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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O que andei e ando a ler

Acabei hoje de ler uma obra que já havia lido há muuuuuitos anos. E da qual já pouco ou nada recordava.

Chama-se Lisboa em Camisa foi escrita por Gervásio Lobato e retrata a aventura duma família da média burguesia de Lisboa.

lx_camisa (1).jpg

 

Situações pitorescas, amores e ódios, penetras e todo um conjunto de personagens muito bem construídas. Com um humor mordaz e claramente bem conseguido.

Continuo assim a ler livros mais antigos.

Olho agora a estante do meu escritório e tenho dúvidas na próxima escolha.

Provavelmente outra releitura. Opto então por "O Trigo e o Joio" de Fernando Namora.

Conhecem?

trigo_joio.jpg

 

O que andei e ando a ler

Acabei hoje de ler uma obra que já havia lido há muuuuuitos anos. E da qual já pouco ou nada recordava.

Chama-se Lisboa em Camisa foi escrita por Gervásio Lobato e retrata a aventura duma família da média burguesia de Lisboa.

lx_camisa (1).jpg

 

Situações pitorescas, amores e ódios, penetras e todo um conjunto de personagens muito bem construídas. Com um humor mordaz e claramente bem conseguido.

Continuo assim a ler livros mais antigos.

Olho agora a estante do meu escritório e tenho dúvidas na próxima escolha.

Provavelmente outra releitura. Opto por "O Trigo e o Joio" de Fernando Namora.

Conhecem?

 

Convite inesperado!

O mundo da blogosfera é assim uma espécie de "nuvem" onde muita gente se conhece virtualmente mas poucas de forma visual, palpável, isto é, comento e sou comentado mas não sei quem é a pessoa fisicamente e normalmente nunca a verei.

Por isso há quem queira, e bem, associar blogues a pessoas reais. Há entre todos nós muitas coisas em comum, muitas ideias a serem debatidas, muitos desejos semelhantes.

Então, nada melhor que um belo convívio para debater pensamentos. Deste modo quando recebi o convite da Maria para participar num encontro de bloguers aceitei logo. Logo eu que sou um tagarela por excelência...

Todavia reconheço com alguma singeleza que este convite, que me foi dirigido, foi totalmente inesperado. Sinto-me deveras lisonhjeado.

Portanto dia 8 de Outubro, lá estarei!

Muito obrigado a quem se lembrou de mim! Tentarei não defraudar ninguém.

A gente lê-se por aí!

 

Prevenção a quanto obrigas!

A prevenção, tal como a palavra o exige, deve fazer-se para prevenir. Ora, se para os incêndios aquela deu no que deu, com as nefastas consequências que todos infelizmente sabemos e ainda estamos no ínicio do Verão, creio que não seria dispiciente começar-se a pensar já no... próximo Inverno.

Ah pois... daqui a uns meses Iniciam-se es estações do Outono e do Inverno e com elas podem surgir fortes chuvadas que, ao contrário do fogo que se apaga com água, esta não tem antídotos. Leva tudo o que apanha pela frente (ainda estão recordados do Funchal em 2010?).

Deste modo coloco uma simples questão: será que alguém já reparou nas sarjetas no local onde mora? Se estão limpas, desentupidas? Pois... provavelmente não reparou. E os Serviços Municipalizados também não. O usual!

Só para dar um exemplo, à minha porta existem duas sargetas, uma em cada lado da rua. A do meu lado está completamente destapada sem haver qualquer perigo de entupimento. A maioria das vezes sou eu que o faço sem qualquer problema. Todavia a do outro lado parece um pequeno canteiro que até flores tem.

Resumindo... passado o Verão quente ou não, temos o Outono e o Inverno sem que ninguém, que eu visse até hoje, se preocupasse em prevenir eventuais inundações.

Se lá chegarmos e tivermos umas bátegas de água fortes com as sargetas entupidas como estão, provavelmente iremos ter grandes inundações. Com os inerentes e graves prejuízos.

