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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Deixem cair a Grécia!

Será fácil chegar aqui escrever e dizer mal de toda a Europa. Uns patifes, estes europeus que querem tramar a Grécia. Uns malandros, egoístas, capitalistas sem coração.

Pois é fácil dizer isto não é?

Mas eu que sou do contra concordo que a Grécia deve sair do Euro (para mim nunca devia ter entrado, mas isso são outros 500 paus!!!). Considero injusto que os portugueses tenham sofrido as agruras duma austeridade e agora vem aquele país "azulinho" dizer que não aceita as condições que o Eurogrupo lhe propõe. Pelo visto Portugal é um burro de carga e eles gregos é que são os espertos...

A Grécia vive há muito, não dos rendimentos que não tem, mas das esmolas dos outros países. Não lhes interessa como o dinheiro aparece, desde que venha! Isto é... os Gregos andam a comer à custa dos outros. Não me parece de todo justo!

É sabido que a situação geo-estratégica da Grécia pode-lhe valer como um grande trunfo. Todavia não vale para sempre. E se acusam o Eurogrupo de chantagem, da mesma forma se pode acusar o governo helénico de usar a sua posição no Mediterrâneo como moeda de troca.

Não calculo nem imagino o que será da Europa no dia seguinte à saída da Grécia. Mas duma coisa estou certo: os gregos, se votaram contra o euro vão-se arrepender amargamente. Mesmo que os Russos lhes dêem a mão.

 

Ontem foi noite de teatro!

"Não sei para que serve o teatro, mas só sei que sou actor".

Esta foi para mim a verdadeira matriz da peça que ontem pude assistir no Auditório Amélia Rey Colaço em Algés.,

Uma peça de teatro onde os actores Tiago Fernandes e Pedro Giestas desenrolam um drama deveras peculiar e muito bem interpretado por ambos.

Com encenação de António Terra eis mais uma fantástica peça da Companhia de Actores.

A não perder!

 

Família quase, quase... aumentada!

Diz o povo: Parir é dor, criar é amor.

Este adágio faz todo o sentido cá em casa. Antes de ter filhos, passei pela experiência de quase educar os meus sobrinhos. Foram anos e anos a andar com eles para trás e para frente. Escola, ginástica. natação, inglês, dar-lhes banho, de comer, pô-los a dormir... enfim só não sou o progenitor. De resto...

Daí a minha relação com a minha sobrinha e o meu sobrinho ser tão próxima e efectuosa. E os meus filhos tratam e relacionam-se com os primos como irmãos se tratassem.

Temos vivido felizes assim. Hoje são todos crescidos e independentes. É a vida.

Só que a menina, sendo a mais velha, já casou e foi recentemente brindada com o dom da vida da maternidade. E está para breve a vinda ao mundo real de um benjamim. E andamos todos (muito) ansiosos.

Finalmente após uma gravidez muita complicada está quase, quase...

Tal como a fotografia abaixo documenta.

 

barriguita.jpg

 

O verdadeiro milagre da vida!

É comum dizer-se que uma imagem vale mais que 1000 palavras. 

Porém a foto abaixo não vale por 1000 mas por cem mil palavras. Não haverá gesto mais bonito que um pai a segurar pela primeira vez a mão da sua filha recém nascida.

Ao pai, um amigo de longuíssima data, o meu abraço de profunda amizade.

Há na vida momentos felizes. Este é, sem dúvioda, um deles!

 

Nova imagem (3).jpg

 

Aceitar! - Parte 2

A Golimix respondeu a este texto com um comentário que abaixo transcrevo (com a devida e natural vénia e agradecimento). É um exemplo como aceitar está intimimamente ligado a... lutar. E unida outrossim ao inconformismo.

Eis o naco de bela prosa:

Sabes também eu sofro de um problema de saúde. Se procurares por dor no meu blogue encontras alguma coisa. Já falei para aí uma três ou quatro vezes no assunto. Isto para te dizer que a vida torce-nos as coisas e cabe-nos fazer a tal limonada com os limões, ou seja a aceitar e lutar com as armas que se tem. Ou então ficar azedo e resmungar.

