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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

De mim para ti...

Há gestos para os quais não conseguimos conceber palavras de agradecimento:

 

Porque nos tocam profundamente,

Porque implodem dentro de nós,

Porque minam as nossas estruturas interiores,

Porque… porque… porque…

 

A amizade não é só um sentimento, mas outrossim uma forma de vida (creio já o ter escrito algures!!!!). Cresce com as divergências, solidifica com as discussões, intensifica-se com as cedências de cada uma das partes.

 

Disse-me uma vez um amigo de há muuuuuuuuito tempo, o seguinte: “Entre amigos não há desculpas nem obrigados”. Durante anos a fio achei que ele tinha razão. Hoje tenho a certeza que ele estava errado, se não em tudo pelo menos em parte.

 

Como posso desta vez não agradecer? Como posso não dizer “Obrigado”? Como?

 

É perante estes desafios que a vida nos coloca, que temos de estar preparados para responder. Eu respondo sinceramente: não estava!

O poema que se pode ler aqui, foi escrito por uma muito boa amiga. Daquelas que adoram dar (muito!) e receber (quanto baste!)...

 

E não sei que escrever mais! Talvez dizer sim: "Muito obrigado Fátima"

 

Agradecimento devido... em dia de aniversário

Ontem foi um dia bom. Como quase sempre é o dia do nosso aniversário. Não interessa saber quantos fiz. O valor aqui é apenas mais um número.

Todavia há nestes dias uma magia diferente, ou será que sou só eu que sinto isso? As pessoas que sabem deste dia olham-nos com serenidade e dão descontos às nossas patetices.

 

Os amigos vão ligando para o telemóvel ou enviando mensagens para o mail. São sempres palavras simpáticas e acolhedoras. No Facebook caíram na minha página quase uma centena de SMS… Fiquei contente, como é óbvio!

 

Depois a família a mimar-nos. Aquele jantar, os doces, o bolo com velas e as prendas, numa tradição que ainda vamos mantendo.

O filho a trazer mais um belo resultado de uma cadeira de mestrado.

 

Ontem foi só a somar coisas boas. E a todos sem excepção eu agradeço do fundo do meu peito. Sinceramente! Todavia, faltava algo mais quase ao fim da noite. Soube já tarde que o Real de Mourinho ganhara em Barcelona por 3 a 1.

 

Ena que belíssima prenda… E vinda do lado de lá da fronteira. Não estava à espera.

 

Obrigado José Mourinho, obrigado!

A escravatura do novo século

 

Durante séculos a história mundial foi (quase) sempre regida por ditadores. O povo existia não para se sublevar mas para trabalhar, unicamente. E o fim da escravatura foi talvez o início de novas ideias para o mundo.

Nos dias de hoje é impensável que haja escravatura humana ou outras visões medievais da sociedade. Mesmo em países onde, por razões geralmente ligadas a conceitos e crenças religiosas, as mulheres ainda são vistas como seres inferiores, mesmo nesses países repito, as coisas tendem a tornarem-se diferentes.

Só que há novas formas de escravatura… Todas elas a coberto de algo a que muitos chamam de evolução e que não passam de formas encapotadas de servidão humana. Um dos exemplos são as televisões.

O poder que advém do pequeno écran é tão grande que (quase) ninguém resiste a ele. Especialmente os políticos, sejam eles governantes ou não, sentem uma profunda atracção pela “caixa que mudou o mundo”. Controlar uma estação de televisão é ter um poder de alterar a realidade (leia-se verdade!!!).

É por isso muito perigoso acreditar em tudo o que nos apresentam. Diz o povo que uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade… É com base neste lema que muita gente em Portugal e não só se tem tramado. E pior, os julgamentos da opinião pública, fomentados pelas estações televisivas, são na maioria das vezes uma forma de pressão, em total prejuízo da própria justiça.

Faz por isso muuuuuuito tempo que não leio jornais, sejam eles diários, semanários ou meramente desportivos. Também raramente vejo televisão e a única coisa que vou ouvindo é a rádio, pela música exclusivamente. Através da internet vou tentando estar mais actualizado com os acontecimentos que se vão desenrolando no mundo. Mas mesmo esta plataforma carece de alguma seriedade e muito rigor.

A escravatura que os “midia” impuseram nas nossas sociedades é, provavelmente bem pior que aquela que era infligida pelos senhores feudais aos camponeses, na Idade Média. Cada vez se pensa de forma mais igual.

Urge por isso criar formas de libertação do jugo mediático. Não bastam Provedores ou Autoridades especializadas para de alguma forma porem cobro a este género de escravatura. Custe o que custar, doa a quem doer a verdade é uma só. E jamais deve ser usurpada.

Um desabafo e uma pergunta

 

Faz hoje precisamente um ano, era dia de Carnaval, que descobri que estava surdo. Um síndroma de surdez súbita que me surgiu sem haver uma razão aparente… A não ser talvez o sangue um tanto grosso ou os níveis de colesterol um pouco elevados. Portanto vascular!

