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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Na minha cidade - 4

São seis e meia da tarde. O sol brilha mas é arrefecido por este vento que tudo tem atrapalhado (menos os drones!!!).

Aguardo que a minha mulher saia do cabeleireiro. Sei por experiência própria que ainda vou ter de aguardar muito tempo. Mas convivo bem com isso.

Entro num café onde já sou conhecido e peço aquela cerveja fresca da minha marca preferida. Um outro cliente que já lá se encontra e que também conheço, acompanha-me com uma mesma bebida. Conversamos disto e daquilo até que entra uma jovem, de vestido preto muito curto, abundantemente perfumada e a falar ao telemóvel.

Faz uma pequena pausa na conversação e pergunta à senhora por detrás do balcão por tabaco. A outra aponta para a máquina.

Sem nada que nos interessasse, eu e o outro cavalheiro vamos falando de aguardentes e outras bebidas brancas de melhor ou menor qualidade. Nem damos pela jovem sair.

Só que o meu interlocutor é também fumador e aproveita a máquina estar ligada para comprar cigarros. Coloca umas moedas com direito a troco e quando mete a mão no depósito de devolução eis que recebe mais dinheiro que o devido.

A jovem metera uma nota, retirou o maço de tabaco e nem esperou pelo troco, tal era a atenção ao telemóvel.

Com este caso percebi duas coisas:

1 - o tabaco ainda não é caro;

2 - quando se está ao telemóvel perde-se perfeitamente a noção da realidade.

Por isso as campanhas de prevenção contra o uso do telemóvel no carro necessitam de mais exemplos de vida. Como este.

Finalmente... Ainda fomos à rua em busca da jovem mas ela já havia desaparecido.

Na minha cidade é assim:..

Volta a Portugal em Bicicleta

Lembro-me muito bem como era antigamente a "nossa" Volta.

Sei que percorria o país de lés a lés sem deixar quase nenhuma zona do país sem visitar.

As estapas iniciavam-se quase sempre onde acabavam e por isso tive oportunidades únicas de ver grandes ciclistas portugueses. Falo do saudoso Joaquim Agostinho, do Vencesleu Fernandes, o Leonel Miranda e tantos outros.

Todavia a Volta do século XXI obriga-se a compromissos e deste modo saltam-se etapas que durante anos fizeram história e onde muitas vezes se definia o vencedor da Volta.

Um dos casos é a subida à Torre, na Serra da Estrela. Não tendo Portugal uns Alpes e uns Pirinéus, temos uma montanha que não sendo muito alta comparativamente às de França e Espanha, ainda assim fazia mossa na estratégia de algumas equipas.

Actualmente os corredores quase que andam mais quilómetros de carro, para se deslocarem para o início da próxima etapa, que de bicicleta. Coisa bizarra... Digo eu!

Mas pronto... a Volta está na estrada desde sexta e amanhã já anda por Trás-os-Montes, quando ainda ontem andavam aqui pela zona de Lisboa. Esta coisa de não irem ao Algarve, onde estão sediadas algumas equipas em competição, parece-me também pouco feliz.

É a Volta que temos e a mais, provavelmente, não temos direito.

Tenho de confessar!

Detesto fazer limpezas em minha casa. São sempre precisos muuuuuuuuuuitos dias.

Mas tenho realmente de confessar que quando for de férias saberá bem entrar na minha casa limpa e a cheirar a lavado.

Três sábados perdidos ou... ganhos. Nem sei bem.

E era só isto que queria dizer.

Vou agora ali para a sabonária e regresso amanhã.

 

 

Paridade, a lei de homens feita para as mulheres

Nunca fugi às polémicas. E hoje vou mais uma vez dizer algo que pode aborrecer muita gente.

Vejamos então… Se eu fosse uma mulher lusa sentia-me altamente ofendida com a nova lei aprovada recentemente na Assembleia da República, tendo em conta as quotas de mulheres e homens na Administração das empresas públicas e nas cotadas em bolsa.

Isto é, amanhã uma mulher vai para a gestão de uma empresa, não pelo seu valor, não pela sua competência e capacidade de trabalho, mas unicamente por ser… do sexo feminino. Haverá forma mais discriminatória do que esta?

Tenho perfeita consciência qua a maioria das administrações de gestão de empresas estão entregues a homens. Todavia colocar senhoras nestes lugares, somente por decreto parece ser a forma mais vil de rebaixar uma mulher.

No entanto ficam muitas perguntas: como se escolhem então essas mulheres? Pela cor do cabelo, pela marca de roupa que usam ou pelo tom de pele?

Obviamente se for pelo curriculum ou provas dadas não necessitariam da tal lei da paridade, não acham? O que eu acho mais estranho nisto tudo é que a maioria das deputadas, no hemiciclo português, tenham aprovado esta lei.

