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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Achado entre papéis

Hoje saí mais cedo do que o habitual do trabalho. Atravessar a Ponte 25 de Abril é nesta altura do ano um estrafego, que piora à sexta-feira.

Assim eis-me em casa bastante cedo para iniciar uma rotina anual: limpar a casa.

Como não vivo aqui permanentemente e só cá venho ao fim de semana, deixo para o Verão, época dos dias longos, para avançar com esta proposta.

Comecei como sempre pelo sotão onde moram grande parte dos meus rádios, gravadores e acima de tudo os meus papéis... Daí chamar-lhe, o meu museu!

Fiz entretanto uma escolha nalgumas pastas velhas, de forma a libertar espaço, quando encontrei dentro de um caderno a figura abaixo e que corresponde a um bilhete de autocarro.

Curiosamente este não era capicua, como eu tanto gostava.

Cinco escudos custou naquela altura o trajecto. Mas não imagino donde terei saído e para onde terei ido.

Mas foi um achado que guardei novamente com enorme religiosidade, como se fosse uma relíquia santificada.

 

20170721_210436.jpg

 

32!

Enquanto jovem e liberto de qualquer responsabilidade, sempre gastei tudo quanto ganhava. Ou como muito bem diz o povoléu: chapa ganha, chapa gasta.

A maioria do dinheiro era despendido em almoços e enormes jantaradas com amigos. Depois vinha o tabaco (ah pois… também fumei e muito!), para logo a seguir gastar rios de dinheiro em jogo, especialmente nas máquinas de “Flippers” tão em moda naqueles altura. Hoje, à distância que os anos obrigam, tento perceber o porquê de tentar ganhar a uma máquina que estava feita para nunca perder. E acreditem que não foi de todo influência do Roger Daltrey no seu mítico filme Tommy.

Um dia perdi-me de amores por uma mulher. Que me levou a renunciar a (quase) tudo, sem me pedir rigorosamente nada.

Hoje, precisamente trinta e dois anos depois de termos casado, tenho a certeza que fiz a melhor escolha da minha vida. Calculo que ela não lerá nunca estas palavras, mas pouco me importa. Fica aqui o registo para memória futura.

O nosso caminho não tem sido fácil. Uma caminhada já longa com muitas alegrias e algumas tristezas. Porém a vida é mesmo assim… Não vale a pena queixar-me.

Em conversa com uma colega recém casada dizia-lhe eu que na relação com a minha outra metade por vezes as palavras eram/são desnecessárias, tal é a rotina e o conhecimentos que temos um do outro. Ainda bem que assim é!

Curiosamente não estava para escrever nada sobre este dia, mas andei a arrumar umas coisas e encontrei uma espécie de mealheiro. Algo que não tinha há trinta e cinco anos.

Finalmente há uma frase conhecida que diz que “Um homem casa à espera que a mulher nunca mude e ela muda, enquanto a mulher casa com um homem à espera que ele mude e ele nunca muda”. Neste ponto serei uma excepção pois mudei muito. Umas vezes forçado outras por opção.

Mas vivo bem assim!

É o que importa não é?

SIRESP é o quê?

Ando há dias a tentar perceber o que quer dizer SIRESP.

Nestas coisas prefiro, antes de tentar saber através de outras fontes de informação, descobrir por mim próprio o que as siglas representam realmente. Comecei por isso a puxar pela cabeça… Deu nisto:

 

Sistema Interno de Recepção e Envio de Sinais Parvos;

Sociedade Íntima de Recolha e Embalagem de Sítios Perdidos;

Sistema Interessado em Retirar ao Estudo os Salafrários Políticos;

Serviço Ímpar para Repelir o Estado das Suas Promessas;

Sistema Indetectável para Roubar o Erário ao Serviço Público;

Somos Imbecis, Rançosos, Estúpidos, Sépticos e Patetas;

Sistema Internacional para Reger e Enviar Sinais Planetários.

 

Qual destas opções será verdadeira? Ou não é nenhuma? Sugere outra?

Duas estórias (quase) semelhantes

Hoje ji mais a fundo a estória da carta descoberta numa casa de banho na Austrália.

O caso parece curioso acima de tudo porque algumas das previsões pareceram correctas e acertadas. Mas reconheço que também não seria muito difícil adivinhar o futuro. É certo que a previsão seria para muitos mais anos, mas o estranho é que já hoje as coisas estão a acontecer. Ou melhor os eventos anteciparam quarenta anos.

A primeira conclusão que retiro disto é que o mundo caminha a uma velocidade cada vez maior e o que há vinte anos demoraria dez dias a ser feita agora demora poucos minutos. mas é o custo da chamada evolução.

Bom... o mais curioso é que hoje ao almoço contou-se o seguinte relato:

"Alguém decidiu fazer obras numa das suas casas de banho. Para tal começou a partir paredes mas antes d mais retirou os azulejos. Depois vieram as próprias loiças que foram outrossim retiradas (não imagino sequer se serão reaproveitadas!). Só que quando arracaram uma das loiças encontraram por detrás um saco de plástico. Estranhamente. Só que este não estava completamente vazio.

Lá dentro foi achado um conjunto de notas portuguesas, que todas somadas ascenderam a 100 mil escudos ou a 500 euros na moeda actual."