Tratamentos com medicamentos e Câmara Hiperbárica por duas vezes (em Março/Abril e Novembro), não debelaram a minha deficiência. E assim no final do ano passado vi-me com uma prótese auditiva, que não sendo muito visível, deixou-me profundamente vergado a uma deficiência com a qual não tenho conseguido lidar.

Não fosse o apoio da família e de alguns amigos nem calculo o que seria de mim. Eu, que tenho por hábito ser um positivista, vi-me a determinada altura da vida, preso a um desafio para o qual não me encontrava preparado. E fiquei muito triste comigo mesmo.

Julgava eu, na minha idiota vaidade, que me conhecia totalmente. Porém, a vida tem destas coisas e coloca-nos tais questões, que dificilmente saberemos responder com propriedade a todas elas.

Um ano já lá vai! Surdo da ouvido direito, invisual da vista esquerda e carregando diariamente uma pequena caixa de plástico, onde todos os dias tento recuperar um pouco de saúde, estou finalmente a acordar para algo, do qual não tinha verdadeira consciência: a velhice!

Este foi o meu desabafo.

Fica então a pergunta a pairar: estaremos alguma vez preparados para sermos velhos? 

A democracia em perigo?

 

Pela primeira vez desde 1974 acredito que sim!

 

A minha afinidade política iniciou-se muito à esquerda. No meu tempo de estudante só existiam duas forças verdadeiramente implantadas nas escolas: a UEC, afecta ao PCP e o MRPP.

De uma forma quase natural aproximei-me do movimento liderado por Arnaldo Matos. Com os camaradas da altura lutei por alguns direitos, vendi o jornal “Luta Popular”, dei a cara… e o esforço pelo partido, sem nunca me militar, verdadeiramente.

Mas a idade vai-nos trazendo ensinamentos e a determinada altura percebi que a noção de democracia, especialmente em alguns partidos de esquerda, era totalmente diferente da minha. Li nessa altura muitos livros de diversos quadrantes e opiniões. E fui formando a minha própria definição de democracia. E nela compreendia a liberdade de expressão, de manifestação, da greve, de votar e escolher livremente quem desejaria para comandar os destinos do país.

Mas é também dessa época, uma frase que um colega e amigo, hoje médico reconhecido, militante do PCP, e que me dizia:

- Eu não sou um democrata, pois não admito os partidos de direita.

Esta postura eventualmente não democrática, todavia sincera, pareceu-me ainda assim de uma enorme lucidez. E se, por um lado, não concordasse com a sua aplicação, entendia obviamente a sua essência.

É com base nestes pressupostos que olho para os últimos acontecimentos no ISCTE e, independentemente das razões que levaram os jovens a exibirem daquela atitude, não posso concordar. Podemos e devemos discordar. Podemos e devemos dizer o que sentimos. Porém a nossa democracia não se revê nas atitudes daqueles jovens.

Um membro de um governo, escolhido democraticamente pelo povo, não deve ser silenciado daquela forma. Podemos não concordar com as suas ideias e atitudes mas aquilo… Pareceu-me mau demais para ser verdade. E a razão do protesto que assistia àqueles jovens esvaiu-se num ápice.

E o pior é que alguns partidos tão defensores da democracia e dos direitos pura e simplesmente desvalorizaram tais eventos. Como se pretendessem branquear o mau feito. E das duas uma: ou se vive em democracia e se respeitam as pessoas e ideias mesmo que diferentes ou então assumam-se como não democráticos. Como assumiu o meu amigo!

Deixo para o fim diversas questões: e se fosse ao contrário? A esquerda a tentar falar e a direita a silenciar? Estariam os partidos igualmente a observar o mesmo que disserem dias atrás? Eu gostaria de pensar que sim, mas realmente não o creio

A derradeira oportunidade!

 

Como já foi amplamente dissecado, em blogues, jornais, televisões, rádios ou em meras mesas de café a crise do Sporting não é de agora. Remonta a algumas décadas atrás… Tal como o nosso país, o clube de Alvalade viveu muitos anos debaixo do proteccionismo bancário. A máxima de “gastar vamos” sem olhar às consequências, acabou por arrastar o Sporting para uma posição que é, no mínimo, insustentável.

Toda esta situação foi fruto de sucessivas gestões ruinosas e que apenas tiveram o intuito de enganar os adeptos com vãs promessas de campeonatos e Ligas milionárias. Os campeonatos não apareceram e as ligas não foram suficientes…

Poderemos mesmo observar que o Sporting é a imagem de um país mergulhado numa crise profundíssima. Os candidatos para as próximas eleições perfilam-se, mas nenhum deles consegue apresentar um modelo de gestão séria e cuidada. Porque já se percebeu que sem dinheiro não há jogadores e sem atletas não há equipa. E não havendo equipa não aparecem os títulos e sem estes não há ligas dos campeões… etc. etc. etc. Um círculo demasiado vicioso sem ninguém com capacidade para quebrar este enguiço. Por muita boa vontade (e fé!) que tenha.

