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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um Rio de vitórias e derrotas deu... à Costa

 

Ao contrário do que ouvi ontem e já li hoje, creio que o grande vencedor destas eleições foi… Rui Rio.

 

Poderá parecer um tanto estranho alguém que não foi a sufrágio ganhar eleições. Mas se pensarmos bem, o ainda Presidente da edilidade portuense, jamais aceitou ser candidato numa outra Câmara que não fosse a do Porto e não o podendo, por motivos constitucionais, preferiu não entrar no jogo político e de enviesados interesses, que tramou a maioria dos candidatos que assim procederam.

 

Rui Rio tem vindo a ser um crítico à máquina partidária do PSD. Um pouco na onda de Santana Lopes, quando numas autárquicas ganhou a Câmara da Figueira da Foz sem qualquer ajuda do seu Partido. Assumiu publicamente o seu desacordo com a escolha pelo seu partido de Meneses para candidato à Autarquia portuense, não o apoiando formalmente. E pelos vistos tinha toda a razão. Luís Filipe Meneses não conseguiu mais que um sofrível 3º lugar, muito aquém do que esperava e desejava, deixando o partido à beira de um ataque de nervos.

 

Quanto ao PS, António José Seguro não deve cair na tentação de dizer que ganhou as eleições. Conquistou muitas Câmaras, é verdade, mas isso aconteceu mais por demérito dos partidos do governo do que mérito seu. E pior… António Costa ao ganhar Lisboa com maioria absoluta, acabou por se tornar, não um mero fantasma mas uma sombra de Seguro, e preparado para assumir, assim que puder, a liderança do PS.

 

O PCP reconquistou baluartes no Alentejo e em Loures, perdidos em anteriores autárquicas, e terá sido o que mais beneficiou nestas eleições. Já o BE continua em queda…

 

Uma vez mais o grande partido destas eleições é… a abstenção. E não foi só o mau tempo que reteve as pessoas em casa. Muitos não acreditam nestes políticos, poucos lhes reconhecem competência, para gerir uma simples freguesia, quanto mais os destinos duma Câmara.

 

Caminhamos infelizmente a passos largos para o fim da democracia, sem ser necessário uma revolução ou um golpe de estado.

A paixão do futebol!

 

Vai para mais de trinta anos, conheci muito bem um antigo Presidente do clube “Os Belenenses”, entretanto já falecido. Certa vez, num almoço informal e quase familiar, confidenciou-me: O futebol está podre. Nem imaginas o que pedem em troca de resultados.


Já naquele tempo era assim. A verdade é que aquele dirigente nunca aceitou qualquer negociação e teve severas dificuldades em manter o seu clube na primeira divisão. Mais tarde, os seus sucessores não evitaram que o clube de Belém deixasse de ser um dos quatro grandes, para passar para aquele grupo de equipas que lutam para não descer.

 

Abraço este tema após ouvir ontem as declarações do actual presidente do Benfica sobre as (más) arbitragens e as suas influências nos (maus) resultados. É bem sabido que os homens de negro vestido têm de decidir um determinado lance numa fracção de segundo. E que esse momento pode marcar indelevelmente um jogo, um resultado, uma época. Recordo-me, vai para uns anos e a título de exemplo, um lance em Alvalade envolvendo um avançado do Paços de Ferreira, que ao marcar irregularmente um golo com a mão e ao ser validado pelo árbitro João Ferreira, retirou ao Sporting um campeonato. Porém como este, muitos outros casos têm surgido com demasiada frequência, nos relvados portugueses e não só (Leche-Real Madrid na semana passada p.e.).

 

Voltando às declarações de presidentes, também Pinto da Costa, quando as coisas não correm da melhor forma para as suas cores, vem a terreiro atacar os árbitros. Ninguém, neste caso, é excepção. Nem mesmo Bruno de Carvalho na semana passada, após o empate com o Rio Ave, escapou a essa armadilha de criticar os árbitros. Um lapso que não devia repetir!

