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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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O Zeca será eterno

Faz hoje 30 anos que uma doença estúpida (como são todas as doenças!!!) levou dos portugueses a voz que cantou a luta contra um regime ditatorial.

Zeca Afonso cantou e encantou-nos. Curiosamente nunca comprei um disco dele, vá lá saber-se porquê, mas conhecia muitas das suas músicas.

Não foi somente o homem de compôs Grandola, Vila Morena... Foi um cantor que amou a liberdade e a música a um nível que dificilmente alguém conseguirá superar.

Era conhecido a sua tendência de esquerda, mas isso não invalidou que o valor das suas canções fosse naturalmente reconhecido por todos os que o escutaram, independentemente da opção de esquerda ou de direita.

Uma coisa tenho a certeza em relação a este cantautor: Zeca foi a voz que cantou a dor, a tristeza e o medo de Portugal e soará, como um eco, para sempre.

Blogando... serenamente!

Um destes dias um colega de trabalho perguntava-me onde conseguia eu arranjar assunto para escrever todos os dias, aqui neste espaço.

Respondi-lhe com a mais comum e normal das respostas: basta estar atento ao que nos rodeia, pois há sempre algo para falarmos (leia-se escrever).

Reconheço, todavia, que esta minha disciplina é por vezes mui difícil de manter, mas a persistência tem de ter um enorme peso na nossa vontade.

Escrever tornou-se para mim quase um vício. Visitar blogues mesmo que não comente é outra das minhas paixões diárias. E se algumas vezes não escrevo é porque estou em local em que o serviço de Internet não chega ou é muito fraco. O exemplo é a aldeia dos meus pais onde raramente consigo aceder à rede.

Aproxima-se outro fim de semana de trabalho árduo e deveras cansativo e sem escrita para publicar. Valho-me por isso de textos pré publicados que só virão a lume no dia que estiver previamente estabelecido.

Só assim conseguirei manter a minha meta: escrever em média um texto por dia.

"Xicoespertice"... à vista de todos!

Todos temos mais ou menos a consciência de que em Portugal a única forma de se sobreviver prende-se com aquela atitude tão lusa à qual pomposamente chamamos de "xicoespertice".

É com as Finanças onde tentamos por todas as formas pagar menos impostos, com a saúde quando estamos de baixa só porque não nos apetece aturar o chefe ou na estrada quando rodamos a 150 num local de 90 e apanhados pelo estúpido radar, usamos aquela desculpa, tão esfarrapada quanto gasta, de que morreu o nosso avô e estamos cheios de pressa para o funeral.

Todavia vi hoje esta filosofia tão portuguesa, aplicada ao estacionamento de viaturas. Eram 9 da manhã quando reparei que um carro estacionava num local a pagar, mesmo á frente onde trabalho. De dentro sai uma jovem que vai digitando no telemóvel qualquer coisa. Imaginei que fosse uma daquelas aplicações para pagamento, como eu tenho.

Nada disso... a jovem dá a volta à viatura, abre a porta do lado do pendura e de dentro retira um envelope laranja, daqueles que as empresas usam para nos bridarem com uma multa de estacionamento indevido.

Não é que a jovem coloca o dito envelope debaixo do limpa pára-brisas, como tivesse sido já multada?

De seguida fecha o carro e parte para a sua vida. Sempre pensei que fosse por pouco tempo, mas como sempre enganei-me e horas depois ainda lá se encontrava a dita viatura com o mesmo envelope.

Resumindo... um carro todo o dia estacionado gratuitamente.

 

 

O meu destaque

aqui havia falado dele.

Quando muitos se escondem, escusam e fogem aos desafios que a vida lhes propõe, este meu amigo soube enfrentar tudo e todos e viver uma existência diferente.

Esta sua nova vida foi acrescentada recentemente pelo nascimento de uma criança. Um rapaz que é a luz da sua nova vivência.

De tal forma marcante que escreveu este belíssimo texto no seu blogue. Este é um espaço diferente onde as palavras vivem numa invulgar serenidade, ao mesmo tempo que se mostram tão poderosas.e tão pungentes.

Um blogue a não perder.

Visitem-no!

Entre um nome e um apelido

Hoje, enquanto tomava um café saboroso, passei os olhos pelo jornal "I". Entre notícias mais ou menos sabidas como a nova polémica que o livro de Cavaco Silva criou à volta do ex-Primeiro Ministro, José Sócrates ou a já recorrente e gasta guerra de palavras e atitudes por causa dos SMS’s da CGD, surgiu um artigo sobre os nomes portugueses, sejam eles nomes próprios ou apelidos.

Um texto muito curioso que me chamou à atenção. Eu, que gosto de nomes estranhos nas minhas personagens, achei aquele artigo… um verdadeiro mimo.

Curiosamente faltaram naquele artigo muitos nomes que eu já vi em gente portuguesa. Obviamente que os lusos com origens, por exemplo, em África apresentam quase sempre nomes mais curiosos, mas não é destes que venho aqui falar, mas somente daqueles referentes a pessoas que eu já conheci ou que ainda conheço.

Na verdade, gostaria de perceber o que leva alguém a colocar a um filho um título como Teodolindo ou Pigmélio. Nas senhoras há ainda nomes piores: Herondina ou Cezaltina são só dois dos maus exemplos como nomes de portuguesas.

Bom… já nem falo dos apelidos… que esses… ui… há para todos os gostos e feitios. È reconhecido que o Alentejo é a zona do nosso País onde surgem os apelidos mais bizarros. Desde o Galinha ao Caramba (o que não é bruxo!!!), o Tirapicos ou o Delicado… há de tudo um pouco nas planícies alentejanas.