Depois virá legislação e mais legislação para... nada acontecer como habitualmente, pois não é a legislação que evitará as inundações, os incêndios e outros desmandos (quase) naturais.

Só o verdadeiro e eficaz trabalho de prevenção. E esse, sinceramente, ninguém quer ter!

 

Branduras de Santos Populares

Há uns anos fui passar férias ao Algarve, como qualquer bom português que se preze.

Os meus miúdos eram pequenos, a escola havia acabado e o preço do alojamento mais barato. Assim aproveitei o final de Junho e início de Julho para gozar 15 dias de férias no "reino dos Algarves".

Cheguei a um sábado e logo nesse dia tentei inteirar-me da logística do local no que respeita a refeições já que estava preparado para confeccionar no apartamento.

Soube que o pão era vendido à entrada do empreendimento turístico de manhã cedo. No dia seguinte que era Domingo e levantei-me para ir buscar o dito pão. Ao portão encontrei diversas pessoaas que aguardavam também o padeiro.

O dia acordou sombrio, triste, cinzento. Se bem que não estivesse frio, estranhei aquela frescura da manhã. A carrinha apareceu e lá comprei o pão que achei suficiente. Mas tive de perguntar maiss a brincar que a sério:

- Mas que tempo é este aqui no Algarve? Vem uma pessoa de tão longe para passar férias ao Sol e apanha este tempo.

O padeiro teve logo resposta:

- Isto é a brandura do S. Pedro que é para apanhar os tremoços.

E partiu sem dizer mais nada.

Como sei a forma de colher os tremoços percebi automaticamente aquelas palavras.

Curiosamente lembrei-me este fim de semana, daquelas palavras algarvias, tal esteve o tempo por aqui!

Só que desta vez a brandura não foi do S. Pedro mas do S.João!

Isto é normal?

Estar deitado na praia e à chuva?

Foi o que me aconteceu hoje. O céu plúmbeo adivinhava borrasca. E ela veio em forma de uma chuva, que não sendo grossa... incomodava.

Vi muita gente partir do areal. Nós ficámos. E resistimos.

Veio depois o Sol quente e novamente a chuva. Desta vez em simultâneo.

Decididamente este tempo já não é como antigamente.

Noite de cinema!

Havia alguns tempos que não ía ao cinema. Os dias têm sido longos, chatos, preocupantes e deste modo decidi ver algo que fosse engraçado sem ser demasiado infantil.

Ora em cartaz e dentro destes pressupostos só havia o "Pirata das Caraíbas" já na sua quinta sequela. Relembro que o primeiro filme desta série, com o título "A Maldição do Pérola Negra", remonta ao ano 2003. Parece que foi ontem!

Entretanto o filme de hoje não roda tanto à volta do pirata Jack Sparrow (Jonnhy Depp) como seria de esperar, mas do que a sua personagem representa. Este espécie de episódio cheirou, deste modo, ao desmanchar de uma feira.

O "Pérola Negra", navio do pirata mais conhecido do cinema e que estava amaldiçoado dentro de uma garrafa, libertou-se desta, assim como Will Turner fora outrossim amaldiçoado e foi o filho que neste episódio libertou o pai da maldição. E claro outras maldições.

Mais um filme repleto de acção que, acima de tudo, entretem.

Era somente disso que necessitava esta noite.

Tela humana ou dar sangue não é fixe?

Um destes dias um boa amiga comunicava-me que havia sido tela para uma tatuagem.

Na nossa troca de mensagens perguntou-me o que achava da sua opção. Eu disse-lhe que achava engraçado embora eu jamais o fizesse.

Ela acabou por escrever um texto no seu blogue que até foi destacado e portanto a nossa conversa acabou aqui. 

Hoje tive que ir a uma consulta e apanhei o metro por ser obviamente mais rápido de chegar. Muitos turistas como agora é usual, muita juventude e obviamente muitos idosos. Uma miscelânia que é actualmente comum ver-se na nossa cidade.

