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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O ano de 2009

O ano que ora fina foi o ano dos cinquentenários... É verdade, sim senhor. Para além de mim que atingi essa meta, foi também a vez de Astérix (já perdi a conta das vezes que li os livros do Gaules de bigodes farfalhudos), a Barbie - não me estão a imaginar a brincar com ela, pois não? - o inicio da revolução cubana. Por isso este ano foi de celebrações. O resto é normal! Ataques suicidas, guerras, crises económicas, desemprego, problemas sociais isso vai continuar a acontecer. Para gáudio das televisões e de alguns partidos políticos. Com 50 anos já estou imune às notícias.

Os discos da minha vida - III

A poucas horas de mudarmos os números do calendário anual apetece-me falar sobre mais um disco que já ouvi centenas de vezes. Chama-se "White Mations" e conta diversas histórias passadas durante a guerra Civil Americana que envolveu Norte e Sul daquele país. Um disco fantástico marcado pela música country (e não só), e de uma beleza sublime. Este disco que me chegou às mãos ainda do tempo do vinil, tem-me acompanhado ao longo da vida e é dentro de mim uma belíssima referencia musical. Grandes músicos do country e até do rock colaboraram neste album (era assim que se dizia no tempo dos discos de 33 rotações). Pena é que actualmente os CD's, DVD's e similares não se apresentem como os discos antigamente. A maioria trazia uma brochura falando do disco, fotografias, apresentando as letras e até alguns vinham com posters de concertos com os quais eu forrava as paredes do meu quarto para desespero da minha mãe. White Mations é um perfeito exemplo de como a música é intemporal.

 

Ano Novo ou Ano Velho?

Esta história de dizermos nesta altura: "Bom ano", faz-me cócegas no céu da boca... Em jovem adorava o Novo Ano. Festas até às tantas, amigos e amigas, copos e petiscos. Mas realmente eu agora não sei o que se comemora neste dia? Se a chegada do Novo Ano ou o libertar de um Ano Velho. É que esta coisa dos anos só existe nesta cultura mais ocidental. Os anos mudam apenas de números. Porque de resto é tudo igual. As semanas têm sete dias, com um fim de semana. Os meses continuam a ser doze e uma volta completa de meses é um ano. Ser 2010, 2011 ou 2122 é apenas um número, contado a partir da data em que nasceu Cristo. Portanto não acredito que este ou aquele ano vá influenciar a minha vida positiva ou negativamente. Tal como o Natal, é mais um negócio... Bolos, doces, bebidas, jantares e roupas... tudo a somar. E a pagar... Na China ou no Japão existem outros calendários. Os muçulmanos, segundo julgo saber, também têm contagens diferentes de tempo.  Não é mudar a folha de calendário que me vai dar mais ou menos felicidade, tirando aquela de ter vivido mais umas horas ou dias... Finalmente desejo a todos vós um Feliz 1959 e votos que o próximo ano de 2964 seja... ... um ano igual aos outros. Chegámos cá, não chegámos? Isso é que realmente importa!

O Natal do meu amigo...

Neste dia e noite há muita gente a desejar que o Natal jamais aconteça. Não querem sentir a tristeza de estarem sozinhos numa altura de companhia. Querem fugir a mundo que os atraiçoou e os deixou sem margem para a alegria. Preferem esconder a miséria que os vai corroendo. Em vésperas de Natal ando sempre à procura de inventar uma história triste para escrever. Para cúmulo saíu-me uma estória verdadeira na roleta da vida. E a mensagem que recebi deixou-me tão triste que corri para este blog. Nesta noite o meu amigo António, vive uma daquelas noites. Porém ele provavelmente preferia estar bem só, sem ninguém. Porque provavelmente sentir-se-ia mais homem. Este amigo tão sofrido não merece que o Natal lhe dê só caixas vazias. Um coração tão bom merece ser feliz nem que seja sozinho... Triste sina de um homem que é mal amado pela família.

Casamentos de homossexuais

O tema está quente. Prós e contras degladiam-se com palavras tentando cada uma das partes provar a sua razão. Quanto a mim... Nem sei o que dizer. Para quem, como eu, teve uma educação baseada na forma cristã de ver e conceber o mundo este pode ser um problema acrescido, de consciência. Pessoalmente creio que cada um deve assumir a sua condição e dar à sua vida o rumo que pretende. Aceito assim que pessoas do mesmo sexo e que vivam em comunhão possam adoptar uma criança. Aceito que se casem se for essa a vontade de cada uma das partes. Aceito que tenham perante o conjuge os mesmos direitos e deveres como se fossem casais heterossexuais. Aceito isto tudo... e sem rodeios. Mas sabem uma coisa? Pergunto a mim mesmo como podem dois homens responder a uma criança que estão a educar quando ela fizer a pergunta: Onde está a minha mãe? Ou no mesmo sentido que dirão duas mulheres ao filho quando este perguntar pelo pai. E sabem como as crianças podem ser terrivelmente cruéis para aquelas que por este ou aquele motivo são diferentes. Fica aqui apenas a ideia...

O Natal de 2009

"Quando se fala no Natal falamos de consumo." Isto ouvi eu ontem num dos canais (não sei qual) da televisão. Bom, perante isto nem sei o que dizer. Que me interessa a mim que haja consumo se consigo ver numa criança um sorriso de felicidade com o brinquedo novo. Quero lá saber das ideias vanguardistas que o Natal devia ser todos os dias quando é nesta altura que os sem-abrigo consegue receber o algum carinho. Não me preocupa que achem que o Natal é só fachada, quando consigo ter a casa cheia de gente. Enfim as coisas são como são. E por muito que se tente jamais mudarão. Esta quadra é para ser vivida nesta época com estes sentimentos. Porquê só uma vez no ano? Não sei, mas também já não tenho idade para tentar perceber porquê... Gostava apenas que todas as pessoas do mundo pudessem ter um Natal. O resto para mim é conversa de mal-amados... Um óptimo Natal de 2009.

Juventude e amizade

É costume as pessoas mais velhas acharem que a juventude de hoje está perdida, que os jovens não são como os de antigamente. Eu por meu lado sou claramente de opinião contrária. Tive e tenho o previlégio de conviver com pessoas muuuuuuuuuito mais novas do que eu mas com quem tive e tenho uma relação muito franca. Os jovens são naturalmente rebeldes. E ainda bem que assim são. Mas a rebeldia não é sinónimo de má-educação mas sim de insatisfação com o "status quo" vigente. Tem este meu texto a ver com algumas pessoas com quem tive o prazer de trabalhar e que saíram para outros desafios e que deixaram naturalmente saudades. É o caso do Tiago (nunca mais ligaste), a Cárita, a Renata, o Pedro e a Luíza. Tudo gente jovem mas muito boa. Aqui fica o meu testemunho sincero a estes meninos e meninas e que o futuro lhes reserve tudo do melhor que a vida tem. A todos eles um bem-hajam.

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