Um dia alguém me perguntava onde é que eu descobria os nomes estranhos para epitetar as minhas personagens. Se alguns, como já referi anteriormente, são denominações de pessoas que conheci, outros há que encontrei em gente com quem lidei na minha vida profissional e dos quais guardei para memória futura.

Imaginem então alguém com este nome: Adaíl Rato Sedas?

Parece impossível não é? Pois é… eu conheci um!

Um País à deriva?

Creio ser tempo de alguém neste País chamar os nossos políticos e acordá-los para a realidade. Obviamente que o PR poderia ser uma dessas pessoas se, e repito se estivesse equidistante do actual governo e oposição. Mas não... é mais forte que ele imagina, ser reconhecido e agraciado pelo povo, mas desta forma o PR coloca-se numa posição pouco simpática.

Percebo que o Professor Marcelo pretenda manter os seus altos níveis de popularidade, quiçá a pensar numa reeleição que seria assim quase garantida.

O problema é que Portugal necessita de gente que seja capaz, de uma vez por todas, tomar decisões e que estas tenham como fim solucionar os problemas do país. Ficar refém dos outros partidos da geringonça, como está António Costa, não augura nada de bom para si, nem para o seu partido, num futuro a médio/longo prazo. E um destes dias entra por aí, uma vez mais, uma nova troika obrigando o PM a desfazer tudo o que fez até agora com os custos financeiros, sociais e políticos inerentes.

Obviamente que nessa altura nem PCP nem BE virão a terreiro defender este governo, como o fazem agora no caso Centeno-CGD. Mas são os políticos que temos, que apenas olham para os próprios umbigos.

Termino com uma questão: tivesse um ministro das Finanças da dita Direita metido numa confusão como esta, que agora (ainda) vamos assistindo, que diria a esquerda trauliteira que nos governa?

Na minha cidade! - 2

Havia acabado de almoçar com um alargado grupo de amigos. O restaurante estava cheio e havia já gente na rua à espera. Saí então e aguardei que os outros também abandonassem o restaurante.

Enquanto aguardo vejo um canito normal de pêlo claro que desce a rua inclinada. Traz coleira mas vem solto. Parece-me simpático. Atrás do animal um jovem caminha a certa distância de tal forma que não percebo se é o dono do cão ou não.

O canito passa encostado a mim. Estalo os dedos na vã esperança que pare de forma a fazer-lhe uma festa. Nada... segue em frente.

- Este não dá confiança a ninguém - penso eu, para com os meus botões.

De repente o jovem chama o cão que pára e volta para trás. Depois ordena-lhe:

- Cumprimenta este senhor...

O cão então aproxima-se de mim e deixa que eu lhe faça uma festa. Mais... Como gosto muito de cães e não tenho medo de nenhum deles, baixo-me e o cachorro espeta-me uma lambedela na mão.

Depois parte. Agradeço ao jovem a simpatia de me ter deixado fazer uma festa ao seu animal.

Na minha cidade também há momentos destes... inesquecíveis!

Há textos que dizem tudo

Hoje recebi um inesperado mail de alguém de quem gosto muito. Enviara-lhe também por mail, o meu livro compilado e jamais publicado, para ela ler e ela acabou por me responder com as palavras que abaixo transcrevo. Um momento de grande beleza e verdade!

Com a devida vénia MR.

Confesso que fico com uma espécie de inveja boa e com pena de ter perdido deliberadamente a capacidade de me espantar e maravilhar com tudo o que via, com todos os quase nadas que constroem a poesia e a beleza das coisas. Cada vez sinto os velhos sintomas, corro a entupir-me em tarefas tão "importantes" quanto sem sentido mas que sufocam eficazmente qualquer risco inadvertido de me entusiasmar, de sentir, de sonhar. Nada me magoa, sobrevivo sem viver e a noção de que já não há tempo para mudar assusta-me cada vez mais.
Talvez o teu exemplo, para além do prazer estético da leitura, me desperte os velhos bons fantasmas...

Terá sido mais ou menos assim?

- Tá lá Tó? Tás bom?

- Tou... Quem fala?

- Sou o Marinho...

- Eh pá não conhecia o teu número. Tás porreiro?

- Tou... Olha vou directo ao asssunto...

- Então conta...

- Preciso de ti na Bola.

- Para quê

- Eh pá Bruxelas chateia-me com isso... Tens de ser tu...

- Eh pá não sei. Quanto pagas?

- O teu preço é o meu preço...

- E podes?

- Então não posso? Só faltava...

- Toma cuidado com as restrições e leis e coisas...

- Tenho já um gabinete de advogados a tratar disso...

- E os outros não dizem nada?

- Que importa... A gente é que manda.

- E posso escolher a equipa?

- Claro... Tás à vontade.

- Ok... Vou pensar. Depois envio-te um SMS.

 

Foi assim que eu sonhei... 

Caríssimos políticos: entendam-se

Marcelo Rebelo de Sousa não é PM, mas age como tal.

António Costa não é PR, mas assume-se como tal.

Centeno não é mentiroso, mas diz inverdades.

Mariana não é Ministra das Finanças, mas faltará pouco.

Passos não é oposição, mas nem sabe o que é.

Cristas não é Passos, mas é oposição.

Jerónimo não é Catarina, mas está quase.

Catarina não é do PS, mas parece.

Louçã não é Gaspar, mas são parentes.

Nogueira é professor, mas não ensina nada de novo.

Arménio Carlos diz que sim, mas depois diz que não.

Carlos Silva nem sim nem não, antes pelo contrário.

No final o povo vai-se rindo e pagando, pois o importante é estar vivo!

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