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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Carta aberta a um aniversariante

Companheiro,

Sei que não gostas de comemorar o teu dia de aniversário. É uma opção pessoal e só tenho de a respeitar. Daí escrever-te esta missiva.

Quebra-se (ou quebras tu!) assim uma tradição familiar de muitos anos.

Vi-te crescer, vi-te saíres de casa em busca do conhecimento, vi-te sofrer com os desaires com que a vida te foi brindando.

Mas tentei estar sempre a teu lado. Provavelmente, e pelo que percebo agora de ti, sem grande êxito…

Não foi por mal, crê-me. Como costumo dizer, as crianças quando nascem não trazem consigo qualquer Manual de educação. Este, vai-se naturalmente escrevendo dia a dia. Parece que nem nisto escrevi bem…

Da minha vida passada há poucas coisas das quais me posso orgulhar, exceptuando os meus filhos! Durante anos a fio dormi mal e nem descansava, constantemente preocupado com o bem-estar. De repente e quase sem perceber os meninos pequeninos e traquinas, tornaram-se homens e ganharam asas próprias. Faz parte da vida!

Custa-me por isso passar este dia e não te poder dar um abraço sentido e dizer o quanto gosto de ti como pai, como amigo e porque não dizê-lo como homem. Só porque não o desejas.

Termino com um mui singelo pedido: se não gostas de festejar o teu dom da vida, deixa-me pelo menos a mim, comemorar o dia em que fui pai pela segunda vez,

Do teu pai.

À beira-mar - parte 3

Hoje despedi-me definitivamente da praia. Para a semana irei para longe e daí que, quase de certeza, a minha época balnear encerrou-se, por assim dizer!

Voltei à beira-mar onde, pela última vez este ano olhei o horizonte menos verde e mais cinzento, pois que o Verão... já era!

Todavia e não obstante os dias estarem mais brandos no que respeita ao calor, ainda assim estava um dia fantástico. As ondas do mar são agora altas e poderosas em contraste com a sua mansidão estival. Seja como for o mar é por vezes o meu refúgio.

Os dias e as noites sucedem-se numa cadência normal. Tal como as marés...

Espero pacientemeente o que a vida tem para me oferecer: ou nada ou tudo!

Prefiro nada... tenho menos dissabores!

A gente vê-se para o ano, praia! Se estiver vivo...

 

 

Campanha arrojada?

Todos nós sabemos ou temos consciência que a concorrência acarreta quase sempre alterações. Ou nos preços ou nas promoções... enfim as campanhas são um manancial de formas de atrair clientes.

Há outrossim campanhas tão à frente ou tão arrojadas que nem percebemos bem o que pretendem.

Esta, que a foto abaixo exemplifica é uma delas...

Sinceramente não percebi a campanha... Para além do erro de português (pode ter sido simplesmente um engano???) este cartaz atira a "promoção" para níveis jamais observados!

 

supermercado.png

 

Ao telefone com...

Tocou o telefone fixo de casa. Não é costume. Atendo mesmo assim. Uma voz masculina surge, identifica-se como sendo da minha operadora telefónica e pergunta-me se sou "fulado de tal" e se estou bem disposto, como se tivesse alguma coisa a ver com isso. Mas enfim...

Respondo-lhe afirmativamente, que estou de saída e que tem dois minutos para dizer o que pretende. Começa então por me avisar que vai gravar a chamada, passando de seguida ao que vem.

Uma daquelas promoções que não interessam a ninguém sobre canais de televisão. Não o deixo continuar porque lhe comunico que já sou cliente através de um outro contrato. A sua voz parece alegrar-se, mas é aqui que tudo realmente começa...

- Ah já é nosso cliente! Óptimo e está satisfeito não está?

Tinha de ser, tinha de aproveitar a tal gravação.

- Não, não estou! O vosso serviço é péssimo e estou cansado de me queixar...

Não ouvi voz nenhuma. Então percebi que a chamada havia sido desligada... Por eles, supostamente!

Desabafos agridoces!

Há dias que nunca deviam começar.

Há dias que nunca deviam acabar.

Há ainda aqueles dias que nem são carne nem peixe.

 

Sei por experiência própria que nem sempre tudo é como eu gostaria que fosse. Ou nunca é.

Mas com esta idade creio que já mereceria ter mais paz de espírito.

Pesam-me por vezes os dias de tal forma, que sinto que estou cá a mais.

 

Sei que após adormecer esta noite, acordarei num dia novinho em folha preparado para ser vivido na sua plenitude.

Todavia também sei que os meus receios e as minhas tormentas continuarão.

Até que a maré acalme e serene este meu pobre coração.

