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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um sonho... Ufff

 

A noite passada sonhei que era primeiro-ministro.

Sonhei que acordava em S. Bento rodeado de ministros e secretários de estado numa reunião magna a que eu devia presidir.

De um lado Vitor Gaspar, na sua fleumática calma, sovava selvaticamente o Ministro da Saúde, dizendo:

- Tu não gastarás, tu não gastarás, tu não gastarás…

Ao lado o Ministro da Economia dissertava sobre os prós e contra do QREN, numa tentativa desesperada de convencer a restante malta dos benefícios da aplicação dos dinheiros. Os secretários adormeceram entretanto...

Ao fundo a Ministra Assunção Cristas convidava Paulo Portas para a próxima feira da Agricultura na aldeia A-dos-Mariolas, ao que Portas respondia não poder comparecer por a sua boina ter voado para fora do avião quando abriram as janelas em pleno vôo entre Portugal e um país à sorte. (Desta vez parecia que ia para Quasilândia!!!)

Finalmente olhei para os restantes ministros que, em silêncio, aguardavam as minhas indicações. Sem os querer fazer perder mais tempo, ordenei que fechassem todas as fundações e institutos e…

- Senhor Primeiro ministro - interrompeu Miguel - E para nós há cortes?

- Sim senhor Ministro.

- E onde?

- Passa a viajar em executiva…

- Mas isso não é mais caro?

- Pois é… mas comes lá no avião, evitas almoçar do Tour d’argent em Paris.

- Que faço aos Magalhães? – questionou Nuno.

- Muda-os para parte incerta. Por exemplo para a escola primária abandonada em Vila de Cangurus.

Acordei.

Temi então que algumas das coisas sonhadas se tornassem verdadeiras.

Vá lá não passou de um TSUsto psicológico.

Reflexão para um fim-de-semana

Em tempos idos, que os meus anos (e as minhas cãs!) não escondem, defendi ideias, onde a vontade do proletariado era razão suficiente para uma luta popular. Passado esse tempo utópico e quiçá ingénuo e hoje, claramente mais velho, defendo a riqueza para todos, não a pobreza…

 

Naquela época, Portugal vivia em permanente convulsão política e social. Tudo se exigia ao governo, da parte de um povo sedento de ideias e vontades. As greves assumiam-se como as grandes formas de luta a favor do trabalhador e o voto transformara-se numa arma essencial.

 

Porém trinta anos passados, descubro que tudo foi em vão. As lutas, as greves, as manifestações e os comícios converteram um país pobre mas honrado numa amálgama de contas mal feitas, mal explicadas e jamais fieis à realidade. Portugal tornou-se numa nação sem rumo, onde cada partido político defende a sua “dama” sem olhar à essência inerente a este povo.

 

Este governo conseguiu finalmente unir os portugueses mesmo que fosse numa manifestação. O luso habitante deste rectangulo desceu à rua, como já não fazia vai para muitos anos. Não quer esta política, não quer estes governantes, quer ter a vida de volta… assim falavam a maioria dos cartazes!

 

Pois é… mas ninguém veio para a rua protestar o dinheiro que o país gastou em estádios de futebol constantemente vazios, em auto-estradas onde ninguém passa, em bairros sociais onde os seus moradores pagam o mínimo, para poderem comprar os Mercedes e BMW estacionados à porta. Ninguém protestou a construção de hospitais sem médicos e equipamentos. Ninguém refilou contra as inúmeras fundações e Observatórios Nacionais de função no mínimo duvidosa, ou contra as empresas municipais que só dão prejuízo… e sorvedouras de imensos recursos do erário publico.

 

Relembro assim, neste espaço, o que John F Kennedy disse um dia aos americanos:

 

Não perguntes o que teu país pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer pelo teu país.

 

Será que já fizemos tudo por Portugal?

 

Última Hora

Jornalista português apanhou a Troica em flagrante, a despir Portugal.

 

As fotografias foram tiradas num destes fins-de-semana.

 

Ao que parece a Troica esteve este mês a fazer uma avaliação no nosso país.

 

Sem grandes dados para fazer a análise aquela entidade optou por colocar Portugal a nu.

 

Podendo chocar as mentalidades mais sensíveis, abstemo-nos de publicar as fotos.

33 anos depois...

Passaram trinta e três longos anos para que eu revisse uma vez mais os UHF.

 

Em 1979 encontrei-os a entrar no Liceu que eu então frequentava. Conhecia-os a todos pessoalmente: o Tó, o Zé, o Renato e até o Carlos, este talvez menos bem. Num breve diálogo percebi que eles tinham uma banda que se encontrava a dar os primeiros passos e que se chamava UHF.

 

Entrei com eles para o recinto que usualmente era usado como sala de convívio do Liceu como se fosse um deles. Instalei-me atrás do improvisado palco, mas logo ali fiquei preso àquele som.

 

Ontem revi-os na Amadora. Da constituição que eu conheci resta unicamente o Tó. Ele é a voz, o rock e a filosofia de vida daquela banda mítica. Por breves instantes regressei à minha juventude e escutei grandes músicas dos UHF.

 

António Manuel Ribeiro assumiu num dia muito especial para o país, a sua postura de homem de esquerda. Recordo que os UHF fizeram muitos espectáculos na Festa do Avante antes de “migrarem” para o PS. Todavia Zeca Afonso foi ouvido numa versão soft de “Grândola Vila Morena” e “Vejam bem” numa versão bem mais roqueira.

 

Pelo palco do parque Central da Amadora os UHF passaram mais de trinta anos de música, entre elas obviamente "Cavalos de Corrida". A verdade é que o Tó continua, após tantos discos, tantos concertos a ter uma voz que se ouve muito bem. E quase sem mácula...

