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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Viajar… porque não!

Gosto muito deste blogue porque a Ana consegue levar-nos a sítios fantásticos e de uma beleza rara.

Também eu adoro viajar, algo que não o faço amiúde porque tenho, como tudo na vida, de optar. Todavia, sempre que vou à aldeia onde nasceu a minha mulher é uma viagem que adoro fazer. E sempre diferente.

Adoro não… adorava.

A seguir à autoestrada há uma estrada não muito larg, mas de bom piso que passa por cima de uma ponta da barragem da Marateca. O caminho é mais ou menos sinuoso mas faz-se muito bem. De um lado e do outro campos de pasto, onde podemos observar ovelhas, que pastam serenamente. Há mesmo um espaço onde já vi, pasme-se, avestruzes.

Quando se entra da aldeia há uma pequena rotunda. A seu lado os muros daquele edifício majestoso, abandonado é certo pelo próprio Estado, mas que é visível de quase todos os pontos da aldeia.

Ainda que a sua imponência seja decrépita, o colégio é o ex-libris da aldeia.

Por isso ontem doeu-me profundamente ver o velhinho e secular Colégio de S.Fiel, em Louriçal do Campo, ser devorado pelo fogo. Um espaço onde trabalhou muita gente da aldeia e onde se educaram tantos jovens.

Portanto, um destes dias não vou querer viajar para a aldeia. Não vou querer ver um edifício destruído. Não vou querer sentir o odor a queimado.

Não, assim digo, ao invés da Ana: viajar, porque não!

Os avisos...

Gostaria de saber a quem serve e para que serve os avisos coloridos que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera emite?

É que os incêndios continuam, as árvores caem sem se saber porquê e as pessoas continuam a dormir ao sol na praia.

Fogo de injustiças!

Os incêndios já fazem parte do nosso dia a dia. As televisões carregam e sobrecarregam os tempos dos noticiários com imagens, algumas delas simplesmente dantescas, de matas e casas a arder, com a evacuação de aldeias, com um conjunto de episódios muito para além do que poderíamos sonhar nos nossos piores pesadelos.

Na mesma correria de notícias surge a informação de suspeitos detidos por fogo posto. São então presentes a juízes que, na maioria dos casos, os enviam para casa até aguardarem julgamento.

Há nesta (não) justiça algo profundamente errado. Ou sou eu que estou a ver mal?

Como pode um juiz deixar em liberdade alguém que cometeu um crime desta envergadura? O mais certo é voltar a fazer…

Se, entretanto, o criminoso arranjar um advogado com alguma experiência acaba por ser internado num qualquer hospício e solto passado pouco tempo.

O conceito de justiça dos compêndios difere, e muito, da realidade. Cada vez mais… É tempo de se olhar para a justiça com um cuidado redobrado de forma a evitarem-se males maiores.

Neste sentido seria bom, de uma vez por todas, que o Ministério Público passasse a ter um código penal específico para os incendiários, com uma moldura penal na medida exacta do crime cometido e que poderia passar muito bem pela prisão perpétua (esta gente não merece viver em liberdade!!!).

Termino com a infeliz ideia de que em Portugal a justiça jamais servirá a quem mais precisa dela.

Um país a arder - parte 2

É notícia permanente em todas as estações de tv e rádio: o país está a arder!

Pior que os fogos e as vítimas que ele acaba por fazer é esta incapacidade de lutarmos contra este flagelo, que todos os anos ensombra o Verâo lusitano.

Ele é o Primeiro Ministro e o Presidente da Républica, os Presidentes de Câmara das regiões vitimadas e os Comandantes das corporações, todos falam e acham que têm razão.

Mas o fogo seja ele colocado por mãos criminosas ou oriundo de razões naturais não entende nada de leis e nem se preocupa de quem são as coisas e de quem tem ou não razão. Queima e pronto!

Não há soluções perfeitas para estes casos, mas devia de haver vontade de os resolver. Duma vez por todas...

 

Já fiz esta pergunta algures: a quem serve estes incêndios?

 

Saibam responder e talvez saibam encontrar a solução.

 

O texto acima foi escrito por mim faz hoje precisamente 7 anos. Como podem comprovar aqui.

Conseguem perceber alguma diferença entre esse ano e o de 2017?

Finalmente... férias!

Pois... entrei hoje oficialmente em módulo de férias.

Ao contrário de outros anos não pretendo fazer previsões do que irei fazer, ler, escrever ou passear nas próximas três semanas.

Os dias passar-se-ão conforme calhar e vou ajustando os meus actos aos dias e à família.

Portanto fiquem bem e a gente lê-se por aí!

Mãe: não há só uma!

Não costumo falar nem opinar sobre algo que não entendo ou sobre o qual não tenho todos os dados.

Faço esta afirmação a propósito da actual lei de barriga de aluguer. Sei o que se pretende, mas fico-me por aí. Abstenho-me de fazer mais comentários já que a questão da maternidade é demasiado importante para ser discutida por um qualquer leigo como eu. Ainda por cima sou homem…

Porém, li hoje que uma mulher se voluntariou para gerar um filho dentro de si, que seria da sua própria filha. Portanto… gerará o próprio neto ou neta.