 

Porém o que escutei ontem a Vieira, sobre os árbitros, pareceu-me destituído de qualquer sensatez para não lhe chamar algo pior. Reconheço que a memória desportiva por vezes é muuuuuuito curta, especialmente quando somos nós ou o nosso clube a beneficiar dos erros. Só que, em prol da tal “verdade desportiva”, não se pode nem deve passar a atacar ferozmente um agente desportivo, apenas porque algo não (nos) correu bem!

 

Assumo aqui e sem quaisquer pruridos que o Sporting já beneficiou, esta época, de dois lances mal ajuizados pelos árbitros. Mas também já foi prejudicado. É, por assim dizer, um campeonato dentro doutro.

 

Isto também é a paixão do futebol!

Um fim de semana desportivamente... explosivo

Comecemos pela bela cidade dos Arcebispos onde dois Sportings, o da cidade e o de Portugal, se vão encontrar pela segunda vez esta época. Após a derrota no primeiro jogo, cabe ao Sporting de Lisboa mostrar que exibe de maiores pergaminhos que o seu adversário. Curiosamente ambos os treinadores presentes, treinaram recentemente as equipas contrárias. O que equivale dizer que ambos sabem (muito bem) com o que contar.

 

Todavia o futebol é pródigo em surpresas e nada está ganho por antecipação. È necessário deixar passar os noventa minutos regulamentares para se carimbar o resultado. Desejo que o futebol seja o grande vencedor, em vez dos casos de arbitragem como tem sido apanágio neste (mau) início de época.

 

Passemos a Londres. Na cidade real duas equipas treinadas por dois portugueses vão-se defrontar este sábado. Ambos com os primeiros sucessos no mesmo clube, o FCPorto,  vão-se defrontar pela primeira vez. Aluno e professor em busca da glória desportiva.

 

Se bem que em Londres a filosofia futebolística seja completamente diferente da portuguesa, a verdade é que Vilas Boas a jogar em casa contra um José Mourinho um tanto retraído terá uma oportunidade fantástica de fazer valer os dotes da sua equipa.

 

Finalmente, aqui mesmo ao lado em Madrid, mais um derby, a pedir meças ao londrino. O Atlético muito forte neste dealbar de temporada pode vir a ter o primeiro revés contra a equipa de Ronaldo. Basta para isso que a equipa de Ancelotti coloque em campo o seu melhor futebol.

 

Assim sendo, vamos ter um belíssimo fim de semana repleto de fortes emoções. Ou se calhar não…

Hoje vai ser um dia bom!

… Porque estou a celebrar a vida.

 

Faz hoje precisamente 24 anos que nasceu o Diogo, o meu filho mais novo. E quase sem perceber pelo tempo passar, eis que está ali um homem.

 

De forte carisma e personalidade, este jovem a terminar o seu mestrado é um companheiro. Tenho com ele uma relação de grande proximidade e solidariedade. Temos tido longas conversas sobre (quase) tudo com óbvias e naturais diferenças de opinião. Mas é salutar que assim seja!

 

Obstinado e teimoso, sabe bem que caminho pretende trilhar. Noto-lhe apenas alguma dificuldade em lidar com os seus próprios erros. Com uma cultura geral muito acima da média, nem parece ser um jovem desta época.

 

É uma bênção ter um filho assim.

 

Por isso deixo aqui publicamente a minha homenagem a um Homem (o agá grande é de propósito!) que é um exemplo de honestidade e verticalidade.

 

Parabéns filho. Toma apenas cuidado, porque o Mundo não está preparado para receber gente como tu!

 

Finalmente, uma música de alguém que, como tu, é hoje aniversariante.

 

Espero que gostes!

 

 

 

Merkel versus Merkel e outras considerações

 

Como é já sobejamente conhecido, a Angela Merkel sucedeu… Angela Merkel. Com ou sem maioria absoluta, a matriarca da Europa vai continuar a ditar as leis para a restante União Europeia.

 

Ainda não cheguei a entender se esta manutenção da Chanceler alemã é proveitosa ou não para Portugal. É que, bem vistas as coisas, acenaram-nos com uma ida aos mercados na passada segunda-feira e… “rien du tout”. Continuamos portanto, à espera de melhores dias ou seja, juros mais baixos.

