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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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As (minhas) férias perfeitas

Agora que estou a pouco mais de duas semanas de ir de férias, dei por mim a questionar como deveriam ser para se tornarem as férias perfeitas?

Pergunta (muito) fácil mas com respostas no mínimo... complicadas! É que eu não sou nada fácil de contentar...

Se ir de férias já é só por si uma coisa boa, sem horas para me levantar e deitar nem horários para cumprir, torna-se complicado escolher algo para as tornar ainda mais apetecívéis.

Devagar vou assim desembrulhando alguns tópicos para que as minhas férias se tornassem perfeitas.

Eis então os meus desejos:

 

1 - No mínimo deveria ter um mês de férias seguido (já o fiz por uma única vez e soube-me divinalmente!);

2 - Não fazer rigorosamente nada, seja pequeno-almoço, almoço ou jantar;

3 - Comer e beber o que mais me apetecesse sem que nada disso me fizesse engordar;

4 - Viajar pelo país não indo eu a conduzir de forma a poder observar como deveria ser as belas paisagens do nosso país;

5 - Poder dormir livremente ao sol na praia sem ter receio de apanhar uma insolação ou coisa pior;

6 - Partir num cruzeiro ao norte da Europa;

7 - Conseguir ler toda a resma de livros que tenho enfileirados;

8 - Acabar uma quantidade de projectos de escrita começados e jamais continuados;

9 - Conseguir amagrecer o suficiente de forma a sair da faixa dos pré-obesos;

10 - Manter a saúde física e mental para poder gozar todos os dias de férias com imenso prazer.

 

Dez desejos que sei de antemão impossíveis de realizar! No entanto deixem-me sonhar, sim?

Mais uma coisa... Em todos aqueles momentos deveria estar rodeado da minha mulher e dos meus filhos. Só assim teriam um sabor intenso a... felicidade!

 

E vocês já pensaram do que necessitam para as férias serem perfeitas?

Ainda o concerto de ontem...

É pena que os telemóveis só tenham competência para tirar "selfies". De outra forma o video que apresento teria outra qualidade. Ainda assim vale a pena ouvir. A última música de um concerto memorável e inesquecível.

Já escrevi mas não me canso de o dizer: foi o melhor espectáculo que vi e ouvi. A emoção de ver e ouvir ao vivo algumas músicas que, durante tantos e tantos anos, me habituei a escutar em CD, foi enorme.

Fica então este pobre registo.

 

 

 

 

 

Mark Knopfler - a qualidade não engana!

Já vi muitos concertos de muitas bandas, mas o  desta noite... encheu-me as medidas!

Mark Knopfler e a sua banda, que não os Dire Straits, foi igual a si próprio. E se alguém porventura ainda duvidasse do que o músico escocês ainda tem para dar à música e a todos nós, bastava terem assistido ao espectáculo de ontem para perceberem que temos homem. E por muito tempo!

Intimista, suave quanto baste, poderoso quando necessário, o compositor de "Sultans of Swing" não deixou os seus créditos por mãos alheias e brindou os milhares de espectadores, que se juntaram no Estádio Municipal de Oeiras, com excelentes músicas, algumas do novo disco e outras bem mais conhecidas. Criou logo de ínício uma interactividade com o público presente que só correu a seu favor.

A banda que acompanhou Knopfler mostrou estar à altura do homem da faixa vermelha, não se intimidando nem com o público nem com o artista principal.

Foram momentos memoráveis difíceis de esquecer.

Pena não poder levar a minha máquna fotográfica de forma a ilustrar este texto. Mas certamente no Youtube não faltarão videos demonstrativos.

Que belíssimo serão!

Só mais uma coisa... Tirando alguns concertos de música clássica, este foi, quiçá, o concerto onde a média de idade dos espectadores presentes rondava a minha. 

 

É hoje, é hoje , é hoje!

Desde Fevereiro passado que ando a aguardar por este dia. Dois bilhetes que me darão e ao meu filho mais novo acesso ao concerto que Mark Knopfler irá brindar os espectadores no "EDP Cool Jazz".

O ex lider dos Dire Straits está em Portugal. Um espectáculo pelo que sei já esgotado e que vai levar diferentes gerações a ver e ouvir o homem de "Money for Nothing".

Durante muitos anos escusei-me de ouvir Dire Straits, nem sei bem porquê. Só muito mais tarde abordei o album "Alchemy" e... fiquei rendido! E tão rendido que vou estar hoje no Oeiras Parque exclusivamente para ver e ouvir Knopfler.

Não é usual deixar aqui videos mas este, creio, que vale a pena ser visto e ouvido!

 

 

 

Escrever também é isto!

Sou geralmente uma pessoa atenta ao que me rodeia, seja para o bem ou para o menos belo, pois tudo faz parte da nossa vida.

Todavia ninguém se faz. O melhor que nos vai acontecendo é irmos conhecendo-nos conquanto o que nos vai surgindo pelos trilhos da vida.

Deste modo, no mais de meio século de vida que já vivi, algumas coisas mais ou menos estranhas me têm acontecido. Desde retirar um homem morto de um carro acidentado sem saber queo estava, a tirar um camponês das forcas duma oliveira a arder livrando-o da morte certa, até ajudar um amigo, sofredor de esclerose múltipla, a sentar-se na sanita para as suas necessidades, concluo que a minha experiência de vida tem sido uma dádiva.