Aqui há uns dias uma colega de trabalho, que só está há dois anos no serviço, não sabia que tenho dor crónica. Sabia que tenho alguns problemas com o braço mas só. Na conversa comigo ele perguntava espantada.
- Mas tens dor 24 horas por dia?
- (eu) Sim. Alguns momentos mais suportável e outros menos.
- Mas como é que consegues não demonstrar, e mesmo assim fazeres por trabalhar, arranjares maneira de sorrir e tudo?
- (eu) Se a dor estiver no suportável consigo, já que não me adianta absolutamente nada dizer que tenho dor, pensar que tenho dor, e viver para essa dor. É ela que vive comigo, não eu com ela. Aceito-a. Mas não gosto dela, tento livrar-me dela com vários tratamentos mais invasivos. Um dos quais, da última vez, correu muito mal e em vez de descer na escala de dor subi e esta passou ao insuportável todo o dia atirando-me outra vez para casa. Deprimi uns dias. Claro! Foi uma grande pancada que levei depois de uma luta enorme para chegar onde cheguei. Mas tive que erguer a cabeça aceitar e lutar.

Aceitar não é conformar, é viver com algo sem rancor, sem vingança, sem raiva. E lutando sempre pelos nossos sonhos mas com o coração limpo.

E em psicologia de dor, na consulta de dor, é uma das primeiras técnicas que se trabalha. Aceitar a dor.

 

Mais uma vez muito obrigado pela tua partilha. 

Aceitar!

Este tema veio à ideia após um comentário num pequeno texto que escrevi num outro blogue (eu avisei-te Golimix!!!!).

Aceitar é porventura a melhor forma de vivermos felizes... Ou melhor... se não formos completameente felizes pelo menos brandamente infelizes.

Durante toda a vida aceitei (mesmo que muitas vezes contrariado) o que o destino, fado, quimera, o que lhe quiserem chamar me reservou.

Sou filho único e mesmo que quisesse um irmão, como naquele tempo vinham da França e como o meu pai estava em Angola, tornava-se difícil. E assim fiquei sozinho. E aceitei...

Quando me perguntam qual o meu momento mais feliz na infância respondo sempre com o seguinte: o dia em que deixei de ser criança! Deste tempo, quase sempre de descoberta da vida e de aventuras não guardo gratas recordações. Mas aceitei...

Já "espigadote" tive a minha primeira paixão. Daquelas que nunca mais se têm... Mas enchi-me de coragem e falei-lhe da minha paixão que ela naturalmente recusou. E eu aceitei!

Muitos anos mais tarde e com outros caminhos trilhados ofereceram-me um trabalho numa livraria. Aceitei!

O tempo não parou e acabei por ir para a empresa onde ainda estou hoje. Aceitando...

Tive dois filhos mui diferentes em tudo. E aceitei!

A cegueira de uma vista e a surdez de um ouvido, com dois AVC's pelo meio também fazem parte da minha vida. Claro que aceitei!

Assim sendo direi apenas que a minha génese é aceitar! Sempre!

Vivo mais feliz? Não sei. Porque nunca vivi sem nunca saber aceitar.

Não havia necessidade!

Há pessoas que fazem determinadas observações que parecem assim à primeira vista inocentes mas que inocentes não têm nada.

Foi o caso da Presidente do FMI, Christine Lagarde, que em declarações públicas disse qualquer coisa como: temos de nos reunir como adultos.

Quando ouvi isto estranhei e tenho andado o dia todo a matutar nisto.

De súbito fez-se luz... As palavras tinham um destinatário: o governo Grego.

De forma subtil a ex-ministra das finanças francesa deu uma alfinetada a Trsipras e a Varoufakis tendo em conta a relutância das suas posições.

Realmente não havia necessidade!

País de contrastes

Ontem fui à apresentação de uma marca de relógios suiços todos feitos à mão.

Como é obvio o valor de aquisição destes medidores de tempo ultrapassa em muito o preço considerado normal. São necessários muitos euros para se conseguir comprar um exemplar.

Costumo dizer que "tenho bom gosto, não tenho dinheiro para ele". E na tarde passada descobri como esta minha visão é tão real..

No que foi o salão nobre do antigo Ministério da Administração Interna e hoje um estabelecimento hoteleiro, foram apresentados os novos modelos de relógios de uma marca de excelência.

No evento estavam também presentes os maiores coleccionadores de relógios que por sua vez traziam no pulso exemplares únicos e olimpicamente caros.

Já tarde fiquei a pensar como é que num país carregado de desemprego, com muita gente a fazer contas aos parcos tostões que auferem, há quem se digne gastar milhares de euros num relógio.

Portugal será sempre um país de (grandes) contrastes.

 

 

 

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