Mesmo assim acabei por me sentar. Sem muito com que me preocupar até chegar ao destino fui-me actualizando com as notícias. O metro pára numa estação onde sai e entra muita gente. Uma jovem vem então sentar-se a meu lado. Tem um aspecto fresco, saudável e carrega uma mochila que aparenta ser pesada.

Por fim reparo que tem os braços repletos de diversas tatuagens. Está também ligada ao telemóvel e vai-se rindo, provavelmente com as mensagens que vai trocando.

Este é o cenário... Segue agora o meu pensamento.

Pelo que sei, quem tem tatuagens não pode ser dador de sangue. Nunca percebi porquê, mas não pode. Assim ao olhar para a mocita tão engraçada e com aspecto tão saudável perguntei a mim mesmo como alguém prefere usar a sua pele como tela para uma tatuagem, a ter que dar sangue, tão necessário a tanta gente?

Creio que as campanhas de dádiva de sangue tão frequentes também deviam esclarecer isso. Porque há provavelmente quem não saiba e continue a tatuar-se pensando que poderá num futuro ser doador.

O meu epílogo!

Daqui a muuuuuuuuuuuuitos anos, quando Portugal for um imenso deserto e alguém observar fotografias e filmes dos últimos acontecimentos, perguntará:

- Como deixaram que isto acontecesse?

As verdadeiras respostas, todavia, nunca serão totalmente dadas.

Provavelmente escrever-se-ão inúmeros tratados filosóficos elevando, com toda a justiça, o bombeiro Gonçalo a herói, por ter tentado ingloriamente salvar as pessoas à custa da sua própria vida. Publicar-se-ão extensos relatórios desenvolvendo excelentes teorias de como tudo poderia ter sido evitado. DIscurtir-se-ão, em sede universitária, longuíssimas teses de mestrado sobre o invulgar fenómeno "downburst" que tudo derreteu.

Mas ninguém se irá lembrar deste fim de semana. Como já se esqueceu Alcafache ou a ponte de Entre-os-Rios.

Porque a mente humana serve unicamente para equecer!

 

Nota do autor: não pretendo escrever mais sobre este triste assunto. Dói-me demais.

A gente lê-se por aí!

Ontem e hoje

Ontem continuei a obrigar-me a ver os noticiários. Acima de tudo para perceber como estavam a correr as coisas e como a sociedade política ia reagindo aos nefastos acontecimentos.

A determinada altura dei por mim a escutar esta fantástica frase de um comentador televisivo:

"O Estado deverá expropiar as terras que não são limpas pelos donos".

Ora bom... isto dito assim, num horário nobre, até pode fazer com que muita gente concorde e ache bem. Todavia, e conhecendo eu como conheço o panorama luso no que diz respeito aos Sapadores, só me apeteceu sová-lo selvaticamente. Fi-lo ainda assim mentalmente...

Há uns anos, não muitos, contratei na aldeia uma equipa de cinco Sapadores para limparem uma pequena mata. Combinados os preços da mão de obra e os dias de trabalho eis que surge um pedido estranho. Um deles solicitou que lhe adiantássemos algum dinheiro pois havia alguns meses que não recebiam o seu vencimento e já deviam muito dinheiro no posto da gasolina mais próximo.

Nessa altura peguei em mil euros e entreguei-lhes de forma a que pudessem fazer o dito trabalho. No final acertámos as contas.

Entretanto hoje li, nalgumas plataformas, que no Minho mais equipas de Sapadores não saíram por não terem viatura por estar avariada e não haver dinheiro para a reparar. Mais... alguns também ainda não haviam recebido o vencimento de alguns meses.

Perante estes factos como pode vir alguém para a televisão dizer que o Estado fará melhor trabalho que os particulares? Se nem para o mínimo há dinheiro... Ou será que sou só eu que estou a ver mal?

Seria bom que os comentadores antes de dizerem disparates se munissem de toda a informação possível. Só depois é que deviam falar.

Somos donos dos nossos silêncios e reféns das nossas palavras. Será bom nunca esquecer!

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