A minha empresa tem muita mulher em lugar de gestão que nunca necessitou da tal lei. Subiram a pulso e mostraram muita competência e saber.

Há coisas neste país difíceis de compreender. Esta lei é uma delas…

Olháááá reviiiiiiista fresquinha!

Acabou mesmo agora de sair o númeo 9 da Revista Inominável

Eu não disse ontem?

Pois é, quando prometo cumpro.

Uma Revista em que todos os números tem coisas sempre novas e gente mais nova ainda.

Portanto caríssimos leitores façam o favor de seguir esta ligação para poderem aceder ao maior sucesso deste Verão.

Vá lá, leiam, partilhem, critiquem, mas marquem a vossa presença.

Nós gostamos muito de vos ter por cá!

 

inominavel_9.jpg

 

 

É já amanhã...

... Que se inicia a Volta a Portugal em Bicicleta!

Mas não é por ela que aqui venho...

Amanhã é dia de mais um número da  mais fantástica revista de Portugal, do Mundo e arredores. Chama-se Inominável e vai estar disponível em todas as bancas virtuais.

Espero que gostem deste número que cheira a férias e a Verão!

Boas leituras.

Não se esqueçam de partilhar como quem conhecem. Não custa nada.

A gente lê-se por aí!

 

A morte que veio do Céu

Sinceramente não entendo como foi possível o trágico acidente na praia de São Joâo, na Costa da Caparica.

Não sei como se pilota um avião, mas imagino que deverá haver procedimentos de segurança quanto às pessoas que estão em terra. Digo eu...

Ora esta tarde um homem e uma criança morreram porque um piloto não soube colocar o avião no mar? Faz algum sentido?

Eu sei que os acidentes podem acontecer, mas aterrar na areia quando provavelmente o poderia fazer dentro de água é que me parece ser mais que um acidente, é azelhice e muita irresponsabilidade.

Pronto mais um caso para a nossa morosa justiça resolver. Daqui a uns... sei lá 30 anos devermos ter as responsabilidades atribuídas.

Nessa altura, todavia, já ninguém se lembrará do caso da "Morte que veio do Céu".

Tempo de ditadores

Preocupa-me o crescente ressurgimento de ditadores. Se alguns são já sobejamente conhecidos como é o caso de Raul Castro, que sucedeu ao seu irmão Fidel sem quaisquer eleições democráticas (a voz do povo em Cuba não conta para nada!), outros vão-se erguendo e mostrando ao Mundo o pior dos seus regimes.

Começo certamente por Nicolas Maduro que sucedeu ao malogrado Hugo Chavez. Independentemente das razões e do que cada um possa desculpar ao actual Presidente da Venezuela, a verdade é só uma: a Ditadura existe e brevemente prevê-se que seja muuuuuito pior.

Entretanto do outro lado do Mundo, na Coreia do Norte, Kim Jong-un lidera um país com punho de ferro, olvidando todos e quaisquer direitos humanos. Prepara-se para uma guerra sem a verdadeira consciência no que se vai meter e o que pode originar.

Bem mais perto, entre a Europa e a Ásia, temos agora Erdogan, um conservador turco com diversos assomos ditatoriais. Tal como Maduro, levou a sufrágio alterações que foram aceites e aprovadas e que originou a assumpção de (ainda) mais poder.

Depois temos Putin e Trump. Duas faces de uma mesma moeda, com igual intuito (dominar a seu bel-prazer o mundo), mas diferentes maneiras de agir (ou talvez não!!!).

Obviamente que não esqueço a China e outras ditaduras espalhadas por esse Mundo fora e de quem quase ninguém fala.

Tudo junto preocupa-me o futuro deste planeta. Caminhamos a passos largos para uma outra guerra à escala Mundial com consequências imprevisíveis.

A paz e a liberdade são direitos mundialmente consagrados. Bastava que se lesse a Carta Internacional dos Direitos Humanos, que diz expressamente no seu primeiro artigo:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Há, no entanto, quem interprete aquela Carta, com quase 70 anos, de forma enviesada, dando assim azo a posturas ditatoriais e sempre em nome dos mais elevados interesses do povo que, na maioria das vezes, não sabe o que lhe irá acontecer.

Estará tudo de férias?

- Pssst, senhor Primeiro-Ministro, pssst. Está por aí?

Já vi que não…

- Oi senhor Ministro das Finanças, consegue ouvir-me?

Outro que também não está…

- Olá pessoal da geringonça, está alguém a trabalhar?

Ninguém me responde…

- Senhor Presidente da República?

Ah ok, já percebi! Está naquela festa comemorativa dos 1250 anos da Associação Associativa dos Sócios Associados.

Bom… era só para avisar Vossas Excelências, caso não tenham percebido, que Portugal bateu mais um record de dívida contraída.

Depois não digam que não vos avisei, sim?

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