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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Certezas!

Ontem à tarde apresentei-me numa unidade hospitalar privada para fazer uma série de exames.

Houve uma prévia preparação, mas quando entrei no gabinete não estava realmente preparado para o que me viria a acontecer. O tempo naquele cubículo pequeno e repleto de equipamentos médicos, parecia nunca mais acabar.

Finalmente meia hora depois saí despojado de dignidade mas com diversas certezas:

1 - Que não tinha qualquer doença;

2 - Cada vez mais admiro certos médicos;

3 - Da minha sexualidade.

Uma dúvida doentia!

Um destes dia fui a um médico especialista pela primeira vez. Após as costumadas e naturais apresentações de parte a parte, perguntou-me as razões de estar ali, ao que eu respondi com a normalíssima: prevenção.

Foi escrevendo as minhas respostas às suas questões até finalmente remata com: é saudável?

À pergunta colocada assim de chofre respondi com: sim sou! Todavia já em casa e perante o meu historial fiquei na dúvida.

Tive durante a minha vida algumas mazelas que deixaram marcas permanentes. Mas continuo mesmo assim a fazer a minha vida de forma natural e sem limitações evidentes. De outra forma estaria já devidamente reformado por invalidez.

Portanto a saúde é um estado fisiológico real sem quaisquer sinais de enfermidade ou será outrossim uma questão psicológica?

Todos nós conhecemos quem se sinta doente só por falar nisso quase, no mesmo sentido que Jerry Lewis ao protagonizar um enfermeiro que sofria com as doenças de Mrs. Fuzzibee. Ora provavelmente, e na maioria dos casos, estas pessoas têm uma saúde muito mais resistente que os outros que se queixam menos.

A pergunta repete-se: a saúde é somente fisiológica ou também psicológica?

Quanto mais penso nesta questão, mais me convenço que a resposta está muito para lá do que é imaginável. Pode-se ser fisiologicamente doente, mas sentir mais saúde que outrém. E o invés também é válido.

Tudo dependerá justamente da forma como cada um aceita o seu estado de saúde: o verdadeiro e aquele que julga ter.

Sem desculpa!

Há crimes na sociedade para as quais não teria qualquer condescendência se tivesse que julgar os criminosos. Em consciência costumo assumir que tenho uma mente aberta e aceito as diferentes visões que cada tem para a vida. No entanto para os criminosos esta minha postura torna-se muito menos flexível.

Trago aqui este tema devido à notícia do casal que manteve os filhos aprisionados. Treze jovens presos a camas, subnutridos e seguramente com uma higiene deficitária.

A triste história aconteceu no estado da Califórnia nos Estados Unidos, onde mais poderia ser? A justiça americana atirou, obviamente, os pais para a prisão preventiva e com uma caução elevada, enquanto as crianças deram entrada no hospital.

Perante estes actos inqualificáveis fica a natural questão: como puderam aqueles pais tratar os filhos desta maneira?

Sinceramente custa-me entender como pode um ser humano, ainda por cima progenitor, tratar de forma tão vil os seus descendentes.

Nem a minha mente, por mais aberta que seja, aceita isso.

O caudal de um novo Rio

Este fim-de-semana trouxe um novo Rio às águas turvas da política portuguesa.

O ex-presidente da edilidade portista ganhou ao ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia numas eleições directas no PSD, assaz renhidas e com direito a debates televisivos e radiofónicos.

Em termos meramente políticos estas eleições não vão mudar nada no país. Eventualmente só daqui a dois anos, mas para isso o novo Presidente do PSD terá um trabalho hercúleo ao tentar unir não só o partido, tendo em conta as diferentes facções internas ainda residentes, como trazer muitos portugueses que se reviam nesta faixa política para o centro das suas atenções.

Será então aqui que Rui Rio terá de dedicar mais atenção. A decisão de António Costa em não aceitar coligações com o PSD após as eleições de 2015, afastando o tal Bloco Central, criou muitos anticorpos na sociedade contra o líder do PS. Ou dito de outra forma os apoiantes laranja verão com muitos maus olhos uma eventual coligação política com o actual Primeiro Ministro. Nem tudo parece válido para se chegar ao poder, dirão alguns sociais democratas.

Quem, no entanto, poderá vir a ganhar com esta nova direcção partidária será certamente o CDS que tem na sua actual direcção alguém que consegue fazer chegar ao eleitorado laranja um discurso mais fundamentado e assertivo.

Rui Rio parece ser um homem pragmático e de ideias fixas, o que poderá levar ao afastamento de alguns históricos do partido para as trincheiras da oposição interna, todavia sempre preparados para a costumada farpa.

Face ao que precede prevê-se um ano de 2018 bem interessante. Por um lado a geringonça a tentar gerir para 2019, ainda algum capital de simpatia que angariou, não obstante os tristes eventos do Verão, o caso Raríssimas ou a relação (demasiado) próxima entre políticos e dirigentes desportivos. Por outro o PSD a tentar reerguer-se do fosso para onde foi atirado, mais pelos adversários políticos internos de PPC do que por este mesmo dirigente, através das suas intervenções.

Um palavra final para Pedro Passos Coelho que após o ciclo como Primeiro Ministro vai sair de deputado a seu pedido. Um afastamento definitivo ou meramente estratégico?

Nas asas das Aves

Esta noite foi mais um serão de bom futebol. Bom porque o Sporting jogou bem, bom porque ganhou com mérito, bom porque Bas Dost marcou mais três golos.

