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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Greve? Um espírito de luta pouco eficaz

 

Mais uma vez a greve que se intitulava de geral só o foi de nome, tal o número de pessoas que esta manhã se puseram a caminho para chegar ao local de trabalho. Entretanto alguns houve que apresentarem férias, descansos especiais, uma súbita doença, tentando desta forma “singular” agradar aos colegas dos piquetes de greve e ao mesmo tempo ao patronato.

 

Goste-se ou não (a maioria não gosta!) deste governo, o essencial é que ele foi eleito democraticamente pelos portugueses. Contudo dir-me-ão: “mas fomos enganados”. Provavelmente! Mas daqui a um par de anos os lusos eleitores têm nova oportunidade de votar noutro partido, seja ele de esquerda ou de direita e que lhes ofereça nova esperança. Só que até lá…  a democracia primeiro.

 

Mas a greve de hoje tornou-se mais um braço de ferro entre centrais sindicais e governo sem vantagens para nenhumas das partes. Finalmente a divulgação sempre interessante e nunca coincidente das percentagens de aderência. A conhecida visão da garrafa meia cheia ou meia vazia!

 

Sempre achei e continuo a achar, que a greve é um direito importante do trabalhador. Tão importante que jamais deve ser usado como arma de arremesso contra governos e políticas, evitando uma evidente vulgarização.

Ainda a entrevista de ontem

 

Entre os sportinguistas as opiniões dividem-se, no que respeita à entrevista de ontem de Bruno de Carvalho no programa “O dia Seguinte”. Especialmente entre os meus colegas e amigos.

 

Há quem defenda a reestruturação do Sporting tal como foi concebida e apresentada pelo actual presidente. Outros criticaram a sua postura pela venda de capital social a angolanos. E ainda houve quem permanecesse céptico em relação a ambas as situações.

 

Mas o que realmente importa é que nenhum sportinguista ficou indiferente à entrevista. Concorde-se ou não com a actual gestão, o importante é dar aos actuais dirigentes alguma margem de manobra de forma a encarrilar o clube de Alvalade.

 

Nunca fui apoiante do não cumprimento dos mandatos para que são eleitos os corpos socias de um clube. Todavia tenho que dar a “mão à palmatória” aos que se queixavam da má gestão anterior. E em boa hora surgiram as eleições…

 

Assim é já no próximo Domingo que se realiza a Assembleia Geral para aprovação da nova fase do Sporting. Acredito que será uma reunião magna serena e esclarecedora, com a respectiva aprovação das propostas de Bruno de Carvalho.

 

Mas para isso muito terá, certamente, contribuído a boa entrevista de ontem no canal Sic Notícias.

 

 

 

Também pode ler-se aqui

Mandela : o homem África!

 

Nelson Mandela vive mais uma luta. Uma vez mais com a morte!

Uma luta injusta e desigual. Como tantas outras que Mandela manteve ao longo da sua vida.

Peço-lhe no  entanto, não parta já. Porque o mundo não está preparado para viver sem si.

 

Nunca conheci África a não ser por fotos ou filmes.

Não posso por isso saber como são os cheiros, os sons ou as paisagens desse continente.

Não imagino qual a cor do pôr do sol no horizonte, nem do seu nascer.

Mas sei, por quem lá viveu, que África marca um homem. Para sempre!

 

Tal como Nelson Mandela marcou e marca ainda os nossos dias!

 

Gostei!

Digam lá o que disserem, gostei da entrevista de Bruno de Carvalho no "Dia Seguinte".

 

Obviamente que não sei se tudo o que disse corresponde à verdade, mas não fugiu ás questões que lhe foram colocadas.

 

Atacou directamente antigas direcções do Sporting e as suas ruinosas gestões.

 

Foi frontal, directo e pragmático.

 

Temos assim Presidente! Finalmente!

 

 

 

Também publicado aqui

Para o meu amigo Manuel João!

Costumo dizer em tom de brincadeira, que um cavalheiro quando chega aos sessenta anos deixa de ser um homem para se tornar num sexagenário.

 

Posto isto, hoje um amigo meu e colega faz aquele número bem redondo. Trabalhamos juntos vai para uns anos. Homem de esquerda (assim se entitula!!!) o Manuel é um Amigo daqueles em que o “A” capitular do adjectivo deve ser enorme.

 

Com ele passei muitos bons momentos, desde trabalho até férias.

 

Lembro-me dum jantar (entre tantos que partilhámos!!!) em que na Trindade nos empanturrámos de cerveja e marisco. E da final do mundial de juniores e do repasto com caranguejos por nós apanhados…

 

Para o Manuel “puto”, como lhe chamaria o meu filho mais velho um enorme abraço de parabéns. E que a saúde te sorria permanentemente.

 

Deste amigo, sempre!

Coisas (tristes) da vida

Crescemos quase sempre juntos. Quando ía a casa dele era como se fosse a minha e vice-versa.

 

Os nossos pais militares de carreira, andavam por esses mares fora em busca de sustento para a família.

As nossas mães sofriam de ausências e agruras pelas incertezas da guerra em África. 

 

Mais velho que eu seis meses, mas de anos diferentes, acabámos por nunca andarmos na escola ao mesmo tempo. Ainda por cima ele sempre foi muito bom aluno e eu um cábula emperdenido. Depressa ganhou balanço e eu fiquei na cauda de um pelotão da vida.

