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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Lei de Murphy?

 

“Se alguma coisa pode dar errado, ela dará”. Esta é a lei de Murphy.

 

E há dias assim… Ontem foi um deles. Após uma manhã atribulada com cortes de estradas devido a acidentes, com correrias para hospitais e centros médicos para fazer ressonâncias magnéticas, com a impossibilidade de ver mais um clássico na vizinha Espanha, acabaria a noite (ou a madrugada!) numa esquadra de polícia para denunciar o arrombamento do carro do meu filho mais novo.

 

Tudo somadinho foi, como soe dizer-se, um dia e uma noite em cheio.

 

A não repetir!

Diálogo improvável entre Seguro e Costa

 

Seguro (de mão estendida para um cumprimento):

- Viva camarada Costa!

Costa (apertando com força a do camarada):

- Viva… (risos)

Seguro (sacudindo a mão depois do aperto):

- Estás a rir de quê?

Costa (esfregando as mãos):

- Estou a rir das tuas figuras.

Seguro (mirando o fato que se assenta impecavelmente):

- Mas que figuras. Esta roupinha está óptima…

Costa (coçando a cabeça):

- Não é roupa, és tu…

Seguro (preocupado):

- Eu o quê?

Costa (mudando de assunto):

- Vamos unir o partido?

Seguro (já despistado):

-A quem?

Costa (desentendido):

- Ajustar estratégias…

Seguro (inseguro):

- Com quem?

Costa (irritado):

- Porra Tó Zé! Temos todo o país a olhar para nós.

Seguro (vai à janela, olha para a estação dos correios no Largo do Rato):

- Não vejo ninguém!

Costa (começa a perder a paciência):

- Temos de falar para o partido… e para a imprensa!

Seguro (senta-se num sofá e cruza as pernas, calmamente):

- Então porque estou aqui?

Costa (desiste):

- Vou-me embora!

Seguro (vai ao espelho e penteia-se):

- Eu também vou!

De manhâ!

Todos os dias ali passo de manhã no meu carro! É uma casa velha de três pisos. A porta ao meio alta e mal estimada divide os lados dos velhos andares. Nas janelas não há estores, nem portadas. Mas pode-se apreciar a alvura de umas cortinas de renda que não deixam ver para dentro, tirando…

 

Aquele canto, num rés do chão, onde um enorme gato pardo dorme encostado ao vidro aquecido pela manhã solarenga. E quando não está o felino, surge uma idosa. Provavelmente ambos procuram na rua o interesse que não encontram em casa.

 

Passo tão depressa que não consigo perceber a idade da anciã, mas carrega muitos invernos, com toda a certeza.

 

Hoje, pela primeira vez, de há muitos anos a esta parte, a cortina não estava aberta. Não vi nem gato, nem dona…

 

A pergunta doeu-me fazer: que lhes terá acontecido?

 

Nota: a foto foi tirada por mim em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. E só serve para ilustrar este texto.

Verdade ou mentira?

 

Em política tudo é muito fugaz. Por vezes demasiado!

 

E o que ontem era uma verdade incontestável, de um dia (leia-se noite!) para o outro, passou a ser uma quase mentira.

 

Pelas declarações de António Costa a saída da reunião da Comissão Política, este não conseguiu reunir espingardas suficientes para a guerra com Seguro, ficando sozinho na luta pela Câmara de Lisboa.

 

O líder do PS parece agora mais senhor do seu nome.

 

Não se sabe é até quando!

Desorientações!

Pensava eu que era só o Governo que andava desorientado… Sendo o Ministro Miguel Relvas um exemplo bem “ouvisto”.

 

Só que (in)felizmente não é o único em Portugal.

 

António José Seguro mal se segura na liderança do PS, agora que deu à Costa um adversário à altura. O Partido Socialista vive assim momentos de algum desconforto interno, com a contagem de espingardas para o próximo congresso. O país necessita de uma oposição forte e democrática. E que agora não tem… (Será que alguma vez a teve?)