 

A Grécia renegoceia um terceiro resgate. E de resgate em resgate o país helénico vai deixando os credores à beira de um ataque de nervos e deveras receosos de não verem um tostão dos dinheiros que emprestaram.

 

O actual governo de Pedro Passos Coelho tenta fugir a um segundo resgate, mas o mais provável é não o conseguir. A economia, mesmo crescendo a percentagem de um pelo capilar, não é suficiente para minimizar o nosso imenso défice, nas contas públicas.

 

O FMI já assumiu que a política de austeridade imposta a Portugal, destruiu um frágil tecido empresarial e com os respectivos custos económicos, sociais, políticos e acima de tudo humanos.

 

Cresce em alguns sectores a ideia de uma saída de Portugal e da Grécia do Euro! Todavia o impacto que essa decisão teria essencialmente na nossa sociedade, tornaria o nosso país perfeitamente ingovernável e sujeito às maiores atrocidades sociais que se possam imaginar.

 

Não creio, no entanto, que haja desde já esse perigo. A Alemanha tentará segurar os países europeus periféricos ou “P.I.G.S”, como chamou o Financial Times, até onde conseguir.

 

Entretanto os eurocépticos continuam atentos. E preparados!

Um homem com dois “jotas”

O caso Jorge Jesus é um perfeito exemplo daquilo que NÃO deve ser um treinador. Tivesse razão ou não, aquele cavalheiro devia, em meu entender, ter-se afastado de toda uma balbúrdia que não foi gerada por si, mas que alimentou fervorosamente.


Obviamente que os meus amigos adeptos do clube da Luz discordam veemente do que acabei de escrever. Li hoje mesmo, num jornal desportivo, a opinião de alguém que dizia que JJ apenas tentou evitar que os polícias usassem de força policial contra um adepto benfiquista. Todavia nesse mesmo jornal, Toni o carismático e antigo jogador e treinador do Benfica, acabou por tocar na ferida, ao afirmar que o actual treinador havia captado, com a sua tempestiva actuação, mais alguns adeptos.

 

Nada mais certo. A verdade é que após as últimas semanas da época passada, JJ jamais teve a maioria dos adeptos consigo. E as imagens de Cardozo a vociferar contra si, no final da taça de Portugal, também não o ajudaram.

 

Entretanto no defeso falou-se duma eventual rescisão. Mas os valores de indemnização eram tão altos que o Benfica preferiu manter o treinador, mesmo contra a vontade da maioria dos benfiquistas.

 

Com a época oficial a começar (muito) mal, com uma derrota no Marítimo, a margem de desculpa (se a havia?) para JJ desapareceu. E o empate em Alvalade, onde ganhara na última época, não apaziguou os ânimos.

 

Posto isto, Jesus sentiu necessidade de fazer renascer a áurea do homem certo no lugar certo. Assim, a ideia que perdura do jogo de Guimarães é que o treinador interveio de forma consciente mas foi, inexplicavelmente, perdendo o controlo dos seus actos.

 

Um gesto que lhe pode custar uma multa e quiçá alguma suspensão, mas com o qual recuperou o apoio dos adeptos. Não se sabe, todavia, até quando…

 

Uma última referência aos adeptos encarnados que agora defendem o seu treinador e branqueiam a sua atitude. Provavelmente muitos deles já se esqueceram do que foi dito e escrito após um célebre jogo entre o Estrela da Amadora e o Porto, com um polícia a ser literalmente abalroado por então capitão Jorge Costa. Pois eu não me esqueci!

Do futebol inglês… e não só

Desde que me conheço sempre gostei de futebol. Especialmente o inglês!

 

Recordo com alguma nostalgia, as tardes a ver as finais da Taça de Inglaterra acompanhado do meu pai, quase sempre apresentadas com pompa e circunstância pela RTP.

 

Hoje, passados alguns anos, ainda prefiro o futebol britânico ao português ou de qualquer parte do Mundo, com ou sem vedetas. E é só o Sporting que me rouba a atenção de um jogo na terra de Sua Majestade.

