhar novamente para o mostrador electrónico onde marcava 1 minuto e 30 segundos. Só que, pasme-se, esta indicação esteve naquele registo mais de 2 minutos. Percebi logo que havia coisa. De súbito o tempo de espera passa para 4, 50 e segundos depois para 9,40. A plataforma encheu-se de passageiros. Passou um comboio no sentido contrário. Finalmente apareceu uma carruagem puxando as outras. Já vem cheia. As portas abriram-se e um turbilhão penetra na carruagem. Começaram os apertos pois há muita gente na plataforma. Finalmente arrancou-se. Nem precisei de me segurar, são os outros que me envolveram que o fazem. Em cada paragem as portas abriram e fecharam diversas vezes tal era o fluxo de gente. Entre duas estações mais distantes, olhei à minha volta e absorvi os aromas que me rodeavam. À direita o cheiro horrível a lixívia de alguma senhora da limpeza, à esquerda uma outra senhora tomara banho num daqueles perfumes de qualidade duvidosa e deveras activo. Atrás alguém exalava um odor nauseabundo a tabaco. Um homem tresandava a álcool. A somar a todos estes perfumes “campestres” o aroma sempre inebriante da naftalina que nem percebi de onde vinha, mas que pairava naquele ambiente tão caloroso. Saí finalmente na estação devida. Esmagado e aliviado. Estou agora perfeitamente convicto e ciente da razão porque nunca gostei muito de andar de Metro.

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