 

Dois “encores” terminaram o concerto, mas foi neste tempo extra que se pode ouvir Rua do Carmo e talvez umas das melhores versões para rock da celebérrima canção de Vitorino “Menina que estás à janela”.

 

Um concerto do qual vou guardar boas memórias, especialmente porque o meu filho mais novo foi comigo e ambos deliciamo-nos com os UHF.

Não obstante a sofrível qualidade do som eis um dos vídeos que consegui fazer do concerto.

 

A Peste Negra dos nossos tempos

Olho para o meu país e que vejo? Gente triste, desiludida, pobre e acima de tudo sem esperança. É uma dor de alma observar quantas pessoas descobrem o que é pobreza ao fim de tantos anos de trabalho e de vida. Esta coisa da crise, dos défices, dos cortes salariais, do desemprego, das empresas a fechar, do descalabro da economia parece uma doença pior que a Peste Negra… que vitimou por essa Europa fora milhões de europeus, na idade Média.

 

E quanto mais observo a nossa pobre sociedade mais entendo que as pessoas estejam desesperadas. A pergunta já tantas vezes pronunciada mantém-se: como chegámos aqui?

 

A resposta encontrá-la-emos quase de certeza no passado não muito longínquo. E se muitos de nós (mea culpa! mea culpa!) somos culpados porque não soubemos gerir as nossas próprias finanças, autorizando que outros metessem as mãos na nossa carteira em troca de bens bastas vezes desnecessários, a verdade é que também os nossos políticos nunca tiveram realmente cuidado com as finanças lusas, empurrando com a barriga os problemas que surgiam na hora. Portugal gastou o que tinha e não tinha sem se preocupar com o futuro e acima de tudo como pagar.

 

A génese da situação que ora vivemos pode (e deve!) ser encontrada na constante irresponsabilidade com que os diversos governos lidaram com as contas públicas. E o que a mim mais me custa e espanta é que ninguém, mas ninguém se sinta culpado pela situação a que chegámos. Foram sempre os outros, sempre!

 

Todavia esta nova “Peste Negra” que vai atacando, como na idade Média, os mais pobres e frágeis, não parece ter fim à vista. Desta vez não são as pulgas nem os ratos os culpados desta epidemia… Mas as pessoas sejam eles políticos, economistas, gestores ou os simples cidadãos.

 

E da mesma maneira que se fez na Idade Média, só com higiene é que se conseguirá erradicar esta Peste, que não sendo Negra de nome, tem na sua essência a negritude das más gestões governativas, corrupções, compadrios e outros “roedores”.

 

Desta vez ao contrário da Peste Negra morre-se, não de doença, mas da cura.

Quanta Saudade...

Se fosse vivo completaria hoje 66 anos.

 

Freddy Mercury de seu nome, foi talvez a melhor voz do rock.

 

Geralmente as cópias de canções feitas por outros artistas não acrescentam ao original nada de novo. Todavia, no tema abaixo creio que Mercury deu uma nova imagem ao original dos Platers.

 

Quanta saudade duma voz assim... Valho-me destes filmes para recordar.

 

 

 

 

Também publicado aqui.

Mourinho, um português único!

Sei que aquilo que vou escrever a seguir poderá suscitar naturalmente (???) alguns comentários menos simpáticos. Mas a verdade é que José Mourinho é realmente único.

Ele assim se definiu numa declaração recente. E creio que correctamente.

É sobejamente conhecido o meu apreço por aquele treinador oriundo da bela cidade sadina. Mourinho é o português mais contra natura que eu conheço. Não se abate com as derrotas, considera-se sempre o melhor e diz do seu país maravilhas.

Chamam-lhe, por isso, de arrogante, vaidoso e imodesto. Até mesmo de malcriado…

Mas o problema é que os dados estatísticos referentes àquele técnico não mentem: ganhou todas as provas nacionais onde participou como treinador, seja em Portugal, Inglaterra, Itália ou Espanha. Para além da Liga de Campeões por duas vezes e a taça UEFA.

Falta no seu curriculum a Supertaça Europeia. Obviamente um troféu menor tendo em conta todos os outros já por si conquistados…

Os detractores de José Mourinho vão uma vez mais, usar das suas últimas declarações para destilarem novos epítetos contra. Todavia Mourinho vive e convive bem com esse tipo de pessoas. Ou melhor acredito mesmo que ele tenha feito estas últimas declarações de forma a dar o corpo às balas, atraindo sobre si todas as atenções.

Enquanto isso a equipa do Real Madrid, que até começou mal o campeonato, vai ficando escudada dos jornalistas, sempre tão ávidos de notícias.

Quem não gosta de José Mourinho geralmente dá o exemplo de Pepe Guardiola como sendo um treinador humilde e que ganhou um ror de títulos pelo Barcelona. Todavia gostaria de ver este mesmo Pepe treinar uma equipa (quase) menor e colocá-la a ganhar títulos como o caso do Chelsea… Ou do Inter de Milão (que esteve apenas 50 anos para ganhar a Liga dos Campeões!). Já para não falar de Portugal e agora de Espanha.

Esta época futebolística Mourinho vai algumas árduas tarefas: primeiro, manter os níveis competitivos do anos anterior tentando renovar o campeonato retirado das mãos da equipa condal: segundo, ganhar a Liga dos Campeões; terceiro, manter o interesse das equipas Inglesas num homem que fez furor enquanto treinador do Chelsea.

A liga espanhola começou mal para o Real Madrid. Porém este último troféu ganho no Santiago Barnabéu deu alguma margem de manobra a Mourinho que obviamente não quer deixar os adversários ganhar mais avanço.

O José está aí…

O único… sem dúvida(s)!

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