 

Diversas são as razões para esta minha preferência futebolística: a filosofia de jogo, as arbitragens, os adeptos, o “fairplay” e ultimamente a carreira de José Mourinho.

 

O futebol inglês exibe de uma espectacularidade difícil de se ver noutros países ou Continentes, onde o Desporto-Rei criou boas e profundas raízes. Aquela filosofia de jogo em que “marcar mais golos que os sofridos”, faz com que, à partida, os desafios raramente acabem sem golos. Há, no entanto, quem privilegie a segurança defensiva, caso da Itália. Na Alemanha o poder físico dos jogadores destaca-se ao recorte técnico. Em Espanha, pelo contrário, a técnica apurada dos atletas é deveras apreciada. E em Portugal…

 

… Em Portugal o futebol escreve-se e joga-se (infelizmente) de forma muito diferente do inglês. O que importa é o resultado final. Ganhar… apenas e só e seja a que preço for! No nosso país jamais seria possível o que um atleta fez em Inglaterra, vai para uns anos: um árbitro marcou uma grande penalidade por uma pretensa falta dentro de área, mas a suposta vítima foi lesta a esclarecer o juiz da partida que não tinha havido qualquer infracção. E o árbitro acabou por não assinalar.

 

É por estas (e por muuuuuuitas outras!) que o futebol luso tem cada vez menos adeptos, os clubes menos sócios e as SAD’s cada vez mais dívidas.

Autárquicas – o único voto de proximidade

 

Custa-me entender o intuito político de alguns comentadores televisivos. A “vontade” que estes cavalheiros têm, em colarem os resultados das próximas eleições autárquicas às más decisões deste governo, parece por demais evidente.

 

Não bastava os líderes da oposição usarem e abusarem da demagogia eleitoralista para atacar o executivo liderado por Passos Coelho, para surgirem estes profundos “senhores da verdade” alvitrando cenários num futuro que ninguém conhece.

 

É por demais sabido que as próximas eleições tendem a ser actos de proximidade. Muitos dos candidatos autárquicos pouco ou nada têm a ver com os partidos debaixo qual concorrem. Há mesmo alguns que mudam de partido para poderem continuar a concorrer. Se o presidente da Junta é alguém competente, próximo, dialogante e sério, concorra ele por que partido for e ganhará quase de certeza.

 

Para piorar aquelas previsões há que ter em conta os casos de freguesias que se fundiram, originando com isso diferentes resultados tendo como base as anteriores autárquicas.

 

Estamos pois perante um (mau) fenómeno televisivo, cada vez mais em voga e em crescendo. Fenómeno este que em nada contribuí para um melhor esclarecimentos do eleitorado, como se isso ainda fosse necessário para o mero votante luso. 

Coisas de Setembro

 

As férias acabaram,

 

a escola recomeçou (com e sem professores?),

 

o Verão despede-se com demasiado calor,

 

o Sporting já ganha jogos,

 

os candidatos às camaras podem sê-lo,

 

a Troika regressou para cortar (ainda mais) nas pensões,

 

o TC tenta governar o país,

 

Pedro Passos Coelho finge não perceber,

 

António José Seguro continua preocupado com António Costa,

 

Tony Carreira prepara mais um concerto numa qualquer arena,

 

os juros da dívida estão a subir,

 

todos os dias morre mais uma vítima dos incêndios,

 

José Mourinho com o seu Chelsea perdeu dois jogos seguidos…

 

Enfim… um mês de Setembro com (mui) poucas novidades!

 

Há meses assim!

Dos dias vividos… 1 - Aquela alegria

 

Lembro-me como se fosse hoje da sensação que me invadiu quando vi o meu primeiro artigo escrito num jornal.

 

Tremia de excitação perante o texto impresso em letras miúdas com o meu nome a assinar por baixo, a autoria da prosa. Hoje tenho a perfeita consciência que o texto era fraco, uma breve crónica, mas era algo meu que ali se mostrava a quem o quisesse ler.

 

Decorria o mês de Novembro, no já longínquo ano de 1977.

 

Curiosamente, mais de trinta anos passados, ainda sinto aquela alegria… de escrever.

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