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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma questão de nomes?

O nosso nome próprio é algo que nos identifica mas claramente não nos define. Isso é ponto assente!

E não vale a pena andarem a fazer slides com as definições de nomes, e a enviá-las por mail, que não vale a pena, porque nada (ou tudo?) corresponde à realidade de cada um. Nem todos os Franciscos são Papas, nem todos os Cavacos são Presidentes (neste último caso nos anos oitenta havia uma irmandade de Cavacos altamente perigosa!), nem todos os Pedros são PM...

A cada um é obviamente dado um nome e com o qual será conhecido, por escolha de pais, padrinhos, tios, avós ou somente por tradição familiar... Mas é aqui, nesta opção, que reside muitas vezes o cerne da questão. Há pais que julgam que as suas crianças o serão para toda a vida, sem direito a crescer ou a ter opiniões. E espetam-lhes com os nomes mais estapafúrdios que podemos imaginar, olvidando que a criança irá lidar com essa não decisão da sua parte, para o resto da vida.

Entendo que muitos pais não pretendam dar um nome corriqueiro aos filhos, bem pelo contrário. Estão no seu natural direito. Todavia há opções.. que parecem tiradas duma qualquer personagem dos livros de aventuras de Harry Porter.

Ora é aqui que toca o grande ponto. As crianças são geralmente muito francas e quiçá cruéis. De tal forma quando apanham algum nome menos normal, tendem a distorcê-lo e a usá-lo quase como arma de arremesso. (O princípo do bullying?)

Compreendo que o nome para um filho não é escolher um modelo ou cor de um carro, mas algo que vai perdurar para toda a vida e é por isso que este assunto deve ser discutido em família, pesando todos os prós e contras dessa decisão.

Portanto homens e mulheres, prestes a serem pais e mães, pensem bem que nome querem dar aos vossos filhos... para que mais tarde não se arrependam amargamente dessa (má) decisão.

Rever amigos

"Foi bonita a festa, pá", disse Chico Buarque numa canção com óbvias referências ao 25 de Abril de 1974.

E curiosamente resume-se naquele verso o meu fim de tarde de ontem e início da noite.

Um mês após a nossa partida para Fátima foi fantástico rever tanta gente que comigo partilhou os caminhos ao encontro de Mãe Santíssima. Companheiros nesta estrada da vida que todos palmilhamos e partilhamos.

Primeiro a eucaristia onde o Padre J. uma vez mais, nos ensinou a ver Deus através do seu filho Jesus. De seguida um jantar partilhado, com muita alegria e um belíssimo bolo da peregrinação (foto abaixo). Algumas fotos dos peregrinos, gírissimas por sinal, e finalmente as partilhas na primeira pessoa, onde cada um que falou de coração aberto da maneira como sentiu a peregrinação.

Belos testemunhos de companheiros de estrada.

A vida também é feita destes momentos inesquecíveis.

 

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Uma vez mais o meu aplauso!

Para António Barreto.

Este Sociólogo deu esta noite uma longa entrevista a um dos canais por cabo, onde falou de tudo um pouco. Especialmente de Portugal.

Barreto que até já foi Ministro da Agricultura pelo PS, demonstrou uma vez mais um invejável discernimento e uma profunda lucidez.

Num país sempre em busca de referências positivas António Barreto continua a ser uma voz contra. Não do contra como muitos fazem mas somente contra.

Contra esta classe política pouco sincera e ávida de poder, contra um sistema velho e caduco e que não se autoregenera, contra a ideia pré-concebida de que os portugueses não prestam.

Com a calma e a serenidade que o caracterizam este analista respondeu a todas as questões sem receios nem tabus. Um exemplo para os actuais políticos... agora que se aproximam as eleições

Afligiu-me no entanto a sua declaração final. Disse Barreto: ...Há politicos em Portugal que usam a democracia como instrumento de despotismo".

Hoje curiosamente em dia da Liberdade fiquei deveras preocupado!

 

Fim de noite... em grande

É uma da manhã e só agora me sentei para escrever.

Esta noite fui a um concerto/espectáculo na melhor sala para se ouvir música em Lisboa: o Coliseu dos Recreios.

O convite foi-me endereçado pelo meu filho mais novo, também ele um amante de música. Aceitei logo, tanto mais que o compositor, intérpete, músico que iríamos ver é alguém que conheço vai para muitos anos. Fui durante algum tempo seu aluno, até que percebi que não tinha nem competência nem "queda" para tocar uma guitarra.

Mas a vida dá voltas e mais de uma vintena de anos depois dos meus (maus) exercícios foi a vez do infante mais novo decidir aprender viola. Ele, ao contrário de mim, tem queda, força, compeência para a coisa.

Eis-nos três (pai, mãe e filho) à porta do Coliseu, na rua das Portas de Santo Antão a aguardar que o tempo passe até que chegue a hora do espectáculo. Que começou um quarto de hora depois do que era inicialmente previsto.

A música tem quase sempre muitos condimentos mas Silvestre Fonseca é um artista na sua arte. Da sua viola saem sempre coisas e músicas com sonoridades diferentes. E outrossim dos seus amigos que o acompanharam na aventura desta noite... mágica. Ainda por cima em dia do seu aniversário!