 

Porque viver não é um sacrifício mas uma constante batalha contra o destino.

 

 

Na minha cidade IV - o poliglota!

Aguardo uns amigos para os levar para este restaurante. São quase 13 horas e o sol bate com força em Alfama aquecendo a tarde. Os turistas invadem literalmente as "Portas do Sol" e as ruas circundantes. Vêm aos magotes...

A Travessa de S. Tomé corresponde a uma larga escadaria que liga a Rua das Escolas Gerais à rua de cima que tem o mesmo nome da dita travessa. Aproveito a sombra que ali ainda vai morando oriunda de três árvores, para aguardar pelos meus amigos.

Na escadaria está serenamnte sentado um alfacinha típico: ar marialva, magro, cigarro ao canto da boca e a camisa desabotoada quase até abaixo, deixando perceber um fio de ouro que segura um cruxifixo. De pé outro homem com figura semelhante ao que está sentado vai, numa linguagem muito própria, entre o mau português, o portunhol e quiça outros linguajares indecifráveis, vai repito, tentando explicar a um casal de turistas onde fica a igreja de S. Vicente de Fora.

Mesmo que eu tentasse, seria humanamente impossível transcrever o diálogo. Seja como for o casal partiu à aventura... agradecendo. O homem vem sentar-se ao lado do amigo, que numa voz tão rouca como o Alfredo Marceneiro e entre duas tossidelas vai constatando:

- Agora até já falas estrangeiro...

O cicerone poliglota acena com a cabeça enquanto acende um cigarro. O outro conclui:

- Até pareces o Jorge "Jasus"!

 

Quem governa este pedaço?

Realmente gostava de perceber o que vai nas cabeças dos nossos governantes e restantes políticos deste país, sejam eles adeptos da geringonça ou não!

Leio, oiço, analiso e em face de tudo o que vem parar às mãos percebo que este país está preso por uns meros fios…

No entanto se o Brexit foi a pedrada no charco desta Europa velha, caduca e muito teimosa, por outro foi a sorte grande que caiu nas mãos de Portugal. Bruxelas obviamente não vê com bons olhos a saída de Inglaterra da UE e deste modo prefere sustentar um Portugal sem rumo, a ter que empurrar este rectângulo para fora da União Europeia por não cumprimento de alguns acordos, dando assim razão a alguma esquerda muito eurocéptica.

Todos as analistas mais ou menos isentos afirmam e reafirmam que o deficit não deverá ser cumprido, muito à custa do não crescimento da economia e de um crescendo da despesa do Estado. Talvez por isso esta Mariana e desesperada tentativa de se tentar buscar dinheiro através de mais impostos.

No entanto oiço elementos do PS a afirmarem publicamente que não é bem assim e mais… blá… blá… blá! Do outro lado da barricada a oposição teima a pés juntos… blá… blá… blá…!

O povo, coincidindo com a sua tendência política, ora acredita num, ora noutro. Como sempre aliás!

Os portugueses, entre muitos defeitos que têm, não gostam de saber as verdades por inteiro, preferindo as meia-verdades. Dormem melhor!

Ou como diz o meu filho: se um candidato a primeiro ministro dissesse ao povo toda a verdade sobre o que pensa fazer… jamais ganharia qualquer eleição.

Por isso a mentira é a grande governante deste pedaço de terra!

Crónica numa sala de espera

São cinco da tarde. Estou há hora e meia a aguardar que chamem a minha mãe para uma consulta médica. As pessoas vão entrando e saindo conforme vão sendo chamadas.

Entra então um casal. Ele veste umas calças cremes e um pólo a condizer e parece um homem normalísssimo. Como na sala só um lugar vago procura outra sala para se sentar. A esposa é o contraste e fica na sala onde me encontro. Veste uma túnica branca acabada de sair da máquina de lavar roupa, umas calças também alvas e calça umas sandálias rasas.

Senta-se e retira então de um saco uma bisnaga e toca a besuntar as mãos e os dedos com o creme saído e dos quais se destacam uns "cachuchos" enormes enfiados. O cabelo preto, obviamente pintado, contrasta com a roupa. A tez é morena de quem usa a piscina para ganhar alguma cor, e os lábios são finos mas brilhantemente vermelhos. Após a rotina das mãos segue o batom passado pelos lábios como estivesse para entrar numa festa em vez de um consultório. Depois rebusca mais coisas na mala e tira uma espécie de livro de apontamentos e o telemóvel. Assisto então, entre o divertido e o pasmado, ao seguinte diálogo:

- Boa tarde! Tenho uma cadelinha com uma... (disse a doença!) e necesssito de uma consulta para ela, urgentemente. O Dr. R... não é ortopedista?... Pois é esse mesmo... Necessito urgentemente de uma consulta.

