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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Há acontecimentos...

... que se eu não presenciasse não acreditaria.

 

Seis e meia da tarde em Lisboa. O trânsito flui lento. Algumas motorizadas tricoteiam por entre os automóveis e autocarros da Carris.

 

De um parque infantil sai uma criança acompanhada da mãe e do avô. Serenamente os três afoitam-se sem receios a atravessar a rua larga e movimentada, fora da passadeira.

 

 

A meio da passagem a criança, uma menina entre os quatro e os cinco anos, resolve fazer uma birra, sabe-se lá porquê. Param a mãe e o avô no centro da via.

 

A mãe entretanto puxa a criança que continua teimosamente a gritar. Depois, da mesma que havia começado o berreiro decide atravessar o resto da estrada acompanhando os antecessores.


Em pleno século XXi jamais pensei ver uma cena destas no centro de Lisboa, em hora de ponta.. 

 

Resta-me somente uma questão: o que vai ser aquela criança quando crescer?

Governar a cidade ou o país?

Eu sei que sou do contra. Mas não me ralo! Está na minha génese ser assim!

Por isso ao contrário do que tenho lido e ouvido nem tudo é mau para o governo na vitória de ontem de António Costa.

 

Com as primárias de ontem no PS, o tabuleiro político em Portugal poderá ter mudado. Mas não muito! Uma das falhas que percebi em Costa é que este não apresentou quaisquer proposta de governação com cabeça, tronco e membros.

 

O que disse, não passou de um discurso deveras redondo repleto de boas intenções, muito à moda de anteriores candidatos a PM. Porém o país não necessita de uma "carta" programática, que não sairá da teoria, mas de atitude e acção positiva.

 

Num tempo ainda muito recente, também PPC fez este género de discurso. O problema é que da teoria e das intenções à realidade vai um passo de gigante. E parece que o futuro Secretário Geral do PS ainda não entendeu isso.

 

Falar é fácil! Demasiado até! Fazer parece-me muito mais difícil...

 

Os lisboetas não se esquecem do último Natal e o lixo que se manteve na rua durante dias. Ou será que já se esqueceram?

Um dia sem (grandes) novidades!

Há uns tempos prometi a mim mesmo que escreveria aqui todos os dias.

 

Mas hoje estava sem tema para a escrita. Na verdade:

 

  • o Costa ganhou as primárias no PS, algo que já se antevia;
  • o Seguro demitiu-se como prometeu (haja finalmente um político que faça o que promete!);
  • o dia, como de costume nas últimas semanas, pregou a partida ao chover copiosamente ao ínicio da tarde;
  • à noite tive um jantar em família para comemorar os 25 anos do infante mais novo;
  • Portugal sagrou-se campeão europeu de ténis de mesa;

Assim sendo nada melhor que um domingo sem novidades e nada de relevante para escrever!

 

 

 

 

Política de vão de escada!

Não foi inocente só ter vindo recentemente a  público a estória de PPC e da Tecnoforma.

 

Parece que a denúncia, obviamente anónima, porque "é deles o Reino dos Céus", não teve fundamento e a montanha acabou por parir um rato. Todavia na mente dos portugueses este assuntto não morreu e ficará gravado para memória futura.

 

Curiosamente ou não amanhã há primárias no PS. Os debates televisivos dos candidatos em despique por um lugar no Largo do Rato foram um "flop". Conforme as tendências jornalísticas as vitórias foram assim apresentadas. Para uns ganhou Costa, para outros o vencedor foi Seguro. Todavia nesta última semana as atenções estavam todas viradas para o duelo PPC-Oposição no que respeita aos rendimentos do Primeiro-Ministro.

 

Desta forma desviou-se o centro das atenções para temas mais ou menos marginais, em vez de se centrar nas propostas dos futuros candidatos a PM, o que me leva a pensar que em política tudo é válido!

 

Pedro Passos Coelho tem claramente os dias contados como governante e desta forma a questão principal para os portugueses deveria ser: quem se seguirá? Mas ninguém tem a coragem de a formular... Porque será?

 

 

 

Zangam-se as comadres...

... descobrem-se as verdades!

 

O ditado é antigo mas cabe perfeitameente nas personalidades de Fernando Gomes e Paulo Bento.

 

Deste último sempre achei que nunca teve estaleca para o lugar que ocupou. Ser treinador de um clube é uma coisa, da selecção outra completamente diferente.

 

Também o actual presidente da FPF não esteve à altura do lugar de dirigente que ocupa. Nesta troca de acusações "diz-que-disse-mas-não-disse-queria-dizer-outra-coisa" fica a sensação que Fernando Gomes foi quase obrigado a dispensar Paulo Bento. É o que se infere das últimas declarações do antigo treinador do Sporting, ao jornal Record, que eu li. Acredito também que este último tenha falado a verdade na entrevista que deu à RTP.

 

No entanto e no que refere ao presidente da FPF já coloco muitas reticências, sobre as suas declarações.

 

Finalmente creio que todo este quase romance de "faca e alguidar" só prejudica o actual seleccionador Nacional e obviamente o futebol lusitano.

 

 

Há dias "funnnnnntásticos"

Em trinta e cinco anos de trabalho e mais de trinta na actual entidade patronal nunca tive um dia assim! E a expressão semi-americana do título é ínfima no que respeita ao que hoje se passou.