Não soube que notas eram ou se ainda poderão ser trocadas, tendo em conta o tempo já decorrido, mas saber deste caso precisamente neste dia, é realmente uma enorme coincidência.

Candidatos a quê?

Vai iniciar-se mais um processo de candidaturas ao ensino superior. Uma etapa obrigatória para quem deseja entrar numa faculdade e obter um curso superior.

No meu tempo de juventude poucos foram os que seguiram para as faculdades. A maioria, assim que terminou o ensino secundário, ingressou no mercado de trabalho.

Sei também, por experiência própria, que naquela altura a exigência de grandes estudos por parte das entidades patronais era bem menor. Actualmente aquela visão seria impensável.

Há no entanto, neste processo, algo que me faz pensar alto e que se prende com a quantidade de vagas e de cursos disponíveis. É que bem feitas as contas são mais de 50 mil vagas para o ensino superior. Terá Portugal mercado laborar para acomodar estes futuros licenciados, daqui a uma mão cheia de anos?

Sei que muitos deles desistirão pelo caminho, mas seja como for ainda assim acredito que alguns milhares passarão a estar disponíveis para trabalhar daqui a pouco tempo. Sem qualquer experiência de vida, sem perceberem muito bem o que irão fazer, sem consciência do que é o mercado laboral.

Deste modo muitas empresas irão aproveitar-se de uma série de jovens, ávidos de ganharem uns tostões, sem todavia perceberem muito bem onde se meteram.

Resumindo, estes estudantes que amanhã se irão apresentar a concurso, serão verdadeiramente candidatos a quê?

Martin Landau - o meu comandante!

Morreu hoje um dos actores da minha juventude.

Naquele tempo todos ousavámos pensar que um dia poderíamos ser como Capitão John Koenig e viajar pelo espaço como se fossemos à Ericeira e voltássemos. Estávamos nos anos setenta e a televisão ainda era a preto e branco.

Mas Martin Landau foi muito mais que o comandante da base lunar Alfa. Ele foi actor em Missão Impossível na versão dos anos sessenta e viria já nos anos noventa finalmente a ganhar um óscar como melhor actor secundário, no entanto só o conseguindo à terceira nomeação.

Posto isto... regresso à saudade que me deixa este enorme actor.

Será para sempre o meu comandante...

 

Mantin_Landau.jpg

 

Quiçá um dia…

Este filme definitivamente, marcou-me. De tal forma que me deixou a pensar!

Acima de tudo pela simples questão levantada: qual será um dia o meu epitáfio? Que dirão ou escreverão de mim? Porque em breves palavras podemos dizer tudo de alguém. Isso é certo!

Obviamente que para isso é necessário ter conhecido a fundo a pessoa ou no mínimo reconhecer a sua influência, enquanto ser vivente.

Bom… conquanto alguns prefeririam claramente uma descrição exaustiva das suas inúmeras obras terrenas, eu preferiria que no meu epitáfio existisse somente o adjectivo… bom!

De bom pai, bom filho, bom marido, bom colega, bom escritor, bom sportinguista…

Mas acima de tudo gostaria de lá saber inscrito a expressão… bom homem!

A vida é uma breve passagem e o que cá ficará de nós, para além dos descendentes, será a forma como influenciámos os outros, no melhor e no pior sentido. Gostaria de ser recordado como alguém bem adjectivado. Não por favor, mas por mera competência.

Por acaso preocupa-me este tema…

Será da idade?

Dia de trabalho em família

Após longas horas de trabalho regresso por breves momentos aqui à escrita.

Ontem havia aqui avisado. Hoje foram (só) treze candeeiros montados. Com as respectivas medições e furos, para tudo ficar como deve ser.

Actualmente montar uma casa não é nada fácil. Ainda por cima quando se passa de um apartamento pequeno para uma moradia com muitas salas.

A família esteve toda presente e ajudámos no que pudemos, cada uma à sua singela maneira.

Já noite jantámos todos pizza.

E mesmo cansados ainda conseguimos rir.

É optimo vivermos estes momentos. Recordações quiçá breves mas que ficarão para sempre

 

Ontem, hoje e amanhã

Se ontem foi um dia estranho pela catadupa de acontecimentos, a maioria pouco simpáticos, o dia de hoje não o foi menos com novos desenvolvimentos também mais ou menos bizarros.

Sou um homem de emoções e desde há muitos anos que perdi a vergonha de chorar em público. Dizem os mais antigos que chorar lava a alma. Imagino que sim. E hoje acabei por verter uma lágrima... onde não devia.

Mas pronto... amanhã já é sábado e vou ajudar o meu filho mais velho a montar os candeiros naquela que será brevemente a sua nova casa.

 

Só sei que nada fui... ou serei!

Sei que a seguir a um dia… invariavelmente vem outro!

Sei também que não sou senhor de (quase) nada. Ou serei naturalmente dono dos meus sonhos e do meu passado.

Sei outrossim que o caminho faz-se caminhando, com maior ou menor alegria, é o meu destino.

Sei que nunca poderei mudar o mundo nem as pessoas.

Sei que a força de um homem não está nos braços que erguem a enxada, mas no tamanho do chão cavado.

Sei que não viverei para sempre, mas gostaria de ser exemplo para os vindouros.

Sei que devo muito a muita gente e muito pouco a mim mesmo.

Mas não sei que caminho terei para desbravar.

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