Num dos meus últimos posts decrevi num comentário um caso passado comigo. Porém logo veio alguém duvidar das minhas palavras através de uma resposta. Como não tenho o hábito de moderar os comentários, este entrou directo para a costumada caixa. Levou o troco que merecia com elevação, pois não sei responder de outra forma!

Mas este comentário despertou-me para a realidade e consciência que muita gente que aqui voluntariamente me visita, pensará que aquilo que aqui escrevo é fruto de uma imaginação fértil. Tomara! Na realidade nem na minha mais avançada ideia jamais desencantaria o que tenho vivido e observado.

Se acreditam ou não nem quero saber... Apenas coloco aqui o meu testemunho para que possa servir de exemplo para outras pessoas. E se nessas houver somente uma, que deixe de olhar o mundo de forma indiferente e passe olhar como eu olho, repito uma pessoa apenas, morrerei feliz porque valeu a pena escrever!

Neura!

Desde ontem que ando com uma neura que nem digo nada!

Este imbecil que aqui escreve, displicente e descuidado, "derreteu" na tarde de ontem um telemóvel novinho.

A irritação apoderou-se de mim de tal forma que só me apeteceu autoflagelar-me.

Eu sei, eu sei que objectos são objectos e que as pessoas é que são importantes, mas não posso deixar de me criticar por uma postura tão pouco responsável!

Se fosse um dos meus filhos havia raspaneta pela certa.

Mas o pior de tudo é que eu não posso atirar as culpas do acontecido para cima das teorias de azar ou falta de sorte. Para falar verdade coloquei-me a jeito para o que viria a acontecer!

Há que aprender, portanto! E claro, mandar arranjar o aparelho...

Amor de mãe!

A maternidade é, nos nossos dias, um momento muito especial. Para os familiares próximos, para o pai mas sobretudo para a mãe. E então se for a primeira vez... Tudo é novidade, ventura e aventura, desassossego permenente!

Hoje uma recente mãe fez anos! Festa em família, como não podia deixar de ser, o bebé foi sem dúvida alguma o centro das atenções. Até nas prendas...

Um desenho do menino nos braços da jovem mãe, reproduzindo fielmente uma foto tirada havia umas duas semanas, gerou uma torrente de lágrimas por parte da aniversariante. Um gesto que os mais velhos compreenderam e aceitaram. Todavia estas lágrimas são antes de mais o assumir real e genuíno do amor de uma mãe pelo seu rebento.

E quer queiram quer não, jamais haverá amor como este!

O Beijo!

 

Quando vi este quadro em Viena nem acreditei... "O Beijo" de Gustavo Klimt? Não podia ser...

Mas era!

Esta belíssima imagem pintada pelo grande mestre austríaco não vale só pela técnica e beleza das cores e formas, mas acima de tudo pelo... gesto. E que gesto...

O beijo é, na minha modesta opinião, o mais singular, mais genuíno e a mais pura demonstração de sentimentos por parte do ser humano. Nele pode-se condensar tudo: amizade, carinho, ternura, paixão, amor. Até alegria e felicidade.

Se o beijo de mãe ao seu filho é deveras belo e pictórico mais bonito é o beijo duma avó ao seu neto. Dado assim, sem razão aparente, unicamente por ser ser avó. São sempre breves os momentos de profundíssima ternura. Mas claramente intensos...

É uma oferta e um desejo. Uma esperança e um delírio. Uma realidade e um sonho.

Tudo misturado num só gesto.

O beijo... esse tradutor físico de sensações e desenganos. Todavia perfeito!

 

Nós "teres" humanos

Conheci em tempos um homem em que uma das suas principais características era a avareza.

Solteiro, sem descendentes, viveu numa velha casa que herdara e que necessitara de remodelações que ele obviamente nunca fez. Certa tarde perguntei-lhe:

- Responda-me lá a esta pergunta: para que quer o dinheiro se não tem descendentes a quem deixar o património? O dinheiro serve para ganhar, poupar algum mas poder gastar algum em nosso proveito...

Resposta pronta:

- Tomara tu teres tanto prazer ao gastares o dinheiro que ganhas como eu tenho no dinheiro que poupo.

Com esta declaração perdi claramente a peleja.

A verdade é que quando morreu foi o Lar de idosos da região o grande beneficiado do testamento. Pelo menos isso...

Apresentei esta estória para de alguma forma ilustrar a diferença de mentalidades que vamos assistindo na nossa sociedade. Em tempos todos poupavam. Sabiam que um dia, sem quaisquer reformas ou pensões, haveriam de se socorrer do pequeno pecúlio amealhado toda uma vida, para sobreviver.

Hoje porém tudo é diferente! E quase ninguém se preocupa em poupar seja o que for. O que conta realmente não é o que sou mas aquilo que tenho. O consumismo desenfreado criou uma sociedade que olha muito mais para o seu umbigo do que para o problema do vizinho: "Está muito mal? Coitado! Não fumasse e bebesse tanto!"

Alguém disse um dia que nós não somos "teres" humanos mas seres humanos. Na verdade nós não temos rigorosamente nada. Somos somente guardadores ou fiéis depositários, pois com a morte os bens são transferidos para outro e mais tarde para outros e assim sucessivamente.

E quem julga que a vida não é assim está redondamente enganado. Tudo é normamente efémero.

Os tais "teres" humanos em que nos tornámos são fruto desta época que olha unicamente ao que tenho e não ao que sou.

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