 

Começou cedo é certo, tendo em conta a greve do Metro em Lisboa. Mas nada parou esta gente que comigo partilhou o dia.

 

Quiçá que o título devesse ser outro: "Há dias felizes" poderia ser uma hipótese ou quem sabe "DEScanço forçado" ou mesmo "Um dia no paraíso". Porém creio que o título que encima este pobre texto tipifica de uma forma concisa o que aconteceu.

 

Olvidando desde já o problema do atraso do autocarro, que atirou o início da sessão para uma hora mais tarde do que o previsto, tudo foi perfeito:

- Uma mui breve história de um departamento com os consequentes incrementos de recursos humanos (e não só);

- Um rol de actividades apresentados pelos principais responsáveis;

- Um debate deveras animado com muitas e novas ideias:

- Um ror de pensamentos e formas de ver os problemas;

- Um almoço supimpa…

 

A tarde trouxe novos debates em jeito de conclusão e uma viagem surpresa…

Pois foi. Se o dia já tinha sido bom, o final de tarde e início da noite foi a cereja no cimo do bolo. Workshop de culinária “não lembrava ao careca”. Mas caiu muuuuuuuito bem e foram momentos de verdadeiro espirito de equipa.

 

Depois… foi o jantar que o workshop desenvolveu… E estava fabuloso.

Muitas fotos, muita alegria, muita animação… e aquele brilhozinho nos olhos…

 

Um dia para jamais esquecer! Ou quem sabe, repetir…

 

 

Eu e o meu carro!

Já lá vai o tempo em que julgava que os oblectos eram mais que... objectos! Quase que acreditava que tinham vida.

 

Actualmente dou mais valor às pessoas e aos seus gestos, à sua dedicação ou empenhamento doq ue a qualquer peça ou coisa.

Naturalmente que tenho apreço por algumas coisas, que comprei com grande sacrifício ou que pura e simplesmente me foram oferecidas por alguém próximo.

 

E se, acidentalmente, algo se parte ou estraga fico obviamente triste mas aceito que nada é eterno. Nem nós!

 

Há somente algo pelo qual tenho uma estima muito grande: o meu carro!

Pode parecer parvoíce e é claramente contraditório ao que escrevi antes mas tal não me preocupa minimamente.

 

O meu carro é quiçá o objecto pelo qual tenho mais atenção e cuidado. Todavia de quando em vez lá me prega a partida e desde o princípio da semana que o meu carro parece um idoso a subir uma longa escadaria. E por isso ando (muuuuito) aborrecido.

 

Já o disse, no aconchego da família, que provavelmente não terei outra viatura, pois considero esta um "must". Tem quase tudo o que eu necessito. E não necessito de mais nada.

 

Só que desta vez deu-lhe forte e vou estar não sei quantos dias sem transporte próprio.

Ainda não saíu da garagem para a oficina e já  tenho saudades dele...

Parvoíce? Sim. Mas perfeitamente assumida!

 

Coisas de homens!

 

 

O novo seleccionador nacional

Nada me move contra o Engenheiro Fernando Santos. E gostei do tempo que ele passou no Sporting. Só que não me parece ser a pessoa certa para aquele lugar.

 

Com a entrada do ex-seleccionador da Grécia vai ser mais do mesmo, isto é, não vamos observar enormes modificações no que respeita a jogadores selecionáveis. Torna-se deveras difícil a alguém alterar o actual “status quo” da FPF.

 

Como já referi em anteriores textos, este organismo vive demasiado refém de gente a quem não interessa o futebol como desporto apenas como (bom) negócio.

 

Depois… depois há os clubes, as competições, os dirigentes, que podem não só limitar fisicamente os jogadores mas inibi-los psicologicamente de fazerem as exibições de que são capazes.

 

Será com tudo isto que Fernando Santos terá de lidar. E das duas uma: ou impõe a sua vontade criando por isso enormes inimizades, com consequências ainda imprevisíveis ou acata o que lhe forem propondo, originando que Portugal comece já a pensar na fase de apuramento para o próximo Mundial.

 

Prefiro estar muito enganado. E se assim for regressarei aqui para assumir o meu erro! Até lá deixem-me ser céptico, descrente e desconfiado... pelo menos até ao próximo jogo da selecção!

 

 

Também aqui

Vi e sinceramente não gostei!

Do terceiro debate entre Seguro e Costa.

Não vi os debates anteriores, mas li alguma coisa sobre eles. Ao que parece no primeiro ganhou o actual líder do PS, já no segundo a vantagem foi para o presidente da edilidade lisboeta.

Do debate de hoje destaco a continuada troca de acusações entre ambos, sem que isso trouxesse alguma luz à discussão. Ideias? Poucas ou quase nenhumas... As mesmas acusações, a mesma retórica, a mesmíssima falta de visão estratégica para o futuro de um país falido.

Enfim, como podem estes nomes serem responsáveis por um governo democraticamente eleito? Com qualquer um deles, sem excepção, o Partido Socialista acabará por se afogar nos seus próprios erros, dando com isso força a uma direita demasiado tecnocrática e subserviente aos interesses europeus e esperança a uma esquerda muito ortodoxa mas profundamente fiel aos seus princípios.

Ainda assim creio, contrariamente ao que já ouvi dizer sobre este debate, que Seguro pareceu-me mais calmo e sereno e senhor de si. Coisa muito rara em tal personagem!

 

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