E é aqui que começam as minhas confusões. E não tem a ver com alguma visão religiosa da situação mas somente como factor da Natureza.

Com esta futura engenharia genética, perder-se-á toda a ideia genuína de… mãe. Neste caso a avó é só uma fábrica para fazer crescer um feto até poder ser verdadeiro bebe e vir ao mundo. Ou não? Ou será também ela mãe, para além dos filhos que já teve, muitos anos antes?

Confesso que também nunca fui muito a favor da fertilização invitro. Com tanta criança por esse mundo em busca de um lar, não seria mais fácil adoptar? Pergunto eu…

Este meu texto já leva demasiadas perguntas para as quais não consigo evidentemente arranjar (boas) respostas.

Sinto que, infelizmente, esta nova lei será uma fonte de disputas entre mães verdadeiras (as que geraram a criança) e as mães biológicas. Com consequências impensáveis.

No meio disto tudo onde fica a liberdade da mulher que carrega a criança? Estará sujeita à vontade da outra mulher?

Ui… alguns gabinetes de advogadas já devem ter equipas a estudar a coisa. Digo eu!

Tadinhos!

Portanto e segundo os últimos relatórios sobre a tragédia de Pedrógão Grande, temos o seguinte panorama:

 

O SIRESP é uma porcaria.

ANPC é incompetente.

Os bombeiros são uns malandros

A GNR é uma desgraça.

Os meios aéreos insuficientes.

 

Só a geringonça, que é DDT, qual Ricardo Salgado dos novos tempos, é que não teve culpa nenhuma!

Quase apetece dizer: tadinhos!

Café, uma bebida social?

Nunca fui dependente do café. Gosto de beber um, mas tem mais sentido como factor social do que como vontade exacerbada. Mesmo no trabalho.

Sei que há muita gente que bebe café de forma quase compulsiva. Estão tão dependentes da cafeína que o dia nem começa bem sem o dito líquido negro.

No entanto eu que não sou cafeínodependente bebo-o sem acúcar enquanto muitos dos dependentes bebem-no somente com acúcar.

Curiosamente nestes dias que tenho estado em casa só bebo café ao pequeno almoço misturado no leite, pois não encontro nenhuma razão social para o fazer.

Há boa maneira europeia, já que na Europa as pessoas raramente chegam a um bar e pedem café só porque sim...

Comemorações

Quando em 1977 publiquei o meu primeiro texto num jornal regional, criei a errada espectativa de um dia poder vir a ser jornalista ou até escritor.

Só que a vida não se compadece com quem não luta afincadamente pelas coisas e rapidamente retirei do jornalismo o sentido e acabei por enveredar por outros caminhos. Faltou-me coragem ou competência. Ou ambas!

No entanto continuei a escrever e hoje, quarenta anos volvidos, tenho uma quantidade de blogues e participo numa Revista, o que significa que me relaciono bem com o que escrevo. Os meus escritos não terão a qualidade que eu próprio gostaria, mas como não obrigo ninguém a ler-me, pouco me preocupo.

Andei com a ideia de escrever algo diferente neste ano das minhas comemorações, mas não sabia realmente o quê. Até que num destes dias fui ao Aeroporto buscar um familiar próximo e de repente fez-se luz.

Ora o primeiro naco de prosa que escrevi e publiquei intitulou-se Aeroporto numa série chamada “Crónicas de Lisboa”. Deste modo não vou obviamente reescrever aquela crónica, mas escrever uma como se fosse a primeira. Depois desta seguirão provavelmente as outras. Logo veremos!

Poderão lê-la aqui.

Na minha cidade - 4

São seis e meia da tarde. O sol brilha mas é arrefecido por este vento que tudo tem atrapalhado (menos os drones!!!).

Aguardo que a minha mulher saia do cabeleireiro. Sei por experiência própria que ainda vou ter de aguardar muito tempo. Mas convivo bem com isso.

Entro num café onde já sou conhecido e peço aquela cerveja fresca da minha marca preferida. Um outro cliente que já lá se encontra e que também conheço, acompanha-me com uma mesma bebida. Conversamos disto e daquilo até que entra uma jovem, de vestido preto muito curto, abundantemente perfumada e a falar ao telemóvel.

Faz uma pequena pausa na conversação e pergunta à senhora por detrás do balcão por tabaco. A outra aponta para a máquina.

Sem nada que nos interessasse, eu e o outro cavalheiro vamos falando de aguardentes e outras bebidas brancas de melhor ou menor qualidade. Nem damos pela jovem sair.

Só que o meu interlocutor é também fumador e aproveita a máquina estar ligada para comprar cigarros. Coloca umas moedas com direito a troco e quando mete a mão no depósito de devolução eis que recebe mais dinheiro que o devido.

A jovem metera uma nota, retirou o maço de tabaco e nem esperou pelo troco, tal era a atenção ao telemóvel.

Com este caso percebi duas coisas:

1 - o tabaco ainda não é caro;

2 - quando se está ao telemóvel perde-se perfeitamente a noção da realidade.

Por isso as campanhas de prevenção contra o uso do telemóvel no carro necessitam de mais exemplos de vida. Como este.

Finalmente... Ainda fomos à rua em busca da jovem mas ela já havia desaparecido.

Na minha cidade é assim:..

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