 

Outro desencontro de palavras foi o discurso do dirigente da CGTP, Arménio Carlos, que na manifestação dos professores, no passado fim-de-semana, referiu-se ao representante do FMI de uma forma menos correcta. E sendo quem é, não podia nem devia fazê-lo. E o pior de tudo é que aquele dirigente sindical não teve a modéstia que assumir o erro. Imagine-se alguém do governo a fazer referência menos própria a Fidel Castro?

 

Vamos continuar atentos!

Mudar de nacionalidade? Sim, mas qual?

Tendo em conta que:

 

o meu país está “nas lonas”;

o Estado, em quem antigamente se confiava, já não é uma pessoa de bem;

o nosso PM pede que emigremos;

cada vez pago mais impostos e tenho menos regalias;

não tenho esperança para este rectângulo;

 

E percebendo que o que está a dar é mudar de nacionalidade.

Vou então requerer outra, que não esta de português.

O problema é que não sei qual escolher…

Alguém me ajuda a decidir a minha próxima nacionalidade?

Desde já agradeço todas as contribuições.

Decisões para a vida?

 

Quando decidimos algo na nossa vida, fazemo-lo no pressuposto que aquela decisão é a melhor. Para isso pesamos os prós e os contras, ouvimos amigos e familiares, saudamos quem nos aconselha e finalmente decidimos.

E durante anos achamos que as nossas decisões foram as melhores sem arrependimentos. Só que… de um dia para o outro tudo pode realmente mudar. O que era verdade ontem, hoje pode ser mentira e vice-versa.

Falo disto porque um destes dias dei por mim a lembrar-me do tempo em que entrei no mercado de trabalho, das opções que me foram oferecidas e das decisões que tomei. Lembrei-me também das vezes em que perguntei a mim mesmo se teria tomado a atitude certa.

Este texto pode parecer enigmático, mas vou esclarecer o porquê desta minha reflexão.

Quando nos finais dos anos 70 e princípio dos oitenta me apareceram várias propostas de trabalho eu tive que optar entre ir para as Finanças ou ir trabalhar para o Banco de Portugal. Consultei diversas pessoas e o resultado deu um empate técnico. A decisão nessa altura pertencia a mim, única e exclusivamente, num desempate  tenebroso.

E optei pela segunda proposta.

Porém durante muitos anos achei que tinha feito mal. Amigos que na altura comigo haviam concorrido, encontravam-se agora em repartições com funções de chefia. E eu no banco, preso a uma actividade quase monótona.

Mas perante o que se aproxima no que respeita à dispensa de Funcionários Públicos, com rescisões de contrato e quiçá despedimentos, fico a pensar que provavelmente a minha decisão na altura continua acertada.

Pelo menos até ver…

Morte de um anti-herói

 

A história do nosso país, nos últimos trinta e oito anos, tem alguns (poucos) heróis. Um deles foi com toda a certeza Jaime Neves.

 

Em pleno PREC, este militar, soube manter-se do lado daqueles que pensavam e conheciam a democracia, contra os que consideravam a ditadura de esquerda, plasmada duma União Soviética já decadente, o ideal perfeito para Portugal.

 

Amparou por isso o General Ramalho Eanes (antigo colega de curso), nessa madrugada de 25 de Novembro de 1975, fazendo com que Portugal entrasse finalmente nos carris duma democracia pluralista e participada.

 

O Major Jaime Neves era conhecido pela sua postura pouco simpática, todavia frontal e directa. E assumia-se categoricamente como um anti-herói.

 

Morreu hoje aos 76 anos.

 

Com atraso… mas sentido!

 

Só ontem muito à noite percebi que José Mourinho fazia 50 anos. Assim sem saber se ele me irá ler ou não aqui vai com (muito) atraso: Parabéns.

 

Cinquenta anos, não são cinquenta dias! É uma vida. E para José “The Special One” Mourinho, estes últimos anos foram, no mínimo, frenéticos. Campeão em quatro países, duas vezes campeão europeu e um sem número de outras taças fazem deste setubalense um exemplo de sucesso.

 

Desejo-lhe a continuação de muitas vitórias e outrossim de muita saúde e essa postura frontal e directa para a qual a maioria dos portugueses não gosta nem está habituada.

 

Bem haja José pelas alegrias que tem trazido a este país… e a mim, que o sigo atentamente!

 

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