Este professor de guitarra consegue abarcar um conjunto de escolhas músicais que percorrem o nosso imaginário. Ouviu-se um pouco de tudo, mas gostei muito da Valsa em Paris, um tema composto pelo próprio Silvestre e que saiu muito, muito bem.

António Vivalvi, Schubert, Bizet são exemplos de compositores clássicos de quem se ouviram algumas obras. Um coro infantil, outro mais velho, um tenor, uma soprano, uma orquestra de cordas e uma banda de música popular portuguesa (lembram-se dos Terra a Terra?, eram eles!) todos ajudaram a que o Concerto da Primavera fosse um grande, grande espectáculo.

Obrigado Silvestre pela bela e grande noite que (nos) proporcionaste.

 

Contra o AO... sempre!

Têm vindo a crescer diversas iniciativas contra o AO (Acordo Ortográfico), que o governo de José Sócrates insistiu em implementar em todo o país, iniciando aquela cruzada pela Administração Pública.

No entanto e ao contrário do que foi sendo dito nem todos os países lusófonos ratificaram o tal acordo. Vou até mais longe… A maioria não aplica qualquer acordo, continuando a escrever como sempre o fizeram.

Esta iniciativa ocorreu no passado dia 14 no Anfiteatro 1 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e segundo li aqui foi muito concorrida. Ainda bem!

Sinto que é tempo de dar a volta a esta espécie de erro genético. Estando ainda por explicar as verdadeiras razões que levaram alguns doutos professores da Língua Portuguesa a enveredarem por um acordo que quase ninguém entende. Nem aceita!

Fazer um referendo, como alguns pretendem sobre este assunto, parece-me despesa a mais para um país que não pode nem deve esbanjar os seus recursos financeiros, ainda por cima com um tema que não merece ser… assunto.

Assim sendo só há uma maneira de resolver o problema: revogue-se simplesmente a lei.

O prazer de escrever

Venho aqui para escrever qualquer coisa e deparo com uma informação que a imagem abaixo documenta e valida:

2000 comentários!

Nova imagem (1).bmp

 

 

Dois mil? Pensando bem... é obra!

Não minha, mas dos leitores que simpaticamente aqui foram colocando os seus pontos de vista. Nem sempre de acordo comigo, é certo, mas tal também não me preocupa por aí além, bem pelo contrário... É sempre útil ouvir e ler outras ideias.

Nunca percebi porquê mas sempre gostei de ver gráficos estatísticos. E como não podia deixar de ser, fiz um para o meu blogue.

No entanto o número de comentários que aqui aparece é inferior ao apresentado pelas estatísticas da Sapo. Mas ainda assim vale a pela ver a evolução deste espaço nos últimos anos...

 

Nova imagem.bmp

É visível o "investimento" feito nos últimos anos na escrita. Puro prazer!

Só mais uma coisa... Obrigado a todos quantos comentaram!

 

Morrer longe!

As notícias repetem-se a toda a hora: mais um naufrágio no Mediterrâneo com um número incalculável de vítimas.

Adormecemos e acordamos com este flagelo humano. Até quando? Pergunto eu.

Parece que alguém nessa Europa, tão social e tão defensora dos direitos humanos, acordou para este problema que não sendo directamente europeu nos envolve até à medula.Todavia não será já tarde demais?

Não posso admitir que, em pleno século XXI, se morra desta forma tão vil e tão pouco digna, só porque se pretende obter uma vida melhor. Mas o pior de todos este horríveis episódios está na forma como estes desgraçados negoceiam a sua travessia para a Europa com tipos sem quaisquer escrúpulos.

Vivemos tempos tristes. Não posso de maneira nenhuma aceitar que homens, mulheres e crianças sejam abandonadas ao seu destino no meio do mar. É tempo de as autoridades europeias, sejam elas quais forem, porem cobro a esta espécie de genocídio.

É certo que a Europa não tem lugares para todos mas com alguma razoabilidade poder-se-ía negociar com alguns países do Norte de África a inserção de alguns grupos na actual sociedade europeia.

Há por essa Europa fora quem olhe para este problema e assobie para o lado. Quiçá, na esperança de que tudo se resolva sozinho.  

Tecnologia ou vaidade?

Lembro-me do primeiro frigorífico lá em casa, assim como do primeiro fogão e mais tarde da primeira televisão. Destes objectos já nenhum existe, foram substituídos por outros mais modernos. Todavia duraram dezenas de anos. Recordo ainda do ferro de engomar da minha mãe, de ferro, de um fogareiro onde ardia o carvão para fazer um churrasco e de uma velha telefonia castanha em baquelite.

Meio século passado a velocidade com que trocamos de objectos, mesmo os mais caros, é deveras impressionante. Naturalmente entendo que, estando a nossa sociedade cada vez mais adaptada às novas tecnologias, estas deixaram de ser uma utilidade para ser uma espécie de estatuto de vida.

Salvas honrosas excepções a maioria das pessoas não necessita de tanta modernidade. Ter um telemóvel de última geração, um "tablet" e um portátil, e tudo ao mesmo tempo é sinal de um estatuto igual ou semelhante aos dos meus antigos colegas quando surgiam na escola com uma motorizada nova.

Tenho este portátil donde me assino e um telemóvel moderno. Mas para durarem anos até que morram de velhice informática.

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