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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma dúvida que me assiste!

Após os diversos e mortíferos ataques terroristas a polícia local refere sempre a prisão de outros eventuais terroristas e o desmantelamento de diversas células. Surgem como um acto quase heróico...

Quando oiço estas notícias pergunto-me sempre:

- Porque é que a polícia não descobre antes dos terríveis acontecimentos as tais células e ditos terroristas?

Provavelmente se o fizessem poupariam muitas vidas. Ou não?

Pois... detesto ter estas dúvidas...

Pá... assim não vale!

Parece que a rainha da pop anda por aí "like a Virgin", a passear pelas nossas praias.

Quando soube da notícia disse para os meus botões de punho, que eu cá não sou desses: ena Portugal está mesmo na moda.

Mas como diz, e bem, o povo... mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado, descobri hoje que a dita cantora de "Like a prayer" veio ao nosso país porque o namorado, vejam lá bem... é português.

Bolas eu a pensar que aquela senhora que eu tinha visto nos jerónimos a petiscar um pastel de Belém era somente uma "Beautiful stranger".

Portanto... mesmo com tantas vitórias extramuros... com as contas públicas quase todas certas, Portugal ainda não entrou na moda.

Já fui enganado!

A entrevista dos irmãos Sobral

Apercebi-me hoje através de algumas plataformas que Luísa e Salvador Sobral estariam na RTP para uma entrevista.

Deste modo a televisão pública conseguiu (finalmente) a minha atenção durante quase uma hora.

Bom... quanto à entrevista creio que os irmãos foram iguais a eles mesmos, sem grandes subterfúgios e vedetismos, que era quase natural que mostrassem.

O entrevistador correu diversos momentos, especialmente desde a génese da canção até ao momento mais importante, quando Portugal é vencedor do Festival da Eurovisão a que os manos responderam com assertividade.

Um diálogo muito curioso, profundamente sereno e até com aquele toque insólito quando a Luísa refere que teve uma mensagem do PM para o Salvador e havia esquecido de lha entregar.

Acima de tudo gostei muito da postura de Salvador ao assumir que defende causas humanitárias sem qualquer ligação a organizações. Num jovem que salta do anonimato para se tornar uma estrela na música... parece-me algo que deve ser salientado.

Finalmente guardei uma frase também de Salvador: Eu quero ser conhecido como músico e não como vencedor de um Festival.

"Touché!".

 

Livros: a preservação de um património!

Algo que me faz muita impressão é o despejo de uma casa. Geralmente quando os donos morreram e os descendentes não pretendem guardar nada.

Andou um casal uma vida inteira a lutar por ter uns tarecos, para no dia seguinte à sua morte tudo aparecer ao lado de um caixote do lixo.

Este fim de semana assisti aqui mesmo ao meu lado a um desses casos. O último morador já morreu há uns anos e os herdeiros decidiram vender a casa. Havia então que libertar a moradia.

Assim, a uma vintena de metros da minha casa onde há um caixote do lixo, passou este a ser o "depósito de inúteis". Ao seu redor vi um pouco de tudo, desde roupas a loiças, tachos, panelas e outros utensílios domésticos. De tal forma que dei por muitos carros pararem para recolherem o que outros deitaram fora.

Aquilo foi um corropio de gente. Inimaginável.

Quando a tarde se encostou à noite também eu por lá passei que, como sabem, sou um anormal apreciador de coisas velhas. Entre muito lixo e coisas sem valor encontrei algo que me encheu o coração de tristeza. Falo obviamente de livros. Muitos livros.

Se bem que a grande maioria fossem claramente temáticos, sem qualquer interesse, encontrei no monte 10 pesadíssimos volumes que correspondiam a uma reconhecida enciclopédia "Larrouse".

Eu sei que basta "googleit" em qualquer computador ou outro equipamento para saber tudo e mais um par de botas sobre qualquer assunto. Porém uma enciclopédia longa e abrangente parece-me que é uma espécie a ser preservada. Digo eu!

A verdade é que a trouxe os livros para casa. É certo que cheiram demasiado a mofo, mas já têm destino traçado: uma biblioteca aqui perto, que serve a terceira idade.

 

Porquê?

A questão foi lançada na homilía pelo padre.

Porque é que sou católico?

Porque acredito em Deus?

Porque é que tenho fé?

Porquê tudo isto, enfim?

Uma boa pergunta para a minha semana que agora se inicia. As respostas poderão não ser as mais desejáveis, mas assumo que tentarei responder sinceramente.

Hoje dia de Exposição

Andei a adiar ver a exposição de José Almada Negreiros na Fundação Gulbenkian, Até hoje.

Acompanhado do meu filho mais novo, percorremos um número quase infidável de salas onde pudemos observar belíssimos quadros, desenhos, estudos, cartazes... eu sei lá que mais. Deveras imperdível.

Todavia aquela frase logo no início da exposição, parece-me simplesmente... sublime.

Fica aqui o registo.

 

Frase_AN.jpg

 

Não somos grandes, somos enormes!

Cada vez que olho para o nosso país, considero-o cada vez mais bizarro. Tenho sempre a sensação de que somos assim… imbecilmente derrotistas, mesmo quando ganhamos alguma coisa.

Não sei se esta postura advém ainda daquelas absurdas trovas do Bandarra ou se simplesmente porque gostamos … de sofrer.

Ora bem… Sempre que algo corre menos bem a Portugal, seja no desporto ou na cultura ou noutra actividade qualquer, logo surge a bolorenta ideia de que não prestamos para nada, que somos uns infelizes ou incapazes de dar “aquele passo”. Um chorrilho de tristes conceitos onde o tal fado luso ganha peso e fama.

Detesto derrotistas. Detesto carpideiras. Detesto profetas da desgraça. Especialmente quando já nada disso faz sentido.

Enumeremos então numa mui breve lista:

  • Portugal foi campeão europeu de Futebol sénior;
  • Os melhores jogadores do Mundo de futebol de onze, de praia e futsal são portugueses;
  • Um escritor português foi galardoado com um prémio Nobel da Literatura;
  • Os nossos pintores são altamente considerados;
  • O clima é fantástico;
  • A nossa comida é elogiada pelos grandes chefes;
  • Ganhámos o Festival da Eurovisão com uma das mais belas canções daquele certame;
  • Há uma geringonça que os gauleses de Macron já imitam
  • Temos comprovadamente uma das melhores academias de jogadores de futebol do Mundo;
  • Há diversos campeões olímpicos que são portugueses.

Perante estes dados e muito mais que poderia aqui trazer, ainda achamos que tudo se deve ao demérito dos outros e não à nossa fantástica capacidade para superar as dificuldades.

Que ideia residirá num atleta, que se sacrifica durante anos a fio, ao praticar um determinado desporto, para depois quando alcança uma medalha olímpica, sussurrarem que o mérito não é dele, mas unicamente demérito do adversário?

Como se sentirá um cantor que ganhou um Festival à escala quase mundial, quando afirmam que as outras músicas é que não prestavam para nada?

É tempo de acabarmos com as vitórias morais… que tantas vezes rebaixaram este país. Quer queiram quer não, conseguimos ser bem melhor que muitos outros países. A superação não é um acaso, mas um designío.

Que mais quer este povo?

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