Tudo isto foi dito num tom de voz que muitos homens não têm e com uns décibeis altamente nocivos para os ouvidos dos presentes. Mas regressemos ao diálogo:

- Sexta feira próxima? Não posso! Não vou estar cá. (A consulta era urgente, a princípio!)

A chamada parece ter-se desligado. Tenta mais uma vez mas parece que ninguém a atende.Finalmente:

- A chamada caiu... 

Combina a dita consulta. Liga novo número:

- Tá J... preciso que me dê os nomes dos comprimidos do Dr - supus que o tal doutor fosse o marido, naquele instante longe da esposa espalhafatosa e provavelmente muito descansado.

- Como? Ésse, ipsilon, éle, não é éle... ah éfe, sim... - e vai escrevendo no seu bloco notas.

O tom de voz mantem-se mavioso... Todos os presentes e quiça alguns ausentes no andar inferior, vão começar a saber quais os medicamentos... Depois passou para o que irá ser o jantar pois continua a falar num tom muito acima do que é normal. Desliga finalmente o telefone e já se consegue ouvir a televisão pendurada na parede.

De súbito levanta-se, procura a assistente e após breve diálogo, desta vez e curiosamente em tom baixo, parte deixando o marido sozinho.

Nunca mais vi tal personagem.

Entretanto a minha mãe foi chamada!

Um governo sem ideias.

Não bastava o imposto sobre o património quando surge novamente a ideia da geringonça em acabar com o sigilo bancário.

Mais uma vez o PS a reboque do BE. O partido de António Costa vive das ideias de um partido que até nem está num governo. Enfim… isto é política à portuguesa! O BE manda e o PS obedece…

Ouvi a deputada Mariana Mortágua dizer que é preciso ter coragem para tirar aos mais ricos. Se colocarem em prática este pensamento pode vir a acontecer uma de duas coisas: ou os tais ricos saem todos de Portugal e o governo não buscar um “tusto” ou então vendem ao desbarato todo o património e com o dinheiro vão para as Caraíbas passar férias prolongadas.

Nesta confusão há algo que a esquerda ainda não percebeu: o património de cada um é na maioria das vezes herdado. Com esta medida a desertificação vai crescer pois ninguém quer ser dono de pedaços de terra com um valor predial exagerado e sobre o qual vai pagar um imposto estúpido e idiota, sem ter daquele qualquer rendimento.

O abandono das propriedades vai obviamente crescer exponencialmente. Veremos então!

Entretanto a quebra do sigilo bancário tem a imbecilidade de colocar todos os portugueses no mesmo saco. Ou melhor… o Estado não presume a inocência conforme está consagrado na Constituição e considera que todos os contribuintes são criminosos.

Se a AT considerar que alguém com um IRS baixo apresentar um património elevado pode, com a devida autorização judicial, perceber o que aconteceu ao contribuinte. Mas só nestes casos… Não de forma generalizada. Até porque a AT não é de fiar quanto a fugas de informação!

O PR teceu publicamente críticas a esta última ideia. Veremos o que nos reserva o futuro próximo até porque não acredito que Marcelo Rebelo de Sousa, numa eventual teimosia governamental quanto à quebra do sigilo bancário, não envie o diploma para o Tribunal Constitucional.

Receio que estejam a querer fazer deste país um exemplo de como não se deve governar. O apoio parlamentar pode ser fantástico, mas deixa num só partido (neste caso o PS) o ónus de tudo o que correr mal num futuro próximo.

Temo novo resgate. Temo mais austeridade, temo mais incompetência socialista.

O futuro de Portugal parece-me muito negro. Tão negro quanto o foi com os governos anteriores de Passos Coelho, Sócrates, Guterres ou Cavaco..

Ministro com bom gosto... musical?

Por hábito e para manutenção da minha já pobre sanidade mental raramente vejo televisão.

Todavia a noite passada acabei por assistir a uma reportagem onde a figura principal era o actual Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Este elemento do actual governo regressou à escola secundária que frequenou enquanto estudante do secundário.

Apercebi-me das naturais e simpáticas trocas de galhardetes entre o ministro e antigos professores e empregados da escola, quando a determinada altura o Senhor Ministro descreve que numa sala havia um leitor de cassetes mas com uma só cassete. Nesta estava gravada, num lado os Supertramp e do outro os Dire Straits.

No entanto não percebi realmente se o responsável pela pasta da Educação gostou daquelas bandas ou se fazia um frete ao escutá-las!

Quero acreditar na minha primeira hipótese!

 

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