 

Com ele, todavia, aprendi a gostar de música. Ouvíamos no seu gravador de bobines, igual a um meu, as boas canções da época que ele arranjava nem sei onde.

O meu amigo acabaria finalmente por se licenciar em Engenharia Agrónoma com nota de excelência.

 

Fui ao primeiro casamento dele e ele ao meu. A vida separou-nos mas eu jamais o esqueci. Nem à sua mãe Maria e ao seu pai Teodoro.

Pai este que partiu, ao que sei hoje, para a sua última viagem. Ele que palmilhou tantas léguas nesses oceanos da vida, embarcou finalmente num cruzeiro sem retorno.

 

Ao Mário, meu amigo de há mais de cinquenta anos, um abraço profundo de amizade.

 

Certamente que nunca lerás este texto... Mas lê-o o teu pai, esteja lá onde estiver.

Um governo à deriva

Quando há dois anos o actual governo tomou posse, e tendo em conta que alguns dos elementos do elenco surgiam como caras novas, calculei que teríamos uma equipa diferente, disposta a trabalhar e a lutar por um país melhor.

 

Portugal necessitava de alguém que não tivesse medo de enfrentar credores e quejandos, sistemas instituídos e vícios instalados, tomando sempre como exemplo final o bem comum do nosso país e dos portugueses. Mas, fosse da conjuntura internacional (a desculpa perfeita, ainda hoje!), ou da total ausência de estratégia, fosse da inexperiência política e de governação de alguns ministros ou da dificuldade em implementar e explicar novas regras, a verdade é que estamos muito, mas muito pior que há dois anos. E não se vislumbra no horizonte, seja ele mais recente ou mais longínquo, uma profunda alteração desta forma de gerir os destinos deste país.

 

Há vincadamente nesta equipa ministerial a tendência para uma navegação “à vista”, isto é, mais preocupada com a opinião da troika e de Angela Merkl e com as suas naturais (más) reacções, do que tentar reerguer um país perfeitamente derrotado por uma política de austeridade, que já se percebeu não melhorará o futuro.

 

Este é um governo que se deixou manipular pelas exigências de um conjunto de tecnocratas, insensíveis e claramente pouco conhecedores da realidade portuguesa, e sem qualquer capacidade (e quiçá vontade) de renegociar o primeiro memorando assinado por José Sócrates.

 

Actualmente  o país vai vivendo desgovernado… Sem esperança, sem dinheiro, sem economia, sem rumo… apenas com o desejo estúpido e brutal de que não lhe retirem ainda mais do pouco com que (ainda?) sobrevive.

O dia seguinte: a história repete-se!

O primeiro dia de greve dos professores fez com que cerca de 18000 alunos ficassem sem fazer os exames respectivos. A exemplo de casos anteriores cada uma das partes envolvidas neste conflito reclama vitória (como se uma guerra se tratasse!). Todavia quem perdeu foram, para já, os alunos.

Os sindicatos anunciaram que os níveis de aderência haviam sido superiores a greves anteriores. Por outro lado o Ministério da tutela comunicava que mais de 70% dos estudantes haviam realizado as provas de aferição.

Tal como a velha história da garrafa meio cheia ou meia vazia, cada uma das partes interpreta os dados à luz da sua versão dos acontecimentos. Seja como for, sinto que ambas as partes saíram derrotadas. O Ministério da Educação por não ter conseguido evitar a greve. O braço de ferro que fez com os dirigentes das associações profissionais dos professores, só poderia terminar neste fracasso negocial.

Por outro lado os sindicatos, ao colocarem a greve a coincidir com os exames nacionais, jogaram com a chantagem psicológica de alunos e encarregados de educação, numa tentativa, que saiu claramente frustrada, de lançarem para as costas destes as pressões sobre o governo. Erro estratégico crasso com consequências (ainda) imprevisíveis.

Com a natural marcação de novo exame para o próximo dia 2 de Julho pode-se abrir um ror de litígios administrativos, originando quiçá volumosos processos em tribunal com os respectivos custos financeiros e humanos.

Pois ninguém, em boa verdade, pode afirmar que o próximo exame será mais fácil ou mais difícil que o de ontem. É uma questão de perspectiva, preferência e estudo.

Enfim, mais uma greve justa, mas (muito) mal conduzida, por todas as partes em conflito.

O costume em Portugal! Infelizmente…

Greve dos professores: razões certas, formas erradas

 

Sempre considerei a greve como um direito do trabalhador para conquistar melhores salários ou condições de trabalho.

 

Mesmo sem direito a receber o dia de greve, esta deve prejudicar mais o patronato que o empregado. E daí a força que aquela forma de luta pode ter numa mudança de atitude por parte de quem tem, geralmente, mais poder.

 

Mas o que perspectivo para os próximos dias por parte dos professores surge como uma forma pouco democrática de lutar. Não ponho sequer em questão a justiça da greve, mas creio que prejudicar os alunos em vez do Estado (que é o verdadeiro patrão!) não me parece ser o mais sensato.

Há com certeza outras formas de luta ou outros dias para greves que não dos dias de exames. E eu estou perfeitamente à-vontade porque nem tenho filhos no secundário, mas compreendo e de que maneira a ansiedade de pais e filhos. Estes exames podem definir o futuro de um estudante.

 

Formar estudantes é umas das mais nobres profissões! Sempre o achei! Mas usar os alunos como armas de arremesso, mesmo que a razão lhes assista, como é o caso, parece-me profundamente descabido, injusto para os alunos e claramente impopular.

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