Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Artistas do volante ou... desembaraçados?

A estrada está repleta de artistas do volante. Então na cidade... ui!

Para alguns condutores não há sinais luminosos (só quando está verde para o lado deles), não há passadeiras e muito menos sinais verticais ou horizontais para respeitar. Só eles têm direitos...

Um destes dias uma colega dizia-me que o marido fazia sempre o caminho pela faixa do lado esquerdo e depois na altura certa enfiava-se à direita, desrespeitando desse modo todos os outros que estão horas na fila. Terminou  dizendo que o seu marido era muito desembaraçado.

Pode ser que um dia a polícia o embarace! O problema é nunca encontramos um polícia quando ele faz falta.

A (in)justiça da opinião pública

A Operação Marquês voltou à ordem do dia. Parece que desta vez, e finalmente, o Ministério Público deduziu acusações contra o Ex Primeiro Ministro, José Sócrates e mais uma datas de “artistas desta bola lusa”.

Mas antes de tudo se encaminhar para a barra do tribunal muitos avanços e recuos virão a lume. Todavia há, desde o início desta trama, uma espécie de mau estar quanto às supostas acusações contra José Sócrates.

O curioso é que esta postura de dúvida e incerteza não seja usada, por exemplo, para Ricardo Salgado. Dito de outra maneira os mesmos que defendem a presunção da inocência para com JS, são os mesmos que consideram Ricardo Salgado culpado antes mesmo do julgamento e do trânsito em julgado.

E quem diz Ricardo Salgado diz todos os outros elementos chamados à liça.

Portanto, e antes de mais, deixem os tribunais fazerem o seu trabalho. A justiça pode demorar, mas vem. Custe o que custar, doa a quem doer.

Felizmente que opinião pública não tem voto nem influência nesta matéria.

Uma “zaragata” à espanhola

No universo da BD há uma personagem que personifica o líder da Catalunha, Carles Puigdemont. Aquela figura surge no livro chamado “A Zaragata” onde Astérix e o seu inseparável amigo Obélix terão de lutar não só contra as tropas Romanas, mas também contra a maledicência de Tullius Detritus.

Porque faço eu esta comparação? Simplesmente porque o Presidente da Generalitat Catalâ andou meses a incendiar uma região para no momento da verdade fugir à responsabilidade, deixando todos os outros partidos da região e organizações deveras espantadas com o discurso desta tarde.

Sinceramente nem imagino as pressões de Carles terá sofrido para olvidar ou pelo menos adiar este dossier. Todavia esta situação, que não é de agora, foi muito alimentada pelos partidos não afectos ao governo de Madrid.

No entranto com as declarações de hoje. Puigdmont fez com que a montanha parisse um rato.

Percebe-se que uma eventual independência da Catalunha seria uma espécie de “caixa de Pandora” para o celebérrimo autonomismo castelhano. E alimentaria outras ideias semelhantes tanto em Espanha como noutros países (Portugal incluído).

Teria sido, deste modo, muito mais sensato Carles ter negociado uma maior autonomia com o Governo de Rajoy antes de criar esta “Zaragata”..

Mas há quem faça tudo pelos seus cinco minutos de fama.

Eu fui...

... e adorei!

Pois... o convite foi-me lançado por duas bloggers quase em simultâneo, faz algum tempo.

Primeiro pensei que fosse somente simpatia. Bom, depois senti que era sentido e acabei por aceitar o convite para o 6º Encontro de bloggers, que se realizou na belíssima Casa do Alentejo, no coração da Baixa lisboeta.

6_bloggers.jpg

Ir para um encontro sem conhecer rigorosamente ninguém, a não ser de forma virtual, poderia ser um risco. Para mim e essencialmente para a organização.

Porém desde logo percebi que estava num grupo assaz divertido, amigo e solidário. Boas conversas e muitas gargalhadas o que é sinónimo de muito boa disposição animaram, e de que maneira, o repasto.

Gostei do local, do ambiente, da comida e essencialmente destas pessoas. Muito bem organizado, senti-me bem. Em paz.

Ai como andava a precisar de um encontro assim! Tagarela como sou... imaginem!

Obrigado MariaLina (mesmo que não tenha estado presente) pelo convite.

Obrigado a todos os outros presentes pela forma carinhosa e tão simpática como me receberam no vosso seio e de braços abertos.

Finalmente... a gente lê-se por aí!

 

O deserto de Passos Coelho

Ainda não percebi muito bem a quem serve a morte política do ainda líder do PSD, Pedro Passos Coelho. Neste momento aquele que foi o Primeiro-Ministro, quiçá, mais contestado na democracia portuguesa, é assim uma espécie de bombo da festa onde toda a gente bate.

São os seus companheiros de partido, jornalistas provavelmente a soldo de algum “inimigo interno”, comentadores e até os seus antigos parceiros de coligação.

Diz o povo que “quando alguém é pobre até os cães lhe mijam nas calças”. Esta máxima popular assenta que nem uma luva ao PPC.

Todavia eu, que fui muito critico à sua actuação como Chefe do Governo e como “não” líder da oposição, venho desta forma defendê-lo, pois estou convicto que se não fosse ele provavelmente Portugal estaria hoje muito pior. Ele fez o que lhe exigiram quando pretendemos dinheiro. É que nisto no negócio de milhões, a necessidade obriga muitas vezes a estranhas e complicadas cedências. Se bem que tenha errado muitas vezes (quem decerto não o faria?), ainda assim reconheço coerência a este político, que em 2014 continuava a preparar um orçamento para 2015 com austeridade, evidenciando que sentia que a sua política para o país seria mais importante que os futuros votos eleitorais. Ganha as eleições mas perde o Governo.

Três anos passados PPC vê agora a porta de saída da liderança do Partido mais que aberta… escancarada!

