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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Fome!



Ouço ao longe gritos de crianças com fome!
Espanto-me! Tenho de tudo em demasia!
Ainda!
Que farei para lhes mitigar o sofrimento?!
Denunciar os Novos-ricos dos cereais?...
Pode ser um caminho!
Mas onde meto os outros? que lhes faço?
Promessas e mais promessas, fingimentos, de tudo aguentaremos...
Mas da fome, sempre vem uma revolução, ou uma guerra.

Hoje investe-se em bens “estruturados.”..


Ganham-se fortunas!
A denúncia já pouco adiantará.
Inevitável uma guerra?
Talvez!
Temos fome de tudo: - pão, princípios, paz...

PS: Logo pela manhã, notei que os carros parados, por norma, durante toda a semana, aguardando pelo clássico passeio de Domingo, deixaram os lugares livres...
O povo partiu para “ponte” pela Ponte...
Até Domingo terei estacionamento garantido!


2008-04-29/ 20hrs



Ouço os políticos e atravessa-me aquela dúvida existencial que cada vez mais me traz preocupada...

De que País falarão eles?


Porque não acredito numa palavra do que me dizem?
Aí percebo porquê!
Tranquilizo-me. Não endoideci, nem sou descrente. Nem maledicente.
Somente tive um ataque de memória!
O que está para a frente, é igual ao que ficou para trás. Exploração e afrontamento.
Como terminará?
Começam a falar de fome!
Ainda não tinham dado conta?
Só mentiras e fingimentos.



Deitamo-nos em lençois brancos, para uma noite em branco.

 



Como As Espigas - Homenagem ao Poeta Albano Martins


 



Finalmente (embora

saibas que não há

nem fim nem princípio):

deves dizer ainda

que há uma rosa de espuma

no teu peito e que

o seu perfume

não se esgota. E que lá

também existe

uma fonte onde bebem

as flores silvestres. Mas não

humildes, como ias

chamar-Ihes: altas

como as espigas

do vento, que no vento

se esquecem e que no vento

amadurecem.







Albano Martins




“ Às escondidas”



Uma sensação de desconforto invade o meu interior! É qualquer coisa ténue, mas perceptível.
Apuro os sentidos e apercebo-me que ao longe, por detrás de uns óculos escuros, me observam.
Cerro a janela e semi – corro as persianas.
Então vingo-me e observo também.
Que era afinal aquele dissimulado olhar?
- Imóvel e displicente, a janela continuava com o mesmo recorte! Aberta, e alguém que de braços cruzados e óculos de sol passeava o olhar, indiferente a todos... Voltei a questionar-me:
- Que se passava afinal com aquele olhar?
 Nada, absolutamente nada, somente alguém que como eu, se concedeu um pequeno espaço, para observar as árvores altas e frondosas que eu também escolhera olhar, com apreço, nessa manhã ociosa de Sábado...
Podemos, por vezes, ser vítimas de preconceitos que de todo não devemos alimentar.
Nem sempre quem está à janela, espreita os outros.

Nestes tempos frenéticos em que se corre sem destino, é saboroso cultivar o olhar!






Escuto o silêncio!





Domingo! Manhã! Cedo!
Um gato entediado e lânguido preguiça no relvado em frente...
Observo igualmente os pássaros, atarefados em carícias pré nupciais.
Escuto, não ouço nada! Contemplo apenas.

Uma Paz incomensurável, imensa, ocupa-me por inteiro. Estou feliz!
Fecho a janela... um CD dá oportunidade aos” Nocturnos de Chopin.”...


Arrastam-me por lugares de sonho!

Há momentos quase perfeitos!
Escuto então o silêncio!



Bom domingo!



Eu e o futebol



Hoje pouca gente assume que gosta de futebol. Não está na moda! Agora é a época do golfe, do ténis, do rugby...

Mas eu gosto de ser fiel aos meus princípios e assumo o meu gosto pelo Desporto-Rei.

Ainda hoje durante o meu almoço vi um jogo de futebol que me encheu as medidas. Claro que não era em Portugal. Jogava-se em Inglaterra mais propriamente em Londres o destino (ou não) do futuro campeão Inglês. De um lado o Chelsea treinado por um israelita vindo não se sabe bem de onde, e onde pontificam dois portugueses. Do outro o milionário Manchester United casa de Cristiano Ronaldo, Nani e outros bons jogadores. O jogo decorreu a alta velocidade com os costumados "acidentes" mas todos avalisados por uma arbitragem impecável e sem interferênca no resultado. Retenho deste jogo uma falta que um jogador do Mancheste de nome Nani fez sobre um adversário. O árbitro assinalou a respectiva ocorrência, chamou o jogador para o lado e deu-lhe um raspanete. Em Portugal isto seria impossível. Num caso semelhante o senhor juiz mostrar-lhe-ía directamente o cartão vermelho prejudicando o seriamente o espectáculo. É por estas e por outras que os nossos estádios estão na maioria das vezes às moscas.

O “Ancião” e o convencimento!