Nunca fui grande jogador de futebol. Admirava-me mesmo quando, na escola, alguns colegas conseguiam dar centenas de toques na bola. Eu dava dois e ao terceiro a bola parecia fugir dos meus pés.

Por isso admiro quem consiga fazer deste desporto uma profissâo. E se for competente tanto melhor. Há muitos jogadores por esse mundo fora com muita qualidade e que fazem coisas impossíveis com uma bola. E nem necessito enumerar nomes, pois todos nós os conhecemos.

Tenho pelos jogadores com a posição de pontas-de-lança (evolução para o antigo título de avançado-centro) uma consideração e admiração muito acima da média.

Por isso hoje falo de Bas Dost, 1,96 metros de puro instinto matador. Naturalmente um grande herdeiro de Liedson, Mário Jardel, Paulinho Cascavel ou Manuel Fernandes.

Ou de Yazalde, Lourenço ou Peyroteo.

O holandês é realmente um esplêndido jogador, com uma capacidade de concretizaçáo fantástica. Que faz as minhas delícias e seguramente de milhares de sportinguistas. Esta noite marcou mais três... Tudo fácil... como se voasse.

Ou não fosse a equipa adversária... o Aves.

Dos justos não reza a história

Como leigo direi que percebo (muito) pouco de justiça, Talvez perceba melhor o que é a injustiça. Mas desta creio que todos os portugueses entendem ou pelo menos têm consciência de que ela existe. Mas adiante...

No dealbar de 2013 escrevi isto sobre a actual Procuradora-Geral da República. Um texto sucinto, mas já na altura explicava como me parecia estar a ser o Magistério desta senhora.

Uma mulher que tem tido a coragem de enfrentar os mais poderosos deste país, não recuando um centímetro na sua vontade. O que é realmente de louvar.

Talvez por isso o actual governo não pretenda renovar o mandato que terminará em Outubro próximo. É sabido que o PGR é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do governo.

Ora se pensarmos nos diferentes processos que a Dra. Joana Marques Vidal tem entre mãos, dos quais se destaque a Operação Marquês, parece naturalmente óbvio que o PS se sinta muito desconfortável com a Senhora Procuradora.

Se somarmos a isto o litígio diplomático com Angola, envolvendo o antigo vice-Presidente, Manuel Vicente, num caso de corrupção activa, temos os ingredientes perfeitos para uma saída em Outubro da actual Procuradora-Geral.

Se tal vier a acontecer ficará demonstrado que a separação dos poderes tantas vezes propalada, ainda é, em Portugal, uma verdadeira utopia.

Os duodécimos!

Quando a tróica andou cá pelo burgo, uma das regras que impôs foi dividir parte do subsídio de Natal em duodécimos.

Deste modo muitos funcionários públicos, reformados e pensionistas e até privados passaram a receber mais dinheiro ao fim de cada mês por troca de menor dinheiro em Novembro.

Recordo-me que nessa altura os protestos foram imensos, quiçá justificados. Passado este tempo de vacas magras eis-nos novamente a crescer. Deste modo o actual governo decidiu, e bem acrescente-se, repor a totalidade dos subsidios de Natal.

Curiosamente escuto agora novos protestos, desta vez por ter sido retirado dinheiro da reforma ou pensão, esquecendo que receberão um bolo maior em Novembro.

Portanto, das duas uma: ou a Segurança Social não explicou devidamente aos reformados e pensionistas o que fez em 2013, ou não explicou agora.

Um SNS doente

Imagino que as administrações de Hospitais e de Centros de Saúde estejam a ser pressionados para despacharem as consultas médicas gerais, tal é a vontade de diminuir as filas de espera.

As razões desta vontade prende-se seguramente com eventuais ganhos eleitoralistas e não porque o governo esteja minimamente preocupado com os doentes.

Todavia adiar uma consulta, que se encontrava há seis meses programada, para daqui a mais de um ano, para com isso dar espaço às outras consultas é que não me parece o mais correcto. Feitas as contas um doente poderá ficar perto de dois anos sem ser visto por um médico especialista.

Mais uma vez os nossos governantes afirmam uma ideia muito bonita e carregada de boas intenções, os administradores vão dizendo outra e os médicos e enfermeiros outra ainda. Sem que nenhuma das ideias seja coincidente.

No final resta o sofrimento da população quando dá entrada numa instalação do SNS.

Mas isso não vem em nenhum relatório.

 

Duas faces de uma mesma moeda - parte 2

Vi com pouca atenção o debate entre os candidatos à liderança do PSD.

Mas do que escutei, percebi que ambos se anularam. Os ataques foram semelhantes, as defesas iguais e assim tivemos mais um debate novamente frouxo e sem novas ideias.

Não me cabe aqui defender qualquer um dos candidatos porque considero que nenhum deles está à altura da missão de liderar um partido quanto mais um país.

O PPD/PSD necessita urgentemente de uma renovação dos seus altos quadros. Se olharmos em pormenor os dirigentes do Partido laranja, vemos neles pouca renovação, náo obstante surgirem aqui e ali novas caras. 

O maior partido da oposição necessita, nesta altura, de olhar urgentemente para o seu interior, tentando perceber qual o caminho que deverá trilhar se daqui a dois anos pretender ser governo.

Não o fazendo jogará mal no xadrez político, originando algumas fugas de militantes e simpatizantes para outros partidos, quer seja o CDS ou mesmo o PS.

Estaremos perto de o saber!

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