Mas como tudo na vida serão os acontecimentos futuros a colocar Passos Coelho no lugar correcto e justo da história lusa, por muito que custe aos seus adversários e inimigos.

Entretanto e até lá vai ser uma longa travessia no deserto!

Outubro e as campanhas de azeite!

Sabe sempre bem sair do rame-rame da cidade e partir para outras paragens nem que sejam as costumadas aldeias que habitualmente visitamos e tão bem conhecemos.

Assim fui até ao Ribatejo Norte, no final do mês passado, onde durante quase seis longuíssimos dias de doze horas de trabalho, apanhei 1200 quilos de azeitona que devolveram mais de 200 livros de azeite. Com um grau de acidez de 0,4º.

Isto é... quantidade e qualidade superior de azeite. Como (quase) sempre costuma ser, naquela zona de Portugal. O problema é que a azeitona, este ano, estava naturalmente muito madura, porém pequena e de apanha difícil.

Não fosse a tecnologia existente e ainda agora andava a apanhá-la.

No final deste mês estarei certamente noutra paragem e em outra campanha, também de azeitona, mas desta vez mais a leste, em Castelo Branco.

Veremos neste duelo de aldeias qual dos lugares se sairá como vencedor de produtor de azeite.

Até lá descansemos... Que bem preciso!

Amanhá vai ser um dia... daqueles!

Amanhã será um dia importante para dois cá de casa:

- Para o meu pai pois comemorará o seu octagésimo quinto aniversário (idade bonita, não é?);

- Para mim porque estarei pela primeira vez num encontro de bloguers.

Ora se no primeiro acontecimento o meu antecessor liga tanto ao seu aniversário como eu ligo ao campeontao Mundial de fumadoras de cachimbo, já no segunto a minha preocupação é real e evidente.

Um encontro de gente que escreve em blogues, tal como eu, ainda por cima como convidado acarreta uma anormal responsabilidade. Durante a já minha longa vida lidei com milhares de pessoas, todas elas com características naturalmente diferentes. E nunca me atrapalhei

Só que desta vez a coisa tende a tornar-se mais complicada pois não quero defraudar ninguém e muito menos quem apostou em mim.

Veremos então como correrá o dia.

Mas primeiro de tudo tenho de chegar a Lisboa e neste momento estou a algumas centenas de quilómetros da capital.

Há que partir muito cedo. Ir devagar para chegar depressa.

Valeu a pena!

Se naquela quarta-feira me dissessem que 35 anos mais tarde estaria ainda a trabalhar na empresa, provavelmente diria que estavam loucos.

Todavia, aquelo número de anos passou tão rapidamente que ainda me recordo a roupa que vesti nesse dia (que já não tenho!). Outros pesos e outras medidas…

Tinha 23 anos. Não aproveitei a oportunidade de estudar numa universidade e depressa entrei no mercado de trabalho. Mas naquela manhã encontrei na recepção a R. uma antiga colega que não via fazia muitos anos.

Após dois dias em conjunto, ao terceiro cada um partiu para o seu Departamento para o qual estava previamente selecionado. O normal… naquela altura.

Curiosamente ou não ficou desse grupo, de pouco mais de uma dúzia de pessoas, uma enorme amizade que ainda hoje perdura.

Aos 15 anos preparei o primeiro encontro/almoço entre todos. E organizei alguns outros com o mesmo fito: juntar a malta daquele 6 de Outubro. Hoje as conversas são mui diferentes do início. Fala-se de reformas, netos, dores e afins… o usual em malta a rondar os (quase) sessenta anos.

O tempo passa tão depressa que nem damos por isso. Num dia somos jovens carregados de ideias para mudar o Mundo para, passado todo este tempo, percebermos que o Mundo é que nos mudou.

Quero aqui finalmente enviar um abraço a todos quantos fizeram (e ainda fazem) parte de mim e que hoje comemoram, tal como eu, as tais bodas de coral.

Obrigado por fazerem parte da minha história. Sem todos vós, sem excepção, eu não seria, certamente, a pessoa que sou hoje.

A todos um grande bem-hajam!

A gente vê-se por aí!

10 - Uma Revista de sonho

Lembrei-me daquele filme giríssimo do Blake Edwards e adaptei o título para a revista Inominável deste mês.

Dois anos já passaram desde o lançamento mundial deste número 0.

Parece que foi ontem.

Ora e face ao que precede aviso todos os meus leitores que a Inominável deste mês já aí esta, com a natural referência ao aniversário.

Vá lá deixem-se de "fresquras" como se diz no nosso país irmão e penetrem neste número que está faaaaaaaaaaaaantástico.

Visitem-na e comentem.

 

Eis-me de regresso!

Ah pois é... julgaram que se livravam de mim assim tão rapidamente? Pois... se tiveram esse julgamento erraram.

Bom a história deste meu afastamento conta-se mais ou menos assim:

Desde o passado Sábado e até hoje às 17 horas andei pela aldeia dos meus pais na apanha da azeitona. Sei por experiência própria que a rede naquele lugarejo é quase nula, ao mesmo tempo não me parece bem o meu pai estar a pagar por um serviço que só eu ou os meus filhos usamos quando lá vamos.

Ora vai daí escrevi este texto, antecipadameente, para ser publicado no Sábado, já andava eu no meio das azeitonas.

Por outro lado tentei perceber como seria a minha vida sem a escrita. E mui humildemente confesso: não foi vida.

Apenas sobrevivi!

Por isso, hoje de regresso à civilização de internet (mesmo que seja a mais de 200 quilómetros de Lisboa), estou aqui para vos comunicar que estou de volta.

Com as mesmas parvoíces de sempre.

Mas isso já vocês sabem!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D