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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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A bondade tem nome!

Ser pai foi talvez a melhor coisa que me aconteceu na vida. Uma, duas vezes. De homens.

Se assim penso e sinto nem imagino como se sentirá uma mãe que carrega no seu ventre uma criança.

Todavia o povo na sua imensa sabedoria costumava dizer: “parir é dor, criar é amor!”

É assim com base nesta ideia que eu vejo os meus dois sobrinhos. Criei-os de igual forma que os meus filhos. Tive as mesmas preocupações e ralações. Também tive muitas alegrias.

Eu e a minha mulher costumamos dizer que não temos dois filhos mas sim quatro. Os meus sobrinhos consideram os meus filhos, seus primos, como irmãos.

Este longo preâmbulo serve como ideia primeira do que vou escrever a seguir.

Adoptar uma criança é, em primeiro lugar, um acto de enorme altruísmo e coragem. Pegar num ser frágil e tomá-lo como seu e responsabilizar-se pela sua educação é uma atitude só ao alcance de muito poucos.

Porque as crianças são uma alegria. Mas são também preocupações, tristezas, anseios desfeitos. São um permanente aperto no coração. E depois quando crescem e querem voar por si mesmos, a angústia da separação torna-se ainda maior e os receios alastram a todos os pontos do nosso corpo e vida. Acabamos até por ter calor no Inverno e frio no Verão.

Entretanto li algures que os corajosos decidem e depois choram sobre a decisão mas os fracos choram antes e nunca decidem.

Mas de nada disto a Joana teve medo. Atirou-se para a frente e assumiu um compromisso que será para a vida. Está de parabéns esta menina.

O mundo não é só feito de “trump’s”, há outrossim gente capaz de se dar aos outros, de sacrificar o seu bem-estar para aquecer o coração dos mais indefesos. Gestos nobres que me fazem ainda acreditar na dignidade humana, mesmo com tanta miséria à minha volta.

Não conheço a Joana pessoalmente. Nunca a vi e ela nunca me viu. Podemos cruzar na rua que não nos cumprimentamos. Mas também não é necessário. Esta mulher de armas concentrou em si tudo o que há de bom no ser humano.

E a privilegiada chama-se Alice!

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