Muitos dos meus amigos, adeptos de outros clubes, perguntam-me como resolveria esta imensa crise. Bom… Não tenho conhecimentos profundos de Gestão para poder opinar com segurança, mas provavelmente não gastaria muito dinheiro com novos jogadores. Preferia manter os da casa, mesmo que fosse, durante uns anos, para lutar por um lugar mais modesto. Não me importava! Antes isso que fechar um dia as portas, definitivamente!

Peço por isso, aos senhores candidatos, que se perfilam à presidência, que não mostrem jogadores e “loucuras” presas a demagogias baratas. Os sócios já não acreditam. Apresentem, isso sim, um conjunto de ideias válidas e bem estruturadas, numa tentativa de erguer o Sporting deste lamaçal para onde o atiraram faz muuuuuito tempo.

Esta parece-me ser a derradeira oportunidade para o Sporting. Acabaram-se as margens para erros.

 

 

 

Publicado também aqui

À saída da escola primária

O menino Zézinho, mal ouviu a autorização da professora para saírem, correu a toda a velocidade para a porta da escola. Àquela hora era costume encontrar-se com Joãozinho que entrava à tarde, para trocarem os cromos da colecção de jogadores de futebol, que ambos organizavam.
Eis o diálogo:
- Já tenho o Hugo Viana do Braga...
- E eu o Rui Duarte do Olhanense...
- Ena já tens esse?
- E tenho para a troca... Em duas saquetas saiu-me duas vezes.
- Troco com o Cicero do Paços de Ferreira...
- Pode ser!
Estavam os dois encostados à rede que circundava a escola numa normal transação comercial quando apareceu um senhor, que vendo-os naquele negócio lhes perguntou pelas facturas dos cromos.
- Facturas? Quais facturas? - responderam em uníssono.
Então o cavalheiro identificou-se como sendo um agente da Autoridade Tributária (AT) e aplicou-lhes uma coima e confiscou todos os cromos.
As crianças nem reagiram e cada um seguiu o seu caminho, tristíssimos ambos, enquanto a AT esfregava as mãos de contente comentando para si:
- Eheheheheh já posso finalmente acabar a colecção do meu miúdo...

Um atraso dos diabos!

O meteorito que devia ter chegado a 21 de Dezembro do ano passado aterrou nos Montes Urais com grande atraso…

 

A União Europeia vai queixar-se à NASA…

Os Estados Unidos culpam os Europeus...

A Rússia diz que foi um ataque tchecheno…

Israel acusa o Irão de mais um ataque… mas de ter falhado a pontaria…

A China assumiu que nada teve a ver com o meteorito…

Na Suiça vão fazer um referendo para saberem se devem ou não dizer alguma coisa.

Os Católicos dizem que foi Deus que se zangou com Bento XVI.

Os Gregos não assumem pagar os estragos.

Na Argentina acusaram um brasileiro de tentar liquidar Messi.

Finalmente em Portugal criou-se uma comissão parlamentar para discutir o atraso.

Tu escreves, eu decido!

Nota prévia: este texto não se refere a NINGUÈM da plataforma SAPO.


 

É ponto assente pela maioria dos portugueses, que vivemos em democracia desde o 25 de Abril de 74. Porque votamos, porque falamos, porque somos livres. Só que se esmiuçarmos bem, percebemos que há constantemente atentados às liberdades.

 

Por exemplo quem está no poder “gosta” de sentir que a televisão pública lhe é favorável. E mesmo noutros canais, distantes da esfera do Estado, há pressões. Lembrem-se do caso Marcelo no tempo do Governo de Santana Lopes, ou o exemplo de Manuela Moura Guedes no de José Sócrates, só para referir os que originaram alguns “engulhos” aos governos da época.

 

Só que no contexto da blogosfera há também censura. E da grande! Obviamente me dirão que um blogue é responsabilidade de certa pessoa e por isso tem o direito de decidir o que quer ver ou não publicado no seu espaço.

 

Pois tudo muito bem, só que isso pode indiciar uma forma de pré-censura. Vejamos um exemplo:

Alguém escreve uma notícia no seu próprio blogue que não corresponde minimamente à verdade. Nos comentários outrém ajuda à festa fazendo análises mais ou menos pejorativas ao tema da notícia. Todavia quando um comentador contrapõe com a verdade dos factos através de comentários, estes são pura e simplesmente suprimidos e jamais publicados.

 

Porque há gente que se acha senhor de toda a verdade. Porque se tomam como impolutos e incorruptíveis, acabam, no instante em que delimitam os comentários, por se tornarem piores que os mais horríveis ditadores.

 

Para os "iluminados" a liberdade só deve existir desde que todos alinhem pelo mesmo diapasão.

 

Para mim isso é censura. E da mais vil!

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