Ao ler o Diário de Notícias de ontem, deparei-me, na última página, com uma notícia algo insólita.
Resumindo, falava de  um ancião de oitenta e sete anos! à procura de namorada, para assunto sério.
Até aqui, nada de especial. As pessoas, têm em qualquer idade, direito a ter companhia... e a namorar.
O que me fez parar e pensar neste assunto, foi que ele exigia alguns requisitos, para que a eventual candidata fosse por ele seleccionada.
A saber: - Teria que ter até setenta anos, pois as mais velhas já não teriam os peitos em bom estado, que ele exigia “fossem grandes e rijos”!
Então fiquei aqui a pensar, neste caso em particular e nos homens em geral.
De facto, conclui que a maioria dos homens nunca se questiona, em termos de exigências físicas e estéticas. È homem, e chega. Qualquer mulher por ele abordada, será sempre uma privilegiada... será sempre ele e só ele que terá aquilo de que ela necessita.
É por estas e por outras que a maioria das mulheres que conheço, acham que  a maior parte dos homens precisa de se olhar ao espelho, e deixar-se de tanto convencimento. Já agora, uma recomendação:
- Ginásio, massagens, cabeça com ideias e muita muita educação, devem sempre acompanhar o “embrulho”...
O resto, logo se verá.
Boa praia!



Ainda sobre o 25 de Abril

Ontem e hoje vi e ouvi com atenção o programa dedicado às canções do 25 de Abril. É raro eu ver alguma coisa na tv e gostar, mas desta vez assumo sem rodeios: gostei.

Gostei porque muitas (a maior parte) daquelas músicas ainda ressoam nas minhas memórias. Como já disse anteriormente eu tive diversas cores. Politicamente falando. E não interessa saber quais. Foi um passado do qual não me envergonho e para o qual olho com alguma nostalgia. Mas ontem rejuvenesci uns anos. A música portuguesa (de intervenção ou não) esteve ontem de parabéns. À custa do 25 de Abril. Pena que só assim se oiça musica portuguesa na TV.

Adaptando um poema diria que o "25 de Abril" é quando um homem quiser.

A politização das flores!



Cresci a amar a Natureza! Vivi em plena serra e aproveitava o espaço circundante da casa onde então residia, para com Ela confraternizar, com admiração plena e expressão total do meu afecto.
Ainda hoje os meus melhores passeios, são sempre a espaços onde possa lavar a alma, passeando o olhar por montes e vales vestidos de cores em sintonia com a estação do ano na altura.
Meu Pai adorava flores. A casa que habitávamos dava disto conta.
Era ladeada de rosas, hortênsias as suas preferidas e muitos cravos e sardinheiras...
Foi  com ele que eu aprendi o significado de algumas:
- Rosas vermelhas paixão, rosas brancas pureza, rosas amarelas respeito, rosa rosa meninice, violetas singeleza...e para um homem, sempre cravos, sinal de amor não correspondido!
Meu Pai era um romântico por adopção e um esteta por condição!
Recordo a sua figura de homem alto, sempre elegante, nos seus fatos de “blazer” assertoado, onde no bolso esquerdo nunca faltava um lenço a condizer e dobrado sempre de uma forma diferente e criativa.
 Cresci assim! A amar o belo, a harmonia, a estética. Sinto-me agredida em ambientes caóticos, rudes, dissonantes!
Talvez seja por isso que me incomoda ver as belas e frágeis flores, em canos de metralhadoras ou em bandeiras de partidos políticos! Agride o meu sentido estético!
Gosto delas nos seus canteiros ou pelos campos, em plena liberdade.  
Mas isto é só o meu ponto de vista. Não pretendo ofender ninguém.
Até porque hoje é o Dia da Liberdade!
Bom feriado!

25 de Abril de 1974



O dia acordou cinzento. Como o país da altura. Nuvens plumbeas alcatifavam o céu.

Preparava-me para ir para a escola quando o meu pai inrrompeu escada acima dizendo:

- Hoje não há escola. Houve um golpe de estado... - (tal qual como ele previra, tempos antes). Nesse dia a palavra revolução ainda não era conhecida.

Liguei a telefonia (onde será que ela pára agora?) e escutei com apreenção.

Quando ouvi o locutor desfilar uma quantidade de avisos, mais excitado fiquei.

Vim para a rua, procurei os meus amigos. Optámos por uma jogatana de futebol, andámos de bicicleta, gozámos o feriado imprevisto. Na televisão só muito mais tarde iniciou a emissão com uma séria passada em África que se chamava "Daktari".

A rua era um vai vem de multidão indecisa e temerosa. Perguntas e mais perguntas e as respostas no ar.

Morava num subúrbio, dificilmente alguém se preocuparia com a gente.



Durante estes trinta e quatro anos tornei-me homem, casei, fui pai, trabalhei, optei por diversas cores. A história que os meus filhos aprenderam na escola sobre este dia, eu vivia intensamente.

Hoje 25 de Abril de 2008 o dia nasceu brando e soalheiro. Um dia muito diferente de então...



Só o